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Saturday, September 21, 2024

Faina, risos e azares de um escaravelho de Singapura

Um escaravelho parece que joga à bola com um excremento de javali. Enquanto vai na sua faina, e para passar o tempo, entretém-se a cantarolar umas frases que ouviu na televisão e adaptou para si: "A História é uma coisa que não aconteceu contada por um escaravelho que não estava lá"; "O escaravelho é o único animal que ri"; "O Muro de Berlim era tão sólido e caiu como um excremento de javali"; "Quando um escaravelho chega ao local onde a História aconteceu, já a História está mais à frente"; "As melhores histórias têm perna curta como a mentira, as verdadeiras são insossas". E tão distraído vai, a rir-se dos disparates, que cai num precipício.

Um escaravelho que caiu num precipício parece que joga à bola com um excremento de javali. Enquanto vai na sua faina...



(1. «Escaravelho» – Wilipedia; 2. Já agora, porque se fala de «Javali» - Wikipedia; 3. Fotografia a partir do programa “Nosso Mundo – Wild City Secret World (888)” – SIC de 2024/09/21)


Saturday, August 18, 2007

Facochero atropelado acaba em almoçarada

Os facocheros já marcaram uma concentração para hoje. Saída às 20 horas (aquando dos jornais da noite na televisão) do Adro da Mata em direcção ao local do acidente.


Legenda: atropelamento de um facochero por um Trabant conduzido por um Metralha (o 176-671, o 176-761 ou o 176-176?)

Pata Negra: Primeiro põem-nos em coutadas, agora isto. Querem fazer connosco o que fizeram com os Sioux, mas nós não somos os Sioux, Dakotas do Norte, ou os Comanches.

Nuvem Preta: Facochero que é facochero ou morre de tiro ou morre de velhice. Nunca passado a pente fino na estrada por um metralha qualquer!

Facochero Sentado: Ou as autoridades tomam uma atitude ou desenterramos o machado de guerra. Está a ver estes dentes aqui? Vai haver sangue! Ai vai!

Pata Negra: Não somos javali de engorda...

Nuvem Preta: E muito menos carne para canhão.


(1. Uma notícia quase idêntica: «Javali atropelado vira almoçarada» - Diário de Notícias de 2007/08/17; 2. «o Javali (Facochero)» - «Da vida e da Morte dos Bichos», II vol., de Teodósio Cabral, Abel Pratas e Henrique Galvão; 3. Imagem: «Trabant» - Wikipedia; 4. No texto: «Povos Ameríndios» e «Sioux», «Dakota do Norte (Estado)» e «Comanches» e, ainda, «Nuvem Vermelha» e «Touro Sentado» - idem; 5. «Em imagens: Índios americanos» «in» BBC Brasil)

Tuesday, March 19, 2019

Facocheros portugueses

Zig e Zag falam de uma praga de javalis (cartoon):


















Orelhas-Moucas ouviu este diálogo:


Pata Negra: Temos que marcar mais caminhadas como esta...

Nuvem Preta: Aos fins-de-semana é a melhor altura.

Pata Negra: É quando o caça-javalis está de folga e vai para a Serra atirar lume sobre nós com aquele pau...

Nuvem Preta: Deixá-lo ir. Nós cá, ele lá. Que seja feliz e cace muitas perdizes.

Facochero Sentado: Uma coisa é certa, aqui não pode disparar!

Pata Negra: Nunca se sabe...

Nuvem Preta: Já viste? Tanta comidinha que esta gente deita fora, depois queixam-se! Cascas de banana, restos de iogurte, até o pescado dos pobres... cabeças de carapau...

Facochero Sentado: E que rica praia, que rico Sol, que riqueza de mundo. Trouxeste a toalha?

Pata Negra: Podemos roubar uma daquele restaurante. O pior que nos pode acontecer é levarmos uma vassourada.

Facochero Sentado: Ou um balde de água no lombo.

Pata Negra: O quê?! Nós não somos cães.

Facochero Sentado: Por falar em cães, ouvi dizer que iam povoar a Serra de lobos, dizem que somos muitos, mais de cem mil...

Pata Negra: Que exagero!

Facochero Sentado: ... eles que venham, quatrocentos metros barreiras é a minha especialidade...

Nuvem Preta: Já foi tempo! Já foi tempo!

Facochero Sentado: Cá p'ra mim é vozearia do bicho-homem.

Pata Negra: E se voltássemos à Serra?

Nuvem Preta: Vamos nessa!

Facochero Sentado: É como vos digo, quatrocentos metros barreiras é a minha especialidade e o último a chegar é um leitão da Bairrada.


(1. A notícia: «Incêndios, abandono dos campos e cultivo intensivo provocaram a praga de javalis» - Público de 2019/03/18; 2. Já agora: «Facochero» neste «blog»; 3. Nota genealógica mui elucidativa: javali português, aqui chamado de "facochero" devido aos seus avoengos africanos: o Senhor Dom Javali-Africano («Facochero (javali africano)» - turma divertida, 23 alunos do 4.º ano da escola EB1 Santo António Casais.)

