Diz-se que a carne inglesa enlatada (“Corned Beef”) que os ingleses davam às tropas portuguesas na Grande Guerra era intragável e sabia a carne de macaco – de facto, não era essa a alimentação dos portugueses, que detestavam o “Corned Beef” e apreciavam porco e feijão (“Pork and Beans”), ou porco e queijo (“Pork and Cheese”), palavras estas que, para os ingleses, soavam (e soam) a “Portuguese”.
Por causa destes “falsos amigos”, ou “falsos cognatos”, “palavras que soam da mesma maneira ou se escrevem de forma parecida em línguas diferentes, mas têm significados diferentes”, o encontro do “Zé Povinho” (“aqui num estado arisco e insolente”) com o “Beef” (“o gentleman inglês”) não está a correr nada bem...
Tememos pela segurança do “Totó”...
Pode ser que se safe...
(1. A alimentação: «Grande Guerra: como era a alimentação na frente de combate?» (“Os soldados do CEP odiavam a comida dos “beef” (alcunha dada aos ingleses, com origem – pensa-se – no facto de os primeiros guardas da Torre de Londres serem designados por ‘beefeaters’).
“Quanto aos Britânicos, eram críticos acérrimos da alimentação dos militares portugueses, a quem chamavam Pork and Beans, devido ao gosto nacional por carne de porco e feijão. Ou Pork and Cheese, vocábulos foneticamente similares a Portuguese, e que tinham em conta o visível amor pátrio dos nossos expedicionários pelo queijo.”) – Jornalíssimo de 2023/03/30;
2. a) O gesto (manguito) do «Zé Povinho» (“a personificação nacional portuguesa”, que “tem como característica principal o gesto do manguito (o "Toma!"), representando a sua faceta de revolta e insolência.”;
“Surgiu pela primeira vez na 5.ª edição do periódico "A Lanterna Mágica", a 12 de Junho de 1875, na caricatura intitulada "Calendário 'Portuguez'", alusiva aos impostos, onde se representa o então Ministro da Fazenda, Serpa Pimentel*, a sacar ao Zé Povinho uma esmola de três tostões para Santo António de Lisboa (representado por Fontes Pereira de Melo) com o "menino" (D. Luís I) ao colo, tendo ao lado o comandante da Guarda Municipal, de chicote na mão, presente para prevenir uma eventual resistência.”;
* António de Serpa Pimentel
O próprio Bordalo Pinheiro define-o como “uma figura cheia de contradições”: “O Zé Povinho olha para um lado e para o outro e… fica como sempre… na mesma.” “Mas se ele é paciente, crédulo, submisso, humilde, manso, apático, indiferente, abúlico, céptico, desconfiado, descrente e solitário, também não deixa por isso de nos aparecer, em constante contradição consigo mesmo, simultaneamente capaz de se mostrar incrédulo, revoltado, resmungão, insolente, furioso, sensível, compassivo, arisco, activo, solidário, convivente...”) – Wikipedia;
b) «Banana (gesto)» (“fazer um manguito (em Portugal)”; “consiste em dobrar um braço para fazer um formato de L, com a palma da mão fechada apontando para cima, enquanto a outra mão, em seguida, agarra o bíceps do braço dobrado, e o antebraço dobrado é então levantado na vertical enfaticamente.”; a versão brasileira acrescenta que “para concluir este gesto é preciso mandar o dedo do meio.”; significa “ignorar o que alguém acabou de dizer ou demonstrar oposição a algo.”) – Wikipedia;
e c) «Rafael Bordalo Pinheiro» (“O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa”; “É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português.”
“Foi ele que se fez "ouvir" com as suas caricaturas da queda da monarquia.”) – Wikipedia;
3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)












