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Sunday, January 06, 2008

No confessionário: «os teus pecados, meu filho?!»

«Não estudei, desobedeci à minha mãe, às vezes digo nomes feios...»
(a criança até inventava não fosse o padre achar pouco)

«Chamar "palhaço" não é crime», titula o JN de hoje – Acrescente-se que chamar «vaca» também não. Fica ao livre arbítrio:

1. Estava a falar da vaca leiteira (a das manchas brancas e pretas logo ali ao lado)
2. Quis dizer que ela era boa na cama
3. Que apenas não tem consideração por ela (e não queria dizer mais que isso)

Por isso, a única desonrada da história é a vaca leiteira, que afinal era seca de tetas!


Legenda: dizer «são vacas até dizer chega!» não é crime

O mesmo se aplica para «boi» e outros calões que por aí andam como «mentecapto», «polichinelo» (forma sofística de dizer palhaço) e «abécola», ou chamar «dona» a quem não o é (quanto a princípios), ou dizer dela «cabeça de abóbora», «aventesma», e a ele ou a ela referir-se como «animal», «anormal» e até mesmo dizer que é «político de trazer por casa», «parlamentar de algibeira», etc..


(A notícia)

Wednesday, October 17, 2007

O crime de Vale do Mouro, Coriscada, Mêda

A PJ de Mêda está prestes a deslindar o conhecido crime de Vale do Mouro. Está?

A história conta-se assim:

Um romano tinha guardado em sua casa 4.526 moedas de cobre e bronze.

Um ferreiro (um bárbaro) que se sabe agora que era amigo do alheio, aproveitando-se da sua ausência, roubou-lhe as ditas moedas, escondendo-as numa parede dentro de um saco de serapilheira.

Isto aconteceu no séc. IV d.C. e sabe-se que a actuação da PJ da época foi bastante criticada (só em família, depois de trancas à porta, não fosse o diabo tecê-las) por nunca ter deslindado o crime (o que hoje também acontece).

O facto é que só 17 séculos depois se conseguiu encontrar o local do crime e o objecto do mesmo.

Os trabalhos prosseguem com retro escavadoras, pás, ancinhos e formões pois há que encontrar o autor do crime, homem acima de todas as suspeitas, bem tido na sociedade e que anda a monte, quer dizer, está no monte, na terra, enterrado algures, para que se possa dar por concluído o processo, entretanto reaberto.


Legenda - Visão terrífica, segundo a imprensa sensacionalista da época. Pode-se ver a seta indicativa das suspeitas que recaíram sobre o ferreiro (o da direita). O jornalista foi de imediato afastado das suas funções (foi-se, desapareceu de circulação, não mais se soube dele) e todos os exemplares foram retirados do mercado, à excepção deste que escapou!


(1. Uma notícia quase idêntica: «Descoberto em Mêda tesouro romano do século IV» «in» Publico.pt de 2007/10/10; 2. A propósito: «Invasão romana da Península Ibérica» e «Povo bárbaro» - Wikipedia; 3. Ainda a propósito: «Mêda» - idem e «Tesouro monetário nas escavações da Coriscada» «in» Munícipio de Mêda)