Sessão de treinos (antes da corrida).
Este sou eu, no meu quintal, com sete anos de idade, equipado dos pés à cabeça de Gato das Botas e empurrando meio triciclo com as pernas em marcha‑atrás.
Apreciem a elegância do equipamento, o metal enferrujado (quanto mais estragado é o bólide mais divertido é), o centro de gravidade baixo, a minha forma física felina dominando o metal com o uso da força bruta das minhas botas, e as curvas de alta velocidade (e a velocidade que vem da minha fúria e do meu estilo único) e o chiar dos pneus de borracha maciça que deixam qualquer piloto de fórmula 1, e vizinhos, com inveja.
Pista para a qual é necessária precisão milimétrica (sem retrovisor) para não acabar com as botas dentro de um canteiro e sabedoria para serpentear uma ameixoeira e duas pereiras sem bater o chapéu com a pena à D’Artagnan nos ramos baixos, tem ao fundo uma casota a servir de boxe de apoio para abastecimento das botas e mudança dos pneus.
Como eu era feliz!
(1. A propósito: a) «Grande Prêmio de Mônaco» (“Grande Prémio do Mónaco”) – Wikipedia; e b) «Fórmula 1» – Idem; 2. Ainda a propósito: a) «Puss in Boots» (“O Gato das Botas”) – Wikipedia; b) «Le Maître chat ou le Chat botté» (“O Gato de Botas”, conto da autoria do escritor francês Charles Perrault) – Idem; e c) «Charles Perrault» – Idem; 3. E porque se fala de «D'Artagnan» (“uma das personagens mais importantes do escritor Alexandre Dumas. D'Artagnan é considerado o quarto mosqueteiro (...)”) – Wikipedia;
4. Nota: Composição com Nano Banana (Gemini).)

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