Sunday, May 24, 2026

Relatório da Presidência. Líder do PS acusa o Governo de ser desmazelado.

Foi divulgado este Sábado o relatório da Presidência aberta realizada na zona Centro do País entre 6 e 10 de Abril às zonas afectadas pelas tempestades de Janeiro e Fevereiro, e uma de que nos lembramos, a tempestade Kristin (28/01/2026).

Convém sempre recordar que então o governo portou-se como uma barata tonta, sem saber o que fazer. Como escreveu Raquel Varela em 4 de Fevereiro:

Perguntam-me se depois de ir a Leiria não vi uma catástrofe. Deixem-me ser clara. Entraram pela região ventos ciclónicos de 200km hora, muita coisa não pode resistir a tal. Em Hong Kong com ventos de 140km as pessoas deixam de circular e tapa-se tudo com protecções. O que nós vimos foi um Estado falido em termos de bem estar social. Três dias antes sabia-se da tempestade e no próprio dia deu-se o famoso alerta vermelho cuja única consequência foi “fiquem em casa”. Não se decretou que não se pode ir trabalhar, deixando os trabalhadores nas mãos das empresas, não se decretou que a protecção civil devia ir para a região distribuir geradores e fixar protecções nos vidros. Não se fez nada. E não se fez nada porque não há. Vi carradas de lonas da IL e do Chega a fazer de telhados, com sacos de areia em cima, para não voarem, os dois têm no programa mais privatizações, na educação e saúde. Que metáfora as lonas ali... // “O que nós vimos na Kristin foi a opção Covid “Fique em casa”, a responsabilidade é sua. Fique em casa sem telhados, mas fique. Cada um por si.” (2. a))

Depois, o governo – o primeiro-ministro – prometeu mundos e fundos e não cumpriu.

Entretanto, o super-herói segue, com o seu sorriso de orelha a orelha.

Na altura dos acontecimentos da tempestade Kristin fizeram-se quatro cartoons que não chegaram a ser publicados. Foram agora juntos a um quinto e reunidos num só. “Fique em casa sem telhados” e “lonas da IL e do Chega a fazer de telhados”, como se pode ver pela citação atrás, não são ideias do autor.

Eis o cartaz:



(1. As notícias: a) «Relatório da Presidência sobre tempestades aponta prioridades e "linhas estratégicas"» (“No texto de cem páginas, identificam-se cinco prioridades imediatas: desbloquear pagamentos e decisões ainda pendentes (sobretudo em habitação, seguros e apoios públicos), remover material lenhoso derrubado e reduzir a biomassa acumulada, apoiar a reabertura de atividades económicas ainda condicionadas, reforçar a proteção e a autonomia das infraestruturas críticas mais expostas e assegurar "apoio psicossocial de proximidade aos grupos mais vulneráveis". // Para um "momento seguinte", o relatório aponta outras cinco tarefas, que incluem preparar famílias e comunidades para ruturas temporárias dos serviços essenciais ou passar das reposições provisórias à reconstrução das redes críticas.” (...) “Depois, o relatório lista 11 "liçôes estratégicas para o futuro", que dizem respeito "ao que o país deve mudar de forma mais duradoura para não reproduzir as mesmas fragilidades perante próximos eventos extremos".”) – Jornal de Notícias de 2026/05/23;

b) «Relatório da Presidência Aberta deve ter acção consequente do Estado, pede autarca» (“Numa declaração enviada à agência Lusa, Gonçalo Lopes começou por assinalar que o relatório confirma o que “os municípios têm vindo a alertar desde o primeiro dia”, que a depressão Kristin, em 28 de Janeiro, “não foi apenas um fenómeno extremo circunscrito aos dias da emergência”.”) – Público de 2026/05/23;

c) «Relatório da Presidência Aberta tem “grande alinhamento” com PTRR, diz presidente da estrutura de missão» (“O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes, considera que o conteúdo do relatório da Presidência Aberta sobre o mau tempo tem um “grande alinhamento” com o PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.” (...) // ““As preocupações identificadas ao longo da Presidência Aberta são claras: a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do Inverno”, refere.”) – Público de 2026/05/23;

d) «José Luís Carneiro acusa o governo de "desmazelo" após tempestades» (COM O VÍDEO) – RTP Notícias de 2026/05/23;

e) «Mau tempo: Líder do PS acusa o Governo de ser desmazelado» (““Este relatório [da Presidência da República] de resposta às tempestades está, aliás, de acordo com outros e chamo a atenção para o relatório elaborado por um deputado do PSD [Paulo Moniz] sobre o apagão [elétrico], que vem dizer também que o Governo foi incompetente e incapaz e teve uma grande descoordenação na resposta”, afirmou.” // ““As preocupações identificadas ao longo da Presidência Aberta são claras: a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do inverno”, refere.”) – ECO de 2026/05/23;

