O telemóvel do Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, foi alvo de um ataque informático que permitiu a terceiros enviar mensagens em seu nome. Uma chatice do catano para um ministro da Defesa e logo numa altura em que o mundo anda de candeias às avessas: o Zelensky pegado com o Trump (com o Putin nem se fala), o Bolsonaro com o Augusto Canário, o Montenegro com o Volksvargas, o Zeca Diabo com o Vilhena, os negócios das fragatas, os drones e os segredos militares e a contaminação dos solos e aquíferos na Praia da Vitória pelo armazenamento e manuseamento de combustíveis e outros poluentes pela Força Aérea norte-americana na base das Lajes onde as vaquinhas pastam, dão leite e bifes e andam por aí a contaminar a malta, e muitas mais coisas que não se sabem…
A virose foi de tal ordem que se estendeu ao “laptop”, ao frigorífico e até ao gato. Bastou mandar às malgas as actualizações, por falta de tempo ou excesso de trabalho, vá-se lá saber agora!, ou a má utilização, e o vírus, sorrateiro, fuinhas, instalou-se na rede e começou a fazer das suas: pôs-se a brincar com quem trabalha.
A coisa soube-se só depois da empregada de limpeza ter recebido do “carcará”, do “malandrim”, que se fazia passar pelo ministro, uma mensagem de arrendamento de um T3 por 250 euros. E, claro, como ela é pobre e pobre regateia sempre o preço, como quem não quer a coisa perguntou ao ministro se não fazia mais baratinho?
Caiu o carmo e a trindade!
Podia-se ter dado um caso gravíssimo, lá isso podia. Mas graças a Deus resolveu-se logo ali porque um colega de governo, o Luís Neves, prontificou-se de imediato a vender-lhe um “telelé” topo de gama, mais um “laptop”, já agora um “desktop” e uma impressora, um frigorífico e um gato em louça, tudo produtos em excelente estado, caríssimos, que lhe vieram parar às mãos de um leilão do tempo em que era polícia.
Caso para dizer que mesmo na desgraça ainda há gente boa!
Agora a sério: para além das regras básicas de segurança, tenham sempre um anti-vírus pago e actualizado e limitem os contactos telefónicos que possam ser associados a grupos no WhatsApp: num smartphone (Android) basta ir a Definições → Privacidade → Grupos → e escolher os “contactos” que podem ser associados a Grupos. E lembre-se que não basta trocar de equipamento se os nossos procedimentos continuarem a ser errados!
(1. As notícias: a) «WhatsApp de Nuno Melo usado para pedir dinheiro. Ministro acabou por trocar de telemóvel» (“Telemóvel de Nuno Melo já não permitia atualizações de segurança. Fraude foi detetada pelo assessor”) – Expresso de 2026/11/02;
b) «Telemóvel do ministro da Defesa alvo de ataque informático que enviou mensagens em nome de Nuno Melo» (“O ataque envolveu o "desvio de comunicações" e a duplicação de contactos, o que permitiu a terceiros enviar mensagens através da aplicação 'WhatsApp' fazendo-se passar pelo governante, mas que a situação se resolveu com a troca de telemóvel.”) – SIC Notícias de 2026/11/02;
c) «Ministro da Defesa alvo de ataque informático que permitiu enviar mensagens em seu nome» – RTP Notícias de 2026/11/02;
e d) «Ministro da Defesa alvo de ataque informático que permitiu enviar mensagens em seu nome» – Observador de 2026/11/02;
2. Já agora, porque se fala de contaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória: «Açores lançam novo concurso para remediação de solos contaminados na Terceira» – Observador de 2026/08/18;
3. Dicionário: a) “laptop”: computador portátil; b) “carcará”: nome que se dava aos pides (a polícia política de antes do 25 de Abril); c) “telelé”: o mesmo que telemóvel; e d) “desktop”: computador de secretária (ou de mesa) constituído por uma unidade separada do teclado;
4. Nota: composição com Nano Banana (Gemini) e imagem disponível na Web.)




















