Tuesday, October 06, 2026

Não é o Branco sobre branco de Kazimir Malevich

O quadro não é o “Branco sobre branco” do Kazimir Malevich. Poderia ser “Tela com manchas em moldura dourada” mas ficou sem nome.

Vemos um homem que admira profundamente a obra, um outro que está cheio de sono e um rapaz que só pensa em dormir.

De modo que é um quadro que já não incomoda ninguém!



(Grosso modo, pode-se dizer que “arte subversiva” é aquela que rompe com convenções estéticas e questiona as estruturas políticas e sociais, muitas vezes o próprio mercado de arte.

1. São vários os exemplos:

a) “Branco sobre branco” (Quadrado branco sobre fundo branco) (Suprematismo), 1918, de Kazimir Malevich;

b) “A Fonte” (ready-made: o valor da obra passa a ser o conceito, o significado e, principalmente, a ideia subjacente à obra, e não apenas a técnica, a habilidade manual de fabricar o objeto.), 1917, de Marcel Duchamp: um mictório comum em cerâmica;

c) “Jogadores de Skat” (Aleijados de Guerra Jogando Cartas), (Nova Objetividade, como reacção ao expressionismo), 1920, de Otto Dix: veteranos da Primeira Guerra Mundial terrivelmente mutilados a jogar cartas;

d) “My Bed” (“A Minha Cama”), 1998, de Tracey Emin: a artista expôs a sua própria cama desfeita, cercada por detritos íntimos (preservativos usados, pacotes de cigarros, manchas de sangue);

e) “Love is in the Bin / Girl with Balloon” (O amor está na lixeira / Menina com balão), (arte autodestrutiva), 2018, de Banksy: a tela auto-destruiu-se com um triturador escondido na moldura logo após ser leiloada;

f) “Merda de Artista” (Merda d'artista), (influência da ideia dos ready-made), 1961, de Piero Manzoni: latas lacradas com fezes do autor, vendidas a peso de ouro;

e g) «Grada Kilomba» (minimalismo pós-colonial): inverte a lógica tradicional do minimalismo, cruzando a tradição oral africana (a figura do griot, que não é apenas um contador de histórias mas o guardião da memória coletiva, da história oral, da genealogia e da sabedoria de uma comunidade.) com "um espaço contemporâneo e muito minimalista, com texto, narração e projeção de vídeo", como ferramenta política para "descolonizar o pensamento" e expor o silenciamento histórico colonialista, de modo que a mensagem decolonial ganhe força e clareza;

2 – Escolas artísticas:

a) «Suprematismo» – Wikipedia;

b) «Ready-made» (objectos do quotidiano: o valor da obra passa a ser a ideia e a escolha do artista, e não a habilidade manual de fabricar o objeto.) – Wikipedia;

c) «Nova Objetividade» – Wikipedia;

d) «arte autodestrutiva» (ADA) – Wikipedia;

e e) Minimalismo pós-colonial: ««Eu traduzo a tragédia humana em imagens poéticas, por vezes arrepiantes e assustadoras.» A arte subversiva e única de Grada Kilomba» (“Nas suas instalações imersivas e de grande escala, Kilomba conta histórias, lança perguntas e explora os conceitos de memória, trauma, repetição, violência cíclica e pós-colonialismo, usando vídeo, performance, instalações espaciais, escultóricas e sonoras.” // “Um novo minimalismo pós-colonial é a designação frequentemente dada a Grada Kilomba e à sua prática artística.” // “«O que diria o fundo do mar amanhã, se esvaziado de água hoje?» Ao imaginar o fundo do mar como um arquivo histórico da condição humana, onde milhões de corpos jazem no seu fundo ao longo dos séculos: da escravatura e travessia transatlântica, às políticas de exclusão e migração, às tragédias climáticas, guerras e genocídios, o mar memoraliza a violência da história humana.”) – Centro de Arte Moderna Gulbenkian de 2025/08/06;


3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

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