f) «21h. PCP acusa governo de propaganda acerca das tempestades» (“Tivemos depois um governo a dizer que ia ser tudo muito rápido. A recuperação ia ser muito rápida, o dinheiro ia chegar às pessoas e a realidade é que quatro meses depois, praticamente, ainda temos pessoas sem luz. Ainda temos pessoas sem telecomunicações. Ainda temos muita gente à espera de reabilitar a sua habitação. Não é a segunda habitação, é a habitação própria. Portanto, só se pode concluir o que é que houve? Houve talvez demasiado otimismo, muita propaganda, muita encenação, e o fato é que os apoios não chegaram quando deviam ter chegado, com a rapidez que deviam ter chegado ou como foi anunciado que iam chegar.”) – Observador de 2026/05/23;

e g) «Líder do PS acusa Governo de ser "desmazelado" na resposta aos momentos críticos» (COM O VÍDEO, Para José Luís Carneiro, o apagão, os incêndios de 2025 e agora o relatório das tempestades sustentam a "palavra desmazelo, que melhor caracteriza a resposta do Governo aos momentos mais críticos".”) – SIC Notícias de 2026/05/23;

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2. A tempestade Kristin: a) «É a Política da Catástrofe» – Raquel Varela (no WordPress), em 2026/02/04;

e b) «Effects of Storm Kristin in Portugal» (28/01/2026, “Efeitos da tempestade Kristin em Portugal”) – Wikipedia;

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3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini) a partir de 5 cartoons reunidos num só e com imagem disponível na Web.)

Friday, May 22, 2026

Encontro Nacional de Automóveis Amarelos, em Amareleja.

Manda a tradição que sempre que um carro amarelo passa por outro da mesma cor o condutor que primeiro gritar “AMARELO” ganha uns pontos (mais ou menos como o jogo do BALAMENTO na ilha da Madeira, com uns torrões de açúcar.).

Vem isto a propósito da primeira edição do ENAA – Encontro Nacional de Automóveis Amarelos que se vai realizar amanhã, dia 23 de Maio, Sábado, na Amareleja.

(“O evento inicia-se às 11:00, com a receção aos participantes, na Praça da República e na Praça General Humberto Delgado. Às 12:00 será realizada a cerimónia de abertura, com a participação do Grupo Coral da Sociedade Recreativa Amarelejense e os Ceifeiros de Amareleja, seguindo-se o almoço convívio.

À tarde, às 14:00, tem lugar um workshop da cor, seguido do desfile dos automóveis pelas ruas de Amareleja. A partir das 16:00, haverá música, primeiro um concerto infantil com João Violão e, depois, um momento musical com a banda Al-Fanfare. O dia termina com a entrega de prémios que irão reconhecer a originalidade e o espírito dos participantes.” – vem no “site” da Câmara Municipal de Moura.)

Pois estes dois já vão a caminho e não perdem a oportunidade de ganhar uns pontos...



(1. A notícia: «Encontro Nacional de Automóveis Amarelos, em Amareleja» (COM O PROGRAMA, bem AMARELO) – Câmara Municipal de Moura; 2. E porque se fala do jogo do BALAMENTO na ilha da Madeira: «Balamento!» – neste “blog; 3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

Thursday, May 21, 2026

Campanha de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA em 1975

Em Março e Abril de 1975 uma Brigada militar das Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do Movimento das Forças Armadas visita uma aldeia recôndita de São Pedro do Sul com o objectivo de efectuar o levantamento das condições de vida dos seus habitantes.

Falta de estradas de acesso e, por causa disso, “as pessoas tinham de ser transportadas numa padiola cerro acima para poder receber assistência e o médico nem vinha”; “a comida que faltava, tudo o que faltava”; “a guarda-fiscal só aparecia para fazer asneira, chegava, e se apanhasse um carro de bois no meio da rua perguntava logo pela licença sabendo que não havia posses para a pagar”; terra sem luz, sem televisão, onde “o analfabetismo imperava e o nível de conhecimentos rondava o zero.”

Era assim em muitas aldeias do país.

Além das campanhas do MFA há a realçar o contributo dos estudantes com o Serviço Cívico Estudantil.



(1. A propósito: a) «Covas do Rio, retrato de uma aldeia» (“Em Março de 1975 a RTP acompanhou elementos das forças armadas num campanha de dinamização cultural a Covas do Rio (São Pedro do Sul). O objetivo era mostrar ao país como viviam as pessoas de uma aldeia portuguesa que nem estrada de acesso tinha.” // “Em 1975 o Movimento das Forças Armadas (MFA) colocou no terreno brigadas de Dinamização Cultural e Ação Cívica que percorreram o país – especialmente as zonas mais desfavorecidas (...)”) – RTP Ensina de 1975-04-01;

e b) «Covas do Rio, uma estrada a caminho» (2.ª visita: “Em abril de 1975 uma equipa do MFA e da RTP visitou pela segunda vez Covas do Rio. O objetivo foi mostrar uma reportagem realizada dias antes e, ao mesmo tempo, conhecer as reações ao anúncio da construção de uma muito esperada estrada para a aldeia.”) – RTP Ensina de 1975-04-13;

