Fievel é um ratinho russo que vive na Ucrânia. Após um ataque de gatos, Fievel e os donos decidem emigrar para Portugal (não só pelos gatos mas também pelo Zelensky e pelo Putin), acreditando que neste país não há gatos e que os ratos estão no topo da pirâmide.
Desviam um avião que era para os assuntos particulares do Zelensky – azar o dele! – e lá vão eles todos contentes sem saberem que em Portugal morava um terrível primeiro-ministro de extrema-direita que odiava ratos.
Chegado a Portugal, julgando-se salvo e livre viu que a realidade era bem diferente. Mas como era muito esperto decidiu filiar-se no partido do governo, depois perseguir os ratos seus parentes, e por aí adiante até chegar aos ratos que se disfarçavam de gatos. E quanto aos gatos propriamente ditos não se preocupou muito pois estavam todos domesticados. Comprou terrenos, dívidas, salvou alguns que andavam com a corda na garganta, tornando-os mais pobres, e começou a fazer vida de multimilionário, sempre apregoando o neoliberalismo. Recebeu, inclusive, uma medalha de mérito que reza assim: “quase um ronaldo!” e foi-lhe conferido estatuto humano.
Agora é um rato – melhor, uma ratazana – que veste roupas de marca, usa relógios e adereços em ouro, fuma charutos cubanos e só lê livros sobre investimentos.
Sempre que pode (e é quase sempre), passa o tempo deitado numa espreguiçadeira que diz bem de si: “vida esplêndida”.
Ei-lo:
(1. A propósito: «Fievel – Um Conto Americano» – Wikipedia; 2. Composição com Nano Banana (Gemini).)

No comments:
Post a Comment