Monday, October 27, 2014

"Ensino dado por um saloio a um alfacinha"

Ou a história de uma valente polinheira!

(Títulos de há 160 anos ou pouco mais completados agora para melhor entendimento)


(1. Dicionário: a) polinheira: - provincianismo minhoto: o mesmo que tareia; sova; b) saloio: camponês ou aldeão dos arrabaldes de Lisboa; c) alfacinha: alcunha dada aos naturais ou habitantes de Lisboa; 2. Ficha Histórica da Revista universal lisbonense: jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa - Castilho, António Feliciano de, red. - Existências: T. 1, n. 1 (1 Out. 1841)-a. 13, s. 3 (Ago. 1853))

"Damas inglezas em busca de seus maridos"

vieram a Portugal à procura doutros

(Títulos de há 160 anos ou pouco mais completados agora para melhor entendimento)


(Ficha Histórica da Revista universal lisbonense: jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa - Castilho, António Feliciano de, red. - Existências: T. 1, n. 1 (1 Out. 1841)-a. 13, s. 3 (Ago. 1853))

"Dama com um theatro ás costas"

conseguiu aguentar-se sem perder o fôlego

(Títulos de há 160 anos ou pouco mais completados agora para melhor entendimento)


(Ficha Histórica da Revista universal lisbonense: jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa - Castilho, António Feliciano de, red. - Existências: T. 1, n. 1 (1 Out. 1841)-a. 13, s. 3 (Ago. 1853))

"Creança caída por uma escada de torre de sinos"

ouviu no final o dobrar dos sinos

(Títulos de há 160 anos ou pouco mais completados agora para melhor entendimento)


(Ficha Histórica da Revista universal lisbonense: jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa - Castilho, António Feliciano de, red. - Existências: T. 1, n. 1 (1 Out. 1841)-a. 13, s. 3 (Ago. 1853))

"Ladrões - singular maneira de os punir"

Método infalível

(Títulos de há 160 anos ou pouco mais completados agora para melhor entendimento)


(Ficha Histórica da Revista universal lisbonense: jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa - Castilho, António Feliciano de, red. - Existências: T. 1, n. 1 (1 Out. 1841)-a. 13, s. 3 (Ago. 1853))

Wednesday, October 22, 2014

Migração de libélulas


















(1. A notícia: «Libélulas estão em viagem para o Norte à boleia do bom tempo» - Público de hoje; 2. A propósito: «Libélula» - Wikipedia; 3. Já agora: «O homem a jato no Japão» - YouTube e «Yves Rossy», o Jet Man ou Fusion Man - Wikipedia; 4. Nota: composição a partir de imagens disponíveis na Web, nomeadamente a imagem distribuída com a notícia do Público.)

Wednesday, October 15, 2014

Um papagaio chamado Nigel…

Zig fala de um papagaio chamado Nigel que saiu de casa a falar inglês e regressou a casa a falar espanhol; Zag ouve-o atentamente (cartoon):

















(1. A notícia: «Papagaio desaparecido regressa a casa a falar espanhol» - Jornal de Notícias de 2014/10/14; 2. A mesma notícia no The Telegraph, mesma data: «British parrot missing for four years returns speaking Spanish»; 3. O diálogo anacrónico do Zig é uma referência – e vem a que propósito? – à célebre Armada Invencível, ano de 1588 (texto retirado da Wikipedia). É o que dá ler as notícias sem fazer as pausas.)

Wednesday, October 08, 2014

Professor Marcelo? Ou Professor Pardal?

Zig e Zag falam das desventuras do PPD/PSD numa célebre noite de 9 de Abril de 1975 em Beja e com elas a aventura do actual comentador político Professor Marcelo Rebelo de Sousa (cartoon):

















(1. A notícia: «A noite em que Marcelo Rebelo de Sousa andou feito pardal pelos telhados de Beja» - Público de hoje; 2. A propósito: «Professor Pardal» - Wikipedia; 2. E, já agora, «Marcelo Rebelo de Sousa» - Wikipedia)

Monday, October 06, 2014

Esquiço de uma construção extraterrestre em forma de barco

















(donde se conclui que nos andam a copiar)


(1. Extraterrestres neste «blog»; 2. Nota: desenho digital feito com o "rato"; acrescentaram-se dois elementos presentes em «Há uma floresta invisível no céu...» (neste «blog») e em «A Lua» (Desenhoscorvomanias))

Uma folha de caderno

«Abriu o livro de geografia nas páginas das guardas e leu o que tinha escrito numa delas: o seu nome e o local onde se encontrava.