2. Outras campanhas do MFA: a) «Ação Cívica do MFA em Viseu» (“Campanha de dinamização cultural e acção cívica promovida pelo Movimento das Forças Armadas, com destaque para atuação da banda da Armada, pinturas no edifício da Caixa Geral de Depósitos e atuação de palhaços das ruas de Viseu.”) – RTP Arquivos de 1975/04/07;

b) «Dinamização Cultural e Ação Cívica do MFA» (“Programa sobre a visita do grupo de teatro amador de Loures às freguesias de Salsas e de Aveleda, no distrito de Bragança, no âmbito da campanha "Maio-Nordeste" integrada nas Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do Movimento das Forças Armadas (MFA).”) – RTP Arquivos de 1975/06/30;

c) «ALGUMAS CAMPANHAS REALIZADAS» (“De acordo com a antropóloga Sónia Vespeira de Almeida, as Campanhas de Dinamização Cultural conheceram duas fases distintas: de 25 de outubro de 1974 a 14 de julho de 1975 e de 15 de julho a 26 de novembro de 1975. // No primeiro período, as Campanhas basearam-se no «Programa de Dinamização Cultural», tendo por base o Programa do MFA. // No segundo período, o documento orientador passou a ser o texto «Ação Cívica: Passar das Palavras aos Atos» (...) // Na primeira fase, a atuação foi de caráter itinerante e ter-se-á verificado uma maior ênfase no processo de descentralização cultural. No segundo momento, a atuação revestiu-se de um carácter mais permanente e a politização das populações tornou-se prioritária (ao que não será alheio os acontecimentos do 11 de Março) // Nesta segunda fase, é possível identificar ainda um período em que a estrutura organizativa das Campanhas se complexifica, numa tentativa de dar respostas efetivas às carências das populações e de se constituir enquanto elemento de ligação entre o povo e burocracia estatal. (...)) – «in» 50Anos25Abril;

e d) «Dinamização cultural pelo MFA» «in» “Movimento das Forças Armadas” – Wikipedia;

3. a) Serviço Cívico Estudantil (SCE) e alfabetização: «Campanhas de alfabetização no Verão Quente de 1975» (“No início da década de 1970, já Marcelo Caetano substituíra Salazar no governo da ditadura, Portugal era um país muito marcado pela ruralidade e 25,7% da população portuguesa não sabia ler nem escrever. Entre as mulheres, a percentagem era ainda maior: 31% (…), muito poucos portugueses frequentavam o ensino secundário (2,8%) e ainda menos acediam ao ensino superior (1,6%).” // “Ainda assim, havia, no outono de 1974, 28 mil candidatos ao ingresso no ensino superior, um contingente de jovens com um vazio de um ano pela frente. Neste contexto de espera, surgiu o Serviço Cívico Estudantil, um conjunto de ações junto de populações ou instituições consideradas problemáticas ou carenciadas, que cobriam principalmente as áreas da alfabetização, saúde, segurança social, ações culturais, desporto, apoio às atividades escolares e realização de inquéritos. Foi desempenhado por estudantes candidatos à Universidade, recrutados para desempenhar a missão num ano "letivo" criado para o efeito, entre o fim do Ensino secundário e o princípio do Ensino superior.”) – Bertrand Livreiros, Marta Martins Silva em 2025-07-25;

e b) «Os estudantes e a Revolução: 1974-1975 – Campanha de alfabetização e educação sanitária» (CARTAZES (ABEL MANTA), PANFLETOS, FOTOGRAFIAS) – «in» 50 Anos 25 Abril;


5. Nota: Composição com Nano Banana (Gemini).)

Monday, May 18, 2026

Ataques de lobo-ibérico, garranos e cães de proteção de gado.

No passado dia 13 de Maio reuniu a Comissão de Agricultura e Pescas da Assembleia da República para “audição de várias entidades sobre «ataques de lobo ibérico a efetivos pecuários».

Do pouco que ouvimos, pois a coisa já ia a mais de meio, deu para perceber que “cada vez há mais ataques de lobos porque cada vez há menos presas silvestres” e, também, por graçola?, que “há poucas vacas mirandesas porque há cada vez menos mirandeses”.

Falavam do pagamento de indemnizações aos agricultores – que muitas vezes as não recebiam, ou, se as recebiam, era tarde e a más horas, por causa da burocracia.

Pesou-nos na alma verificar que nem um único lobo esteve presente na reunião para dizer de sua justiça.

De modo que fomos ouvi-los no seu remanso...




b) «Produtores dizem que ataques do lobo ibérico ameaçam raças autóctones» (“Associações defendem a continuidade da proteção do lobo ibérico, mas alertam para atrasos nas indemnizações por parte do Estado. Ataques ameaçam criação de gado e espécies autóctones.”) – Observador de 2026/05/13;

c) «Audição de entidades sobre «ataques de lobo ibérico a efetivos pecuários» | Pedro do Carmo 2ª» (“2ª Intervenção do deputado Pedro do Carmo - Audição de várias entidades sobre «ataques de lobo ibérico a efetivos pecuários» - Representante do grupo informal de criadores de raças autóctones da região Norte - APROMEDA - Agrupamento de Produtores da Raça Ovina Churra Mondegueira, CRL - APT Norte - Associação dos Agricultores e Pastores do Norte - ACOB - Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana - Associação de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa / Ovinos Mirandeses - GRUPO LOBO - Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema - ACERG - Associação de Criadores de Equinos da Raça Garrana - Comissão de Agricultura e Pescas”) – Partido Socialista (YouTube), 2026/05/13;


