Foi divulgado este Sábado o relatório da Presidência aberta realizada na zona Centro do País entre 6 e 10 de Abril às zonas afectadas pelas tempestades de Janeiro e Fevereiro, e uma de que nos lembramos, a tempestade Kristin (28/01/2026).
Convém sempre recordar que então o governo portou-se como uma barata tonta, sem saber o que fazer. Como escreveu Raquel Varela em 4 de Fevereiro:
“Perguntam-me se depois de ir a Leiria não vi uma catástrofe. Deixem-me ser clara. Entraram pela região ventos ciclónicos de 200km hora, muita coisa não pode resistir a tal. Em Hong Kong com ventos de 140km as pessoas deixam de circular e tapa-se tudo com protecções. O que nós vimos foi um Estado falido em termos de bem estar social. Três dias antes sabia-se da tempestade e no próprio dia deu-se o famoso alerta vermelho cuja única consequência foi “fiquem em casa”. Não se decretou que não se pode ir trabalhar, deixando os trabalhadores nas mãos das empresas, não se decretou que a protecção civil devia ir para a região distribuir geradores e fixar protecções nos vidros. Não se fez nada. E não se fez nada porque não há. Vi carradas de lonas da IL e do Chega a fazer de telhados, com sacos de areia em cima, para não voarem, os dois têm no programa mais privatizações, na educação e saúde. Que metáfora as lonas ali... // “O que nós vimos na Kristin foi a opção Covid “Fique em casa”, a responsabilidade é sua. Fique em casa sem telhados, mas fique. Cada um por si.” (2. a))
Depois, o governo – o primeiro-ministro – prometeu mundos e fundos e não cumpriu.
Entretanto, o super-herói segue, com o seu sorriso de orelha a orelha.
Na altura dos acontecimentos da tempestade Kristin fizeram-se quatro cartoons que não chegaram a ser publicados. Foram agora juntos a um quinto e reunidos num só. “Fique em casa sem telhados” e “lonas da IL e do Chega a fazer de telhados”, como se pode ver pela citação atrás, não são ideias do autor.
Eis o cartaz:
(1. As notícias: a) «Relatório da Presidência sobre tempestades aponta prioridades e "linhas estratégicas"» (“No texto de cem páginas, identificam-se cinco prioridades imediatas: desbloquear pagamentos e decisões ainda pendentes (sobretudo em habitação, seguros e apoios públicos), remover material lenhoso derrubado e reduzir a biomassa acumulada, apoiar a reabertura de atividades económicas ainda condicionadas, reforçar a proteção e a autonomia das infraestruturas críticas mais expostas e assegurar "apoio psicossocial de proximidade aos grupos mais vulneráveis". // Para um "momento seguinte", o relatório aponta outras cinco tarefas, que incluem preparar famílias e comunidades para ruturas temporárias dos serviços essenciais ou passar das reposições provisórias à reconstrução das redes críticas.” (...) “Depois, o relatório lista 11 "liçôes estratégicas para o futuro", que dizem respeito "ao que o país deve mudar de forma mais duradoura para não reproduzir as mesmas fragilidades perante próximos eventos extremos".”) – Jornal de Notícias de 2026/05/23;
b) «Relatório da Presidência Aberta deve ter acção consequente do Estado, pede autarca» (“Numa declaração enviada à agência Lusa, Gonçalo Lopes começou por assinalar que o relatório confirma o que “os municípios têm vindo a alertar desde o primeiro dia”, que a depressão Kristin, em 28 de Janeiro, “não foi apenas um fenómeno extremo circunscrito aos dias da emergência”.”) – Público de 2026/05/23;
c) «Relatório da Presidência Aberta tem “grande alinhamento” com PTRR, diz presidente da estrutura de missão» (“O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes, considera que o conteúdo do relatório da Presidência Aberta sobre o mau tempo tem um “grande alinhamento” com o PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.” (...) // ““As preocupações identificadas ao longo da Presidência Aberta são claras: a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do Inverno”, refere.”) – Público de 2026/05/23;
d) «José Luís Carneiro acusa o governo de "desmazelo" após tempestades» (COM O VÍDEO) – RTP Notícias de 2026/05/23;
e) «Mau tempo: Líder do PS acusa o Governo de ser desmazelado» (““Este relatório [da Presidência da República] de resposta às tempestades está, aliás, de acordo com outros e chamo a atenção para o relatório elaborado por um deputado do PSD [Paulo Moniz] sobre o apagão [elétrico], que vem dizer também que o Governo foi incompetente e incapaz e teve uma grande descoordenação na resposta”, afirmou.” // ““As preocupações identificadas ao longo da Presidência Aberta são claras: a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do inverno”, refere.”) – ECO de 2026/05/23;
f) «21h. PCP acusa governo de propaganda acerca das tempestades» (“Tivemos depois um governo a dizer que ia ser tudo muito rápido. A recuperação ia ser muito rápida, o dinheiro ia chegar às pessoas e a realidade é que quatro meses depois, praticamente, ainda temos pessoas sem luz. Ainda temos pessoas sem telecomunicações. Ainda temos muita gente à espera de reabilitar a sua habitação. Não é a segunda habitação, é a habitação própria. Portanto, só se pode concluir o que é que houve? Houve talvez demasiado otimismo, muita propaganda, muita encenação, e o fato é que os apoios não chegaram quando deviam ter chegado, com a rapidez que deviam ter chegado ou como foi anunciado que iam chegar.”) – Observador de 2026/05/23;
e g) «Líder do PS acusa Governo de ser "desmazelado" na resposta aos momentos críticos» (COM O VÍDEO, “Para José Luís Carneiro, o apagão, os incêndios de 2025 e agora o relatório das tempestades sustentam a "palavra desmazelo, que melhor caracteriza a resposta do Governo aos momentos mais críticos".”) – SIC Notícias de 2026/05/23;
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2. A tempestade Kristin: a) «É a Política da Catástrofe» – Raquel Varela (no WordPress), em 2026/02/04;
e b) «Effects of Storm Kristin in Portugal» (28/01/2026, “Efeitos da tempestade Kristin em Portugal”) – Wikipedia;
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3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini) a partir de 5 cartoons reunidos num só e com imagem disponível na Web.)

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