Dizeres (1):
- Então a Senhora está disfarça de quê?
(Senhora já idosa mas foliona, tinha uma espécie de fita amarela em torno da cabeça que fazia lembrar uma folha de loureiro; vestia um saiote em tons de vermelho)
- Olhe: não sei! Estou disfarçada de vermelho!
(Cabanas de Viriato, hoje, num canal da televisão portuguesa)
Dizeres (2):
- Já alguma vez se mascarou?
(o entrevistado: senhor de idade que descansava num banco de jardim)
- Sim. Quando era pequeno.
- De quê?
- De Pai Natal.
- É engraçado! É a primeira vez que ouço «de Pai Natal»!...
(Entrevista «ocasional» do nosso actor Fernando Mendes, hoje, num canal da televisão portuguesa)
Carnavais tipicamente portugueses:
1 - Carnaval de Cabanas de Viriato (típico pela «dança dos cus»)
2 - Carnaval de Ílhavo (pág. 10) («a caserna e os cardadores»)
3 - Carnaval das aldeias da Lousã (pág. 2) (facilmente reconhecível pela beleza das casas construídas em xisto, caracteriza-se pelas «corridas do Entrudo» ou o «enchocalhar as velhas» que consistia em «assustar» os habitantes das aldeias vizinhas)
4 - Carnaval de Ponte da Barca (onde é feito o «enterro do Pai Velho». Aqui o Carnaval chama-se Entrudo; o «Pai Velho» é quem manda)
5 - Carnaval de Torres Vedras (conhecido por ser «o mais Português de Portugal». A par da crítica social e de muita imaginação (à boa maneira de Rafael Bordalo Pinheiro), junta-se a tradição: aqui não há serpentinas (há «cocottes», uma mistura de serradura (agora com borracha) que os casais de namorados usavam para trocar mensagens); e também não há mulheres em bikini (há matrafonas: antigamente só os homens é que brincavam ao Carnaval (as senhoras ficavam em casa), daí que os homens tivessem de «recorrer ao baú das velharias das vestes femininas preservadas na família» com que depois se disfarçavam)
(Veja ainda no ponto 2 outros Carnavais portugueses: Lazarim (Lamego, Viseu); Macedo de Cavaleiros; Vinhais; e no ponto 3: Castro Verde; outros festejos ligados ao Carnaval, como a «Serração da Velha», provavelmente ficaram por nomear...)
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Tuesday, February 20, 2007
Friday, February 20, 2009
E nem que a vaca tussa e venha o Carnaval pode ser que sim pode ser que não - II
«Torres Vedras: Ministério Público recua e autoriza sátira ao Magalhães no Carnaval - Câmara fez dois requerimentos». - Uma saga admirável, escrita a pensar em si, leitor, por Cristina Anjos, candidata ao Prémio Revