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Friday, August 11, 2023

Portugal, 1938



(1. A propósito: 
«Capítulo 9. O concurso “A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal” (1938)», FÉLIX, Pedro, pp. 207-232, «in» «Vozes do Povo - A folclorização em Portugal», Organização de CASTELO-BRANCO, Salwa El-Shawan e FREITAS BRANCO, Jorge; Etnográfica Press, Lisboa, 2003.

2. Dicionário:
a) Forjador: aquele que trabalha o ferro e outros metais, dando-lhes forma, a quente ou a frio;
b) «Tanoeiro»: o que constrói pipas, balseiros e tonéis, cuja actividade está muito ligada ao comércio de vinhos;
c) «Rabiço»: instrumento para elevação da água de um poço;  também chamado de bomba de picota; 
d) Rolo da massa: instrumento, em madeira, para estender a massa de farinha;
e) «Moinho de pedra manual»: pequeno moinho para moer o milho e também o trigo;
f) Sapateiro: aquele que conserta, fabrica e faz diversos trabalhos na área de calçado;
g) «Lavadeira»: mulher que lava a roupa, sua ou de outros, em tanques, poços, rios ou lavadouros; no «Brasil»;
h) Lenheiro: aquele que colhe ou corta lenha.)

Thursday, October 30, 2014

"Ladra açoitada pelas lavandeiras de Alcantara"

"Ladrões caídos do céu"
"Ladrões - de cima da cabeça descem os trabalhos"
"Ladrões - entrando pelo telhado"
"Ladrões industriosos"
"Ladrões presos nas escadinhas de Santo Estevam"
Ladrões para todos os gostos e feitios

(Títulos de há 160 anos ou pouco mais completados agora para melhor entendimento)


(1. Dicionário: lavandeira: o mesmo que lavadeira; 2. Ficha Histórica da Revista universal lisbonense: jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa - Castilho, António Feliciano de, red. - Existências: T. 1, n. 1 (1 Out. 1841)-a. 13, s. 3 (Ago. 1853))

Wednesday, September 14, 2011

Esta vida de marinheiro e de lavadeira na água fria que o Sol aqueceu…

Versão moderna de uma lavadeira. Das poucas que ainda vão resistindo à modernidade:

Lavava a roupa e cantarolava:

Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim, hey
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim

(3 lavagens por camisa)



Mais adiante:

Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

(bater a roupa bem batida)



Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, trago a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.

(Fala da vida alheia e volta ao início. Desta vez marcha.)

Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim, hey
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim

(Finalmente, pôr a roupa a corar.)

Ai os gatos que andam gulosos de água e sabão!


(1. A propósito de lavadeiras: «eram elas que lavavam, principalmente na primeira metade do século passado, as roupas das senhoras ricas e da classe média»; depois de lavadas, carregavam-nas à cabeça dentro de uma trouxa feita de um lençol grande; tal como o barbeiro, a lavadeira era uma instituição!; 2. O poema dos Sitiados, «Vida de Marinheiro» (1992), «in» A Vida em Sons e o poema da canção «Roupa Branca» «in» Os Anos de Ouro do Cinema Porruguês)