Friday, October 16, 2026

Acampada do Porto pela Habitação

Cerca de 40 pessoas ficaram feridas depois da intervenção à bastonada na madrugada de ontem, 15/10/2026, no Porto, para pôr fim ao protesto “Acampada do Porto pela Habitação” numa altura em que já não havia jornalistas no local.

Simplificadamente, para compreendermos o contexto:

1. Preços da habitação entre Abril e Junho subiram 16,5%, segundo o EUROSTAT.

2. Em Lisboa 116% do salário médio vai para pagar a casa. E os salários não acompanham a subida.

3. No mês de Julho o valor mediano da avaliação bancária foi de 2.240€/m2, um salto de 15% face ao período homólogo de 2025.

Ontem, à noite, às 20h18, milhares de manifestantes juntaram-se na Praça D. João I, e, pelas 21h13, foram até à Câmara Municipal do Porto. “Não são escassas pessoas”, como disse Luís Montenegro. São muitos, é a maior parte dos portugueses que trabalham e é uma luta de todos! Novos e velhos.


Ouvem-se palavras de ordem contra a violência policial e também “O Povo é quem mais ordena!” 

2h21 de hoje, 16/10/2026: 6 militantes da extrema-direita introduzem-se na manifestação com o objectivo de causar desacatos.



2. Actuação policial: «“Estás a dar-me pontapés porquê?”: noite de grande violência na Acampada do Porto pela Habitação» (COM O VÍDEO) (“Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, disse que iria ser “absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas”.”) – Público de 2026/10/15;

3. Depois do Porto: a) «Depois do Porto, manifestantes prometem acampada pela habitação em Lisboa este sábado» – Diário de Notícias de 2026/10/15; 


4. «Manifestar,» (“Queremos de volta um país que não seja um misto de um pacóvio vendedor de imobiliária, a la PSD e IL, com um arruaceiro, o Chega, e um bem comportado porteiro desta choldra, o PS.”) – Raquel Varela em 2026/10/15;

5. Nota: A partir de várias composições feitas em Nano Banana (Gemini), procedeu-se às colagens e obteve-se esta imagem que pretende ser uma representação evocativa dos acontecimentos, não necessariamente fiel, apenas que fique, quanto ao essencial, na memória – e não mais se esqueça!)

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