Do conto «Os Reis-Mandados», em «O Burro-em-Pé», de José Cardoso Pires:
Dois homens e uma mulher deleitavam-se a discorrer sobre as virtualidades de umas botas e o engenho do sapateiro que as fez, a qualidade do material, o seu cheiro. E concluíram (pelo menos um deles) que o Janico ("João Janico, Perninhas de Lebre, Orelhas em Bico"), com umas botas assim, "sem um nervo, sem uma dobra a desfear o couro", ia «ficar com calçado para a vida e para a morte».
Aí está uma boa maneira de não ficar de mal com a morte: ir bem calçado, ir bem apessoado, com barba feita, estar cinco estrelas na hora do velório para ter entrada directa no Purgatório! «ÁMEN»
(A propósito: «José Cardoso Pires» - Wikipedia)
Showing posts with label conto. Show all posts
Showing posts with label conto. Show all posts
Friday, December 09, 2011
Monday, October 31, 2011
Depois de um dia de trabalho estava esfalfado
Na cervejaria, pediu um ovo cozido, cortou-o em
quatro partes, pôs-lhes sal e pimenta em cima, saboreou cada parte e emborcou
uma cerveja. Depois, arrotou (disse com licença!), deu um traque silencioso,
pagou a conta e saiu como novo!
Uma história como qualquer outra
4 da manhã. As luzes abrem. Começa a música dos patinhos. Hora de ir dormir.
Ela: - Moro na travessa.
Ele: - Eu moro na rua.
(combinaram que se acompanhassem até à travessa que fica precisamente a meio da rua)
Pelo caminho:
Ela: - Tenho 58 anos (a verdade se diga que se lhe dava 38)
Ele: - E eu tenho 51.
Ela: - Tens 51? Não parece.
Ele (que já passava um braço pelo ombro dela e a tentava conquistar): - Deixa-me dar-te um beijo.
(Deram-no)
Ela: - Amanhã podíamos encontrar-nos…
(Amanhã, domingo, dia de missa, de confissão de pecados e cozido à portuguesa.)
Ele: - Eu costumo ir almoçar ao restaurante (e combinaram encontrarem-se às 3)
Não se encontraram. Nesse domingo houve um temporal tremendo.
Ela: - Moro na travessa.
Ele: - Eu moro na rua.
(combinaram que se acompanhassem até à travessa que fica precisamente a meio da rua)
Pelo caminho:
Ela: - Tenho 58 anos (a verdade se diga que se lhe dava 38)
Ele: - E eu tenho 51.
Ela: - Tens 51? Não parece.
Ele (que já passava um braço pelo ombro dela e a tentava conquistar): - Deixa-me dar-te um beijo.
(Deram-no)
Ela: - Amanhã podíamos encontrar-nos…
(Amanhã, domingo, dia de missa, de confissão de pecados e cozido à portuguesa.)
Ele: - Eu costumo ir almoçar ao restaurante (e combinaram encontrarem-se às 3)
Não se encontraram. Nesse domingo houve um temporal tremendo.
Subscribe to:
Posts (Atom)