e e) «COMPENSAÇÕES DEVIDAS POR ATAQUES DE LOBO» (“Desde janeiro de 2017, a participação ao ICNF de um ataque atribuído ao lobo tem de ser feita através de um formulário digital, disponível no portal do IFAP (O pagamento da indemnização é efetuado pelo IFAP, Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas), podendo ser feita pelo próprio produtor ou através de Cooperativas Agrícolas e Associações Pecuárias. O produtor deve fazer a participação o mais breve possível após ter conhecimento do ataque. A carcaça ou partes do animal atacado (ou outros vestígios) não devem ser removidos do local nem destruídos antes da vistoria do ICNF, sob pena do produtor perder o direito à indemnização.”) – Portal Lobo-Ibérico;

2. a) «Lobo-ibérico» – Wikipedia; e b) «CARACTERÍSTICAS» – «in» Lobo-ibérico;


4. Nota 1: No título do "post" escreveu-se "proteção" (embora preferíssemos "protecção"), apenas porque os motores de busca privilegiam a primeira; Nota 2: Composição com Nano Banana (Gemini).)

Sunday, May 17, 2026

Revolução de Abril. 18-4-1975: Ocupação de uma Escola Católica Privada.

O padre Felinus era o Director do Colégio Santa Bárbara Quando Troveja, um colégio católico, privado e elitista. Dizia-se dele, à surdina, que era informador da PIDE/DGS e membro do Opus Dei (5).

Por estes dias, Abril de 1975 (um ano depois da revolução de Abril), andava o padre Felinus a ensinar aos conspiradores reaccionários manhas e artimanhas sobre como descapitalizar empresas e transferir fortunas para o estrangeiro quando o colégio é ocupado com o apoio dos estudantes e pais da escola pública e do próprio colégio (crianças da Primária incluídas). A partir daí foi aberto a todos, “ricos e pobres, latifundiários e trabalhadores”, com o objectivo de “dar tudo a todos, acabar com ricos e pobres.” (1, 2 e 3)

Felinus é conduzido por militares para sua protecção, saneado sob a acusação de ligação ao regime anterior e mais tarde colocado pelo Episcopado à frente de uma Caixa de Crédito Agrícola (6), área em que pela sua experiência de muitos anos estava mais que doutorado.



1. A propósito do cartoon:

a) Ocupação da escola católica privada de Alcácer do Sal (18 de abril de 1975?):

«A vida deve ser festa, não sacrifício» (“É quase impossível deixar em palavras o que, há 52 anos, o tempo histórico fez. (…)” // “A professora Filomena Oliveira recorda a ocupação da escola católica privada de Alcácer do Sal, com o apoio dos estudantes e pais da escola pública e da própria escola, que foi aberta a todo o povo de Alcácer. O currículo devia ser integral e igual para todos, ricos e pobres, latifundiários e trabalhadores: dar tudo a todos, acabar com ricos e pobres. Ainda hoje esse edifício da antiga escola católica privada alberga a Escola Secundária de Alcácer do Sal, que o atual ministro quer destruir com o currículo flexível, o fim da carreira docente pública e a IA a substituir professores.” // “Ainda hoje o Centro de Saúde do Seixal resulta da ocupação de um prédio por médicos e utentes para construir uma unidade de saúde.”) – editorial do Jornal Maio, Raquel Varela, de 2026/04/22;

b) O ensino antes do 25 de Abril de 1974:

«Nados e Criados Desiguais» (“Programa apresentado por Eládio Clímaco, sobre a discrepância entre o ensino escolar acessível a crianças provenientes de espaços rurais e de espaços urbanos (...)”) – RTP Arquivos de 1974-11-27;                                                                                                                                  
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2. Serviço Cívico Estudantil (SCE) e alfabetização:


(“No início da década de 1970, já Marcelo Caetano substituíra Salazar no governo da ditadura, (…) Portugal era um país muito marcado pela ruralidade e 25,7% da população portuguesa não sabia ler nem escrever. Entre as mulheres, a percentagem era ainda maior: 31% (…), muito poucos portugueses frequentavam o ensino secundário (2,8%) e ainda menos acediam ao ensino superior (1,6%).” // “Ainda assim, havia, no outono de 1974, 28 mil candidatos ao ingresso no ensino superior, um contingente de jovens com um vazio de um ano pela frente. Neste contexto de espera, surgiu o Serviço Cívico Estudantil, um conjunto de ações junto de populações ou instituições consideradas problemáticas ou carenciadas, que cobriam principalmente as áreas da alfabetização, saúde, segurança social, ações culturais, desporto, apoio às atividades escolares e realização de inquéritos. Foi desempenhado por estudantes candidatos à Universidade, recrutados para desempenhar a missão num ano "letivo" criado para o efeito, entre o fim do Ensino secundário e o princípio do Ensino superior.”) – Bertrand Livreiros, Marta Martins Silva em 2025-07-25;


