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Monday, April 27, 2020

Coronavírus - A Biblioteca de Marques Mendes - VI

Se tivéssemos que fazer uma História dos Livros e ordená-la por cores dois surgiriam à cabeça: o Livro Vermelho, de Mao Tsé-Tung, e o Livro Verde, de Kadhafi. Ainda encontraríamos um terceiro, pois é comum que as Bíblias tenham capa preta e letras douradas, embora nos digam que o preto não é cor.

Análise de Marques Mendes no jornal da noite de 2020/04/26, na SIC



Já antes aqui tínhamos falado de um certo livro azul que está na biblioteca de Marques Mendes e interrogámo-nos na altura se seria um que pensamos conhecer e que por agora não revelamos para manter o suspense. Mas o problema é que livros azuis, raros, há alguns e o mais parecido que encontrámos foi o Project Blue Book. Chegados aqui, perguntámo-nos: será o relatório, em forma de livro, que está ali na estante ou o filme coberto com uma capa?

Ainda assim fica a pergunta: Será que Marques Mendes é um entusiasta de OVNIS e conspirações alienígenas? Fica a questão que vamos resolver em breve. Está prometido!


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(1. O "Livro Vermelho" de Mao Tsé-Tung:

O "Fim da História", a "Síntese", não termina com a conquista do poder pelo proletariado. A luta de classes continua mesmo depois do proletariado conquistar o poder.

Na luta de classes existem "classes antagónicas", que tenderão irremediavelmente a combater-se, e "classes não-antagónicas", cujos interesses não são necessariamente antagónicos. É o caso dos intelectuais em relação aos camponeses ou destes em relação aos operários;

2. E o "Livro Verde" de Kadhafi: «'Livro Verde’ resumia pensamento de Kadhafi durante governo da Líbia» - Globo.com;

3. E porque se fala de alienígenas: «Project Blue Book» - Wikipedia;

4. «Coronavírus» neste «blog»)

Tuesday, April 21, 2020

Coronavírus - A Biblioteca de Marques Mendes - V

O mistério do Livro Azul

Era nas falsas folhas de rosto dos livros que Fabien colocava o seu nome para que não houvesse dúvidas de que era o proprietário. Fazia isso também para dar valor a cada livro, mostrando que era um livro lido, não um livro só, abandonado. Abaixo do nome, numa segunda linha, ia o nome completo de Margaret, depois uma vírgula, e logo à frente, a cidade onde viviam, Paris.

Assim foram marcados uns quinhentos livros. E assim permaneceram durante anos, expostos, lidos e estimados.

Mas um dia as circunstâncias mudaram. Os livros viajaram para outra casa, ganharam uma nova companheira - Christine - e a segunda linha nas falsas folhas de rosto passou a ser uma intrusa da casa. Acrescentar uma terceira linha não costuma ser bem visto nestas ocasiões e nem a terceira linha se via de bom grado a conviver com a sua rival. De modo que a solução foi amputar dos 500 livros dono, rival e cidade nas falsas folhas de rosto, com muita tristeza, é certo, mas também como prova de tolerância pela terceira linha que sofria - e se calhar ainda sofre - de psicose maníaco-depressiva, vulgo bipolaridade.

O facto é que quinhentas falsas folhas de rosto foram rasgadas e meticulosamente deitadas a um cesto que não chegou a ir para o lixo. Recolhidas e guardadas à sucapa, esperam pelo dia em que voltem a unir-se aos livros a que pertencem. É uma questão de tempo e paciência. Quando a terceira linha já não estiver a ver.

Análise de Marques Mendes no jornal da noite de 2020/04/19, na SIC



Na biblioteca havia um livro especial, conhecido por Livro Azul. O Livro Azul era muito valioso por ser uma primeira edição de que restam uma meia dúzia de exemplares. Tirando a falsa folha de rosto que lhe está em falta está como novo. Provavelmente já não vai a tempo de ser recauchutado. Foi entretanto vendido e comprado num alfarrabista, e é tudo quanto se sabe. E dos 500 restam agora 499.

Será este o Livro Azul que vemos agora na biblioteca de Marques Mendes? O mistério Azul continua. Não percam os próximos episódios!


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(«Coronavírus» neste «blog»)