61 a.C.. Campanha da Hispânia. Júlio César é um mestre em manipulação e está-se a borrifar para o direito romano. Com o argumento da violação dos monopólios comerciais romanos ou fuga aos impostos portuários, mandou um exército prender o líder local, o chefe lusitano Nicolaus Madurus (como lhe chamam os romanos), mais a sua mulher, acusando-os de tráfico de garum* e de serem simples criminosos comuns.
Mas o objectivo de Júlio César é o confisco de bens e terras, o estanho e o ouro** da Lusitânia, e tomar os Montes Hermínios; Roma está endividada e precisa de vitórias militares e, acima de tudo, dos recursos minerais lusitanos. Engendra um plano de chantagem e força os habitantes dos Montes Hermínios*** à rendição, para os utilizar como mão-de-obra barata na exploração das minas que vai confiscar.
Os Montes Hermínios são o cofre pessoal do César. Quando estabilizadas as finanças de Roma e controlados os tipos que do outro lado do mundo, a Oriente, têm andado a rapinar o estanho e o ouro, há que pôr mão na Gronelândia e no que mais vier...
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* Garum: molho à base de peixe que os Romanos apreciavam muito (não só os romanos, mas também os lusitanos de gema como o Tristês), temperado às vezes com umas gotinhas da poção mágica do druida Panoramix, para lhe dar sabor; nele demolhando um bacalhauzinho dá uma refeição de truz! E no fim um “Portus Cale”! – pp. 6 e 12 do álbum “Astérix na Lusitânia” (2025);
* Na verdade, “acusando-os de narcotráfico”;
** Na verdade, “o petróleo”;
*** Na verdade, “os habitantes da Venezuela”.
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2. Nota: composição com base em Nano Banana (Gemini).)