(““Os Putos do PREC — Os Estudantes no Verão Quente de 1975”, de Pedro Prostes da Fonseca, publicado pela Guerra e Paz, foca especificamente a ação dos alunos de liceu um ano após a Revolução dos Cravos (...)” // “Aos 14 e 15 anos, viviam para a política. Participavam em medidas de gestão nos liceus ou tornavam-nas impossíveis.” // “(...) os jovens acreditavam na mudança e num mundo melhor, participavam em atividades de alfabetização e de apoio a cooperativas e comunidades desfavorecidas” // “(…) foi uma geração que fez “tudo do melhor e do pior, mas é a geração que construiu a democracia”, que “abriu caminho” depois de a geração anterior ter feito o 25 de Abril.”) – 24 notícias de 2025/05/11;

c) «Os estudantes e a Revolução: 1974-1975 – Campanha de alfabetização e educação sanitária» (CARTAZES (ABEL MANTA), PANFLETOS, FOTOGRAFIAS) – Comissão Comemorativa 50 Anos 25 Abril;

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3. a) Gestão democrática nas escolas portuguesas entre 1974 e 1976:


(“Resumo: Em Portugal, após a Revolução de Abril de 1974, há a rutura da situação política até então vigente. Emergem as primeiras organizações de caráter sindical no seio da classe docente, constituindo um marco importante da mobilização na educação em Portugal. As escolas assumem o papel de centros de decisão, desenvolvendo processos de democracia direta e de autogestão. Os sindicatos passam a ser estruturas privilegiadas de intervenção e reivindicação do corpo docente. Na tentativa de normalizar este período vivido nas escolas, é publicado o «Decreto-Lei nº 769-A/76, de 23 de outubro», que regulamenta a gestão das escolas portuguesas. Progressivamente, o modelo de gestão democrática foi assumindo a feição (neo)corporativa, proporcionando aos/às professores/as a representação do interesse público na escola.”) – BOAVISTA, Clara (Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF), Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa (Lisboa/Portugal)); Educação, Sociedade & Culturas, n.º 43, 2014, 45-63. (download: PDF (Português));

e b) Conquistas

«A caminho do cinquentenário do 25 de ABRIL, avivemos a memória!» (“Para que a memória não nos falhe, recordemos algumas medidas tomadas em 1974 e 1975, que tanto contribuíram para uma maior justiça social, como foram, entre outras: a criação do Salário Mínimo Nacional (Maio 1974); a fixação do valor mínimo da pensão de invalidez e velhice (1974); a criação da pensão social destinada a pessoas que não tinham descontado para a previdência (Maio 74); a atribuição do abono de família a desempregados (1974); a criação do subsídio de Natal para pensionistas, com valor igual ao da pensão (dezembro 74); o suplemento de grande invalidez (1975) e a criação do subsídio de desemprego (1975).” // “Foram estas importantes conquistas, consagradas na própria Constituição da República (abril 1976), como o direito a um Sistema Público de Segurança Social, assente nos princípios da universalidade e da solidariedade, que viriam a garantir importantes avanços civilizacionais, a todos os portugueses, ao nível da assistência em situações de desemprego, doença, maternidade-paternidade, encargos familiares com crianças e jovens, deficiência, invalidez, velhice e morte.” // “Hoje, deparamo-nos com grandes constrangimentos que têm posto em causa muitos dos direitos alcançados.”) – FENPROF de 2023/04/17;

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4. Retrocessos

a) «Os Professores vão deixar de ser funcionários públicos?» – Conferência na Escola Secundária Camões. 1 de março de 2026. Com António Garcia Pereira (aos 7’39”), Raquel Varela, Alice Faro Santos e Sandra Duarte, Jornal Maio de 2026/03/11;

e b) Protestos (16 de Maio de 2026)

«Professores em protesto pela revisão do estatuto da carreira docente» (“Milhares de professores saíram este sábado à rua para uma manifestação convocada pela Fenprof contra a revisão dos estatutos da carreira, mas também contra a proposta do pacote laboral.”) – RTP Notícias de 2026/05/16;

«Fenprof leva milhares de professores à rua e anuncia adesão à greve geral» (“Os professores protestam contra a revisão dos estatutos da carreira, mas também contra a proposta do pacote laboral.”) – Diário de Notícias de 2026/05/16;


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5. a) Polícia Política: Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE entre 1933 e 1945); Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE entre 1945 e 1969); Direção-Geral de Segurança (DGS entre 1969 e 1974);

e b) Opus Dei: Organização internacional de leigos, a que também pertencem sacerdotes seculares"; apoiou e participou em governos autoritários;

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6. Nacionalização das instituições de crédito:

 «Decreto-Lei n.º 132-A/75, de 14 de março»: Nacionaliza todas as instituições de crédito com sede no continente e ilhas adjacentes, com excepção do Crédit Franco-Portugais, dos departamentos portugueses do Bank of London & South America e do Banco do Brasil, das caixas económicas e das caixas de crédito agrícola mútuo;

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7. Nota: Composição com Nano Banana (Gemini).

