O ministro da Administração Interna, Luís Neves, anda às voltas com uns berbicachos que envolvem um tanque (piscina), uma galera (atrelado), uns bidões, umas madeiras e mais umas pontas soltas que a cada dia vão aparecendo. Por causa disso, os jornalistas não lhe dão descanso.
Acossado, diz que está a reunir "provas" e que no momento certo vai apresentá-las. Por agora nem mais uma palavra.
Fechou-se em copas, ficou mudo, não tuge nem muge e adoptou o velho lema do "não vejo, não ouço e não falo". Pode ser que assim se esqueçam dele e deixe de ser notícia.
(1. As notícias: a) «Obras polémicas: Luís Neves "muito satisfeito" com investigação e promete esclarecer "ponto por ponto"» (COM O VÍDEO e o TEXTO) – SIC Notícias de 2026/07/21;
b) «Ministério Público prescinde da PJ na investigação ao caso do atrelado que visa ministro» – Jornal de Notícias de 2026/07/22;
c) «Caso Luís Neves: PJ diz que "não é rigoroso concluir" que investigação lhe tenha sido retirada» (COM O VÍDEO e o TEXTO) – SIC Notícias de 2026/07/22;
e d) «Ministério Público mantém PJ fora da investigação a atrelado encontrado em empresa que fez obras a ministro Luís Neves» – Diário de Notícias de 2026/07/22;
2. Notas: a) fala do ministro: “não vejo o mal, não ouço o mal, não falo o mal”, como nos «Três macacos sábios» (“Os três macacos sábios são uma máxima pictórica japonesa, incorporando o princípio proverbial "não veja o mal, não ouça o mal, não fale o mal" – respectivamente, Mizaru, Kikazaru e Iwazaru”; o mesmo que “fazer vista grossa”); e b) composição com Nano Banana (Gemini).)