Wednesday, September 12, 2007

Continua o chiste ao facochero?

Facochero avisou (ver o aviso em Facochero atropelado acaba em almoçarada).

(E não é javali, é facochero, que é uma coisa bem diferente)



Da próxima vez que facochero bata a caçoleta por causa de um metralha qualquer (seja o 176-671, o 176-761 ou o 176-176, ou outro mais pintado, não interessa) vai haver guerra pela certa. O machado já está no ar!

Depois não se queixem!


(A notícia em causa: «Javali azarado acaba à mesa de Centro Social» - Jornal de Notícias de 2007/09/12)

Saturday, December 03, 2011

Dois valentes e aguerridos facocheros…

falam da abertura da época da caça ao facochero:

Touro Sentado: - Já viste o edital? De Outubro a Fevereiro está aberta a caça aos nossos.
Touro Enraivecido: - Temos que nos pôr de chispes ligeiros!
Touro Sentado: - Estive a pensar… Podíamos fazer como o Saddam Hussein na Segunda Guerra do Golfo…
Touro Enraivecido: - Como assim!?
Touro Sentado: - Em vez de tanques insufláveis púnhamos uns javalis de plástico para despistar os cães…
Touro Enraivecido: - Pincelados a molho de leitão caíam que nem uns patos…
Touro Sentado: - Isso era um fartote de coçar a barriga de tanto rir!...
Touro Enraivecido: - ‘bora nessa! Desenterra o machado e convoca a tribo!

É assim: facochero que é facochero não se fica sem troco!


(1. «Facochero» neste «blog»; 2. Algumas notas: «1. A caça ao javali pode ser exercida à espera, de salto, de aproximação, de batida, de montaria e com lança.; 2 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, a caça a esta espécie só pode ser permitida de batida e de montaria e apenas nos meses de Outubro a Fevereiro e nos locais e nas condições estabelecidos por edital da DGRF.; 3 - Em terrenos cinegéticos ordenados, com excepção da caça de salto, de batida e de montaria, que só pode ser permitida nos meses de Outubro a Fevereiro, inclusive, a caça ao javali pode ser permitida durante toda a época venatória.»)

Saturday, June 09, 2007

Não é facochero, nem urso e nem jacaré!

Titula o Jornal de Notícias de hoje: «Animal não identificado assusta povo e destrói vinhas».

Passa-se na aldeia de Sabroso (Vila Real) e dizem tratar-se de um fenómeno.


Legenda: aspecto de uma vindima onde se pode ver uma armadilha montada com um par de botas (bem suadas) para melhor apanhar o «mafarrico»

Certo é que não é facochero, nem urso e nem jacaré. É simplesmente o mafarrico que anda a divertir-se à custa da desgraça alheia ou então coisa de bicho-homem que não tem mais nada que fazer.

Seja de que maneira for o busílis da questão está em saber como capturar esse fenómeno de que só se conhecem os efeitos... Saber o formato, o tamanho e o engenho apropriado para agarrar o bicharoco aí é que a coisa pia fino!


(1. A notícia; 2. Vila Real - Sabroso, «Rapazes esperando a hora da aula» (1907) «in» arteazul.net; 3. Um bicho à escolha: «o Javali (Facochero)» - «Da vida e da Morte dos Bichos», II vol., de Teodósio Cabral, Abel Pratas e Henrique Galvão; 4. A origem de "Mafra" (Portugal) e de "mafarrico" - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa; 5. Fenómeno - Wikipedia)

Wednesday, June 10, 2026

Prestação Social Única. Oposição critica medida e condições de acesso. -III

Uma medida resultante de um compromisso acordado com a Comissão Europeia no âmbito do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), – que vem do governo de António Costa e não chegou a ser executada –, foi aprovada no passado dia 29 de Maio (Sexta-feira) em Conselho de Ministros e chegou ao Parlamento com pedido de urgência de autorização legislativa.

A pressa é muita. O prazo para a legislação estar pronta e a funcionar é Agosto, sob pena de Portugal perder a tranche de 620 milhões.

A “socialite” está entretida com o seu bule de chá e a garrafa de tinto quando vê a turbamulta encher as ruas de Sintra... A amiga, ex-concorrente de um "reality show", responde...


Bem aproveitados, os beneficiários da PSU que podem prestar trabalho social em Sintra (as tais 15 horas semanais) enchem uma praça.

Serviços da câmara, habitação social, rede de transportes, recolha do lixo, cemitério, canil municipal, finanças, segurança social, notários, correios, jardins, praias, pavilhões desportivos, cantinas, infantários, lares, descarregar brita, plantar cebolinho e podar limoeiros (cultivar cannabis está fora de questão), levar carqueja e loureiro aos restaurantes ou um robalo e um espadarte, ajudar o padre na missa sem lhe roubar o vinho, entregar pizzas, pregar um prego, desentupir uma fossa, combater apagões, incêndios e tempestades e a praga da vareja, ajudar nos serviços cadastrais e nas heranças indivisas, guardar as florestas e as casas, proteger o javali e a coruja, consertar as calçadas, etc., etc., trabalhinho é coisa que não falta.