Friday, May 15, 2026

Quando o Zé é um therian, um rato-canguru das montanhas...

Está-se sempre a aprender até morrer. Nunca tínhamos ouvido falar (certamente por distracção), mas a verdade é que há uns tipos e tipas que se identificam como Therians, ou seja, não se enquadram na espécie a que pertencem biologicamente.

Vivem na fronteira entre o humano e o animal, vestindo-se, agindo e vocalizando como um cão, um gato, etc.. 

Complicado? É. Distúrbio patológico? A ciência que diga.

A verdade é que a hashtag #therian tem milhares de milhões de visualizações. Esperteza, ou não, essa «Tendência “therian” já chegou a Portugal através do TikTok» – SAPO de 2026/02/24 (*).

Fomos investigar e encontrámos – como dissemos atrás – cães, gatos e, também, raposas – os mais comuns.

Este aqui é obra! Para nós é o Zé (bem disfarçado). Mas ele diz que não, que é um teriano, um rato-canguru das montanhas:




2. «Rato-canguru de San Quintin» (“Dipodomys gravipes”; “Em 2016 foi declarado como possivelmente extinto”) – Wikipedia;

3. Notas: a) O aqui Rato-canguru das montanhas foi inventado para efeitos de história; e b) Composição com Nano Banana (Gemini).)

Wednesday, May 13, 2026

Confirma-se: as formigas-de-fogo das cavernas dominavam o fogo por fricção!

Para sermos mais rigorosos são formigas-de-fogo-vermelhas (nome científico: “Solenopsis invicta”). E, sim, já conheciam a técnica de fazer fogo por fricção com Arco e Broca (Bow Drill)... embora aqui pareça mais com arco e flecha (isto dizemos nós).



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1. Materiais

– Arco (Bow): um galho curvo e resistente com uma corda.
      
– Broca (Drill): um pedaço de madeira cilíndrico e seco.
      
– Base: uma tábua de madeira seca com uma cavidade onde a broca irá girar.
      
– Soquete: uma pedra côncava ou pedaço de madeira dura para pressionar a broca na parte superior.
      
– Ninho: material vegetal altamente inflamável e seco para receber a brasa.


2. Processo

– Base: uma tábua com um pequeno furo onde a broca irá girar e, ao lado, um corte, ou entalhe em "V", para acumular o pó negro aquecido que se tornará a brasa.
       
– Corda do arco: é enrolada uma vez em volta da broca, garantindo que a tensão é máxima.
       
– Fricção: a broca é posicionada no furo da tábua e pressionada com o soquete no topo, enquanto o arco, juntamente com a corda, são movimentados, paralelamente ao chão, para a frente e para trás, rapidamente, de modo a fazer a broca girar.
       
– Brasa: o pó negro que se acumula no entalhe em resultado da fricção e começa a fumegar.
       
– Chama: a brasa (o pó em estado incandescente) é transferida para o "ninho" feito de material seco. Sopra-se suave e persistentemente até que a brasa inflame com o oxigénio e surja a chama.


3. Notas

– Boas madeiras, pressão e velocidade para atingir a temperatura de ignição, e ambientes não húmidos, são essenciais para que a técnica tenha êxito.
      
– Outras variantes incluem girar o pau apenas com as mãos ou esfregá-lo num sulco horizontal.

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(1. a) «Confirma-se: a formiga-de-fogo já chegou à Europa» – Público de 2023/09/12; e b) «Formiga-de-fogo-vermelha» (“A formiga-de-fogo ou formiga-de-fogo-vermelha (nome científico: Solenopsis invicta) é uma espécie de formiga do gênero Solenopsis e subfamília dos mirmicíneos (Myrmicinae) nativa da América do Sul (...)”) – Wikipedia;


3. a) «Maior escaravelho da Europa, de seu nome vaca-loura, está em risco mas Gaia vai dar-lhe abrigo» – Público de 2017/05/12; e b) «Vaca-loura» (“Lucanus cervus”) – Wikipedia;

4. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

Tuesday, May 12, 2026

A fome é negra e com barriga vazia não há filosofia



(1. A propósito: «A fome é Negra» (“As aventuras da raposa Salta-Pocinhas. Matreira e mandriona, ela faz tudo para encher a sua barriga roubando galinhas e enganando os outros animais.”) – 9.º episódio, desenho animado, adaptação de Marcello de Moraes d’O Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro, 1924 – RTP Arquivos de 1988/12/24; 2. «Aquilio Ribeiro» – Wikipedia; 3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

Monday, May 11, 2026

Encontros Diabólicos do Terceiro Grau



(1. A propósito: a) «Close Encounters of the Third Kind» (“Encontros Imediatos do Terceiro Grau”) – Wikipedia; E, já agora, b) «Steven Spielberg» – Wikipedia; 2. Composição com Nano Banana (Gemini), trabalhada digitalmente.)

Saturday, May 09, 2026

Os Dez Mandamentos do Borracho

Ao meio-dia já o diabo andava dentro dele a nadar em vinho.*

Prática tinha, mas faltava a cartilha, a lei fundamental...