Stephen Dedalus
Aula de Rudimentos
Colégio de Clongowes Wood
Sallins
Condado de Kildare
Irlanda
Europa
Mundo
Universo

Isto estava escrito com a sua letra; e Fleming, certa noite, por brincadeira, havia escrito na página oposta:

Stephen Dedalus é o meu nome,
A Irlanda é a minha nação.
Clongowes é o sítio onde vivo,
O céu é o lugar do meu coração.

Leu os versos do fim para o princípio, mas assim deixavam de ser poesia. Depois, leu a página do fim para o princípio, até chegar ao seu nome. Ali estava ele; e voltou a ler até ao final. Que haveria depois do universo? Nada. Mas haveria alguma coisa em volta do universo, a mostrar onde ele acabava antes que começasse o nada? Não podia ser um muro; mas poderia haver uma linha muito, muito fina, em redor de tudo. Era uma coisa imensa, pensar em tudo e em todos os lugares. (…)» - James Joyce, «in» Retrato do Artista Quando Jovem, Cap. I



























(1. O «Universo» visto neste «blog» - Wikipedia; 2. A propósito: «James Joyce» - Wikipedia; 3. Como curiosidade, aqui fica um nome que é abundantemente citado no livro: «Charles Stewart Parnell (1846-1891), nacionalista irlandês que chefiou o movimento da Autonomia Irlandesa no Parlamento (1880-1890)» - N. do A.); e texto na Wikipedia)

O Brasão d’O Rei




















«Post» antecedente: «Uma sepultura para o senhor abutre, se faz favor!»


(A propósito: «Heráldica» - Wikipedia)

Uma sepultura para o senhor abutre, se faz favor!

«No Crac dos Cavaleiros de Rodes, cujas ruínas se erguem num alcantilado perto de Tripoli, existe um túmulo anónimo que tem a seguinte inscrição: «Não era aqui». Não há dia em que não medite nestas palavras. São tão claras e, ao mesmo tempo, encerram todo o mistério que nos é dado suportar.

«(…) Com efeito, atracámos hoje para enterrar o corpo que inchara monstruosamente e deixava um rasto de fedor que atraiu uma nuvem de abutres. Por cima dos suportes do toldo da popa instalara-se já o rei do bando, um formoso abutre de brilhante azeviche, com gorjeira cor de laranja e opulenta coroa de plumas rosadas. Pestanejava deixando cair uma membrana azul celeste com a regularidade de um obturador fotográfico. Sabíamos que enquanto ele não desse a primeira bicada no cadáver os outros não se aproximariam. Quando abríamos a cova, no limite entre a praia e a selva, olhava-nos do seu posto de atalaia com uma dignidade não isenta de certo desprezo. Há que reconhecer que a beleza do majestoso animal se impunha a ponto de a sua presença dar ao apressado funeral um ar heráldico, uma altivez militar de harmonia com o silêncio do lugar, interrompido apenas pelo embate da corrente contra o fundo chato da barca.» - Alvaro Mutis «in» A Neve do Almirante (Diário do Gajeiro).

Mas quis o destino que o rei de tanto se fixar naquela sepultura entrasse nela e acabasse por lá ficar pregado. Não se admirem: algo idêntico já foi relatado num filme de Akira Kurosawa.



Quem hoje visitar o lugar - e estiver atento – poderá ainda ver, como foi dito, o “pestanejar” azul celeste do rei...


«Post» seguinte: «O Brasão d’O Rei»


(1. Alvaro Mutis «in» A Neve do Almirante (Diário do Gajeiro): «Empresas y tribulaciones de Maqroll el Gaviero» - Wikipedia; 2. «O Abutre» - «in» Blog Aves de Rapina e uma reflexão: como o Xurandó relatado n’A Neve do Almirante é um rio imaginário talvez este abutre também o seja. Fiquemo-nos, portanto, com um Quebra-ossos, do Velho Mundo, a viver no Novo Mundo. Os abutres – no caso, condores e urubus – decerto não levarão a mal; 3. O filme de Akira Kurosawa: no episódio Os corvos, de Sonhei estes sonhos, o jovem Kurosawa «entra nos quadros de Van Gogh, corre à procura do pintor até vê-lo desaparecer no Campo de trigo com corvos» - «in» «O cinema no túnel de Van Gogh» - Escrever Cinema; 4. «O cheiro dos grifos» - neste «blog»; 5. Animação a partir de imagens disponíveis na Web)