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(1. a) «Poiares Maduro "chocado" pede que Governo "reconsidere" critérios da PSU» (“O antigo ministro do PSD Miguel Poiares Maduro sublinha "pontos negativos" na proposta do Governo para a Prestação Social Única (PSU). O social-democrata entende que é "pouco" o teto definido como valor do património para se ter acesso à PSU (cerca de 16 mil euros) e confessa estar "um pouco chocado" com a obrigação de trabalhar considerando que "o Governo devia claramente reconsiderar" a medida.” // “Fernando Medina, antigo ministro das Finanças do PS – partido que alinhou com a criação da PSU na altura do Governo de António Costa –, fala em "demagogia" e de uma proposta que "não cumpre" os objetivos da proposta que vem do tempo do Partido Socialista".” // “Fernando Medina critica a criação de um canal para denúncias anónimas por causa de fraude nestas prestações e questiona o primeiro-ministro: "Porque é que ele não coloca um canal para denúncias anónimas sobre fraudes fiscais? Porque é que não vamos passar agora a ser todos denunciantes uns dos outros e porque não de todos aqueles que metem fraudes fiscais que têm um valor muitíssimo superior destas prestações", pergunta.”) – Rádio Renascença de 2026/06/08;

b) «PSU: Quando a performance estraga uma boa medida» (“A ideia é pôr esses malandros a mexer-se, em vez de ficarem no sofá todo o dia, isto quando não andam a passear nos seus potentes Mercedes (isto de acordo com o Chega). É partir do preconceito e do pressuposto de que estas pessoas – que se recebem estes subsídios é porque estão entre os mais vulneráveis da nossa sociedade – são na verdade parasitas sociais, e têm de ser chamados a contribuir. Ou, na verdade, a ser castigados pela benesse de o País não os ter condenado à fome e à extinção.” // “E quem vai organizar estas excursões de voluntários à força? São as câmaras municipais? As IPSS? O IEFP? Quem vai definir o que é esse trabalho? Quem vai ficar encarregue de distribuir o farnel e a senha de transporte a quem couber cumprir este ritual público de estigmatização? E quem vai fiscalizar se alguma destas entidades vai exceder o âmbito do diploma e colocar os beneficiários/trabalhadores sociais a fazer outros trabalhos que lhes dê jeito, e eventualmente acabando por dispensar alguns dos seus trabalhadores efetivos?” // “Isto, claro está, se não houver problemas de constitucionalidade à volta deste trabalho sem retribuição...”) – Tiago Freire, ECO de 2026/06/08;

e c) «PS avisa Governo que vota contra alteração legislativa para criar PSU tal como está» (“"O GPPS entende que várias opções incluídas no decreto-lei autorizado, e amplamente divulgadas no discurso dos responsáveis do Governo e da AD, são merecedoras de crítica e afastam-se de valores fundamentais de um verdadeiro Estado Social, pelos quais nos temos batido ao longo dos anos em matéria de direitos, proteção social, cidadania e dignidade das pessoas.”) – RTP Notícias de 2026/06/09;

2.Não se sabe o valor de referência da medida, que será um diferencial até ao tal valor máximo, uma percentagem do Indexante de Apoios Sociais que só será definida por portaria” // “Além das novas obrigações de trabalho social, a proposta do Governo altera a condição de recursos, ou seja, os limites ao património e de rendimentos que cada agregado pode ter para que uma pessoa tenha acesso ao apoio social. No caso do património, reduz o valor para um máximo de €16.114 (30 IAS) de património mobiliário (contas no banco, investimentos e outros ativos financeiros) e bens móveis (como carros e motas).” // “O pedido de autorização legislativa deixa várias pontas soltas e uma delas é precisamente o valor de referência que a PSU terá.” // “Hoje em dia um beneficiário do RSI pode ter até 60 vezes o IAS (cerca de €32 mil) de património mobiliário, um beneficiário de subsídio social de desemprego pode ter até 240 IAS (€128.900) e um beneficiário da pensão social não tem restrições a este nível. De futuro, o governo baixa este limite para 30 IAS” (cerca de €16.114) e com uma diferença: o valor soma as poupanças que possam estar no banco (bens mobiliários) com o valor do carro ou da mota (bens móveis) e refere-se a todo o agregado familiar. Ainda não se sabe como será feita a análise do valor dos bens móveis.” // “Um pobre que viva numa habitação social pode não ter apoio? Pode acontecer. Tudo depende da fórmula, que ainda não é conhecida.” // Trabalho social:Em abstrato, é dito que o seu limite máximo é de 15 horas e não pode ultrapassar 8 horas diárias, mas quem tenha entre 18 e 25 anos pode ser obrigado a fazer mais horas. Quem já tiver três renovações dos apoios passa a ter de fazer 20 horas semanais em vez das 15.” // “– Expresso de 2026/06/05, "Governo deixa valor da nova prestação social em aberto", pp. 8-9;

3. Nota: composição com Nano Banana (Gemini).)

Sunday, January 28, 2007