Os Dez Mandamentos do Borracho (que os borrachos “seguem à risca”) são citados no «Esbôço dum Vocabulário Agrícola Regional – Anais do Instituto Superior de Agronomia» (Prof. D. A. Tavares da Silva), p. 506, onde se diz que os mesmos “se encontram compendiados nos “Estudos Dourienses” (3), pág. 48 – Abade de Baçal – e que são:

  1.º – Beber com assento;
  2.º – Escorripichar o copo até ao fundo;
  3.º – Fazer da garganta um rigueiro;
  4.º – Beber até ficar farto;
  5.º – Beber sempre do branco e do tinto;
  6.º – Beber a qualquer pretexto;
  7.º – Beber do seu, do alheio e do de empréstimo;
  8.º – Beber até ficar como um cravo;
  9.º – Beber no estio, na primavera, no inverno e no outono;
10.º – Beber até ficar com acréscimo.

Êstes dez mandamentos encerram-se em dois; convém saber:

  1.º – Beber sempre; e
  2.º – Nunca deixar de beber.


(* “– Ol­he, sôr João, eu não dou duas rasas de mil­ho pel­o dote que esse homem há de dar ao fil­ho; mas, apesar de tudo, digo‑l­he que vá ter com el­e, que nada se perde. Você sabe pintar as coisas a preceito. Veja se l­he toca no interior. O homem acabou de tomar a sagrada hóstia há pouco; pode ser que o demo l­he fugisse do corpo. Aproveite a maré; que el­e, depois do meio dia, tem dentro de si o diabo a nadar em vinho; e l­á por horas mortas l­ê uns l­ivros que esconde de todos os padres que l­á vão. Ol­he que, para ter tudo, até borrachão se fez; mas é tão hipócrita, que se prega a dormir toda a tarde, e diz à parva da mãe que está a fazer oração mental­. Ah! bom fueiro!...” – Camilo Castelo Branco, «O Demónio do Ouro»; Edição de Cristina Sobral; INCM, Lx, 2014; Livraria Editora de Mattos Moreira e Comp.ª; Vol. I, Cap. 2, p. 26;

1. Dicionário: 1.º mandamento: “Beber com assento”: beber sentado; 2.º mandamento: “Escorripichar (também escorropichar e escorrichar) o copo até ao fundo”: beber até à ùltima gota ou escorrer todo o líquido contido num recipiente; 3.º mandamento: “Fazer da garganta um rigueiro (também regueiro)”: fazer da garganta um pequeno rego onde o vinho escorre; 8.º mandamento: “Beber até ficar como um cravo”: beber até ficar como um prego, incapaz de se mexer; 10.º mandamento: “Beber até ficar com acréscimo”: beber até ficar completamente embriagado;

2. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

Friday, May 08, 2026

Um boi melanqueiro

Há os que têm olhos de gabiru (observadores, astutos), os que têm olhos de gambá (pequenos, escuros, brilhantes, proeminentes), os que têm olhos de carneiro mal morto (mortiços, inexpressivos, vagos), e, entre mais uns tantos, os que têm olhos de melanqueiro* (calmos, mansos, dóceis), como se diz do boi. Era o caso de Francisco.

Francisco era levadeiro** numa fazenda e usava conscientemente desse olhar bovino para catrapiscar as mulheres ou deitar-lhes o rabo do olho***, conforme as ocasiões.

(“Cuidado” – diziam –, “que ele tem um olhar melanqueiro!”)

O malandreco parecia que vivia em permanente melancolia (ou tristeza) e algumas senhoras, nem todas, encantavam-se com isso. Mas era manha, aparência, que, de tanto hábito, se lhe entranhara.

E perguntam vocês: como é um olhar à boi melanqueiro? Pois é assim, ora vejam:


Bois!


(1. Dicionário: * “Melanqueiro”: expressão típica do mundo rural (do Minho e também da ilha da Madeira) que significa boi dócil; aplicada a uma pessoa, sugere que ela tem um olhar calmo, manso ou dócil, no caso, com melancolia;
“Melanqueiro”, «in» «Esbôço dum Vocabulário Agrícola Regional – Anais do Instituto Superior de Agronomia» (Prof. D. A. Tavares da Silva), p. 511: “Melanqueiro (boi) – Minho – dócil.”

** «Profissões Tradicionais – O "Levadeiro"» (“Cabia ao chamado “juiz da levada”, nomear os “levadeiros”, encarregues da distribuição da água para regadio, a chamada “água de giro” (tempo que decorre entre a rega de um terreno e a sua próxima rega). // Conforme a levada e o seu número de "regantes", podia ser atribuído a cada terreno uma determinada periocidade (por exemplo de 15 em 15 dias), o que fazia com que todos pudessem utilizar a água, à vez, controle feito, especialmente, no verão. // Cabia-lhe não só a fiscalização da distribuição da água, mas, também, a limpeza destes canais, das grades de retenção do lixo, bem como de outras estruturas e da zona envolvente, motivo pelo qual fazia-se acompanhar de uma foice, para arrancar o mato.”;

Com a “Fotografia: “Levadeiro, tocando búzio, para a distribuição de água e irrigação, munido da tradicional ampulheta e da lanterna de rega”, «in» CM Cultura Madeira;

e “Levada”:As levadas são canais de irrigação, ladeadas por um percurso pedestre, construídas com o objetivo de transportar água, do lado norte da ilha (da Madeira), onde este recurso natural é abundante, até ao sul, onde é escasso, para irrigação dos terrenos” – «in» CM Cultura Madeira;

«Levada» – Wikipedia;

*** Deitar o rabo do olho: olhar disfarçadamente ou de relance;

2. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

Tuesday, May 05, 2026

Touro Sentado

Touro Sentado (não confundir com o chefe Índio) é um touro do Arizona. Rural, boçal e raivoso. E também apoiante do Trump. Vai atrasado para um rodeo em Tucson e tem um ódio de morte aos cães-mosquito.

Até agora tem sido um caso de sucesso: ainda nenhum cow-boy permaneceu os 8 segundos em cima do seu lombo (John Waine, “O Outro”, bem tentou...), mas todos ficaram pela chamada montaria zerada!

Se tudo correr bem, conta aposentar-se daqui a cinco anos com direito a pasto gordo e farto e muitos descendentes.

Bois!



(1. Porque se fala em a) «Touro Sentado» (“Touro Sentado chegou a ser famoso por conduzir três mil e quinhentos indígenas sioux e cheyenne contra o Sétimo Regimento de Cavalaria Americana, que estava sob as ordens do general Custer, na batalha de Little Bighorn em 25 de junho de 1876, na qual o exército federal foi derrotado.”) – Wikipedia;

b) «John Wayne» (Actor de cinema. “Ao longo de seus 50 anos de carreira, Wayne figurou consistentemente como protagonista em filmes de faroeste”. “A partir do final da década de 1940, Wayne trabalhou regularmente com os diretores Howard Hawks e John Ford, criando com eles diversas obras-primas do género faroeste.”) – Idem;

e c) «John Ford» – Idem;

2. Já agora: a) «Arizona» ((“apelidado de Estado do Grand Canyon) é um estado no sudoeste dos Estados Unidos”) – Wikipedia;

b) «Tucson, Arizona» (“É a segunda cidade mais populosa do Arizona”) – Idem;


3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

Thursday, April 30, 2026

Só estava lá a tirar a fotografia. Uma cruz suástica em Santa Cruz. Chega.

Estar com uma lata de tinta ao lado a tirar uma fotografia a um cartaz em que pintaram por baixo uma cruz suástica não faz, por si só, ser o autor da estúpida cruz.

Vem isto a propósito “de uma cruz suástica pintada junto a um cartaz do Chega (o cartaz do “Isto não é o Bangladesh”), no concelho de Santa Cruz (ilha da Madeira)”. Um vídeo mostra “José Manuel Coelho (carinhosamente conhecido por “O Coelhinho”) no local, a tirar uma fotografia, tendo ao lado um balde de tinta.

Um exame dactiloscópico ou de grafoscopia resolveria o assunto.

José Manuel Coelho nega e defende-se da acusação de ser o autor: “Eu não estava a pintar. Eu só parei para admirar a obra de arte”. E considera que a acção faz sentido: “Passados 52 anos [do 25 de Abril], aparecem partidos saudosistas do antigamente. Querem que os portugueses passem de cavalo para burro, como diz o povo. Ora, nós não podemos passar de cavalo para burro, porque fizemos uma revolução para desenvolver o nosso país, dar liberdade às pessoas, liberdade da mulher, direitos iguais, salários decentes e boas reformas. A nossa luta é esta. Não podemos voltar para o 24 de Abril, como pretende o senhor Ventura e os seus acólitos.” “Eu só estava lá a tirar a fotografia porque achei que estava muito bem feito. É preciso voltar a expor e a denunciar os energúmenos que são contra as liberdades conquistadas em Abril. Querem que a nossa sociedade volte para trás”.

Até aqui, nada de novo, pois sabemos que André Ventura é isto, todos os dias, a toda a hora (e que se uns cartazes foram retirados por ordem judicial, outros, de idêntico teor, vieram substituí-los, de modo que a suástica como legenda até vem a propósito).

Só que desta vez, agora sabemos nós, finalmente André Ventura confessou-se ao padre (ou melhor, a Deus) e reconheceu que estava no mau caminho. Portanto, vamos dar-lhe uma oportunidade.

Ora vejam:



(1. A notícia: a) «"Só estava lá a tirar a fotografia"» – dnotícias.pt de 2026/04/29; b) «"Só estava lá a tirar a fotografia"» – SAPO (Diário de Notícias da Madeira) de 2026/04/29; e c) «José Manuel Coelho diz ter sido abordado pela PSP que lhe apreendeu material de pintura» – SAPO (Diário de Notícias da Madeira) de 2026/04/29;

2. A propósito: «José Manuel Coelho» (José Manuel da Mata Vieira Coelho) – Wikipedia;

3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini) e imagem disponível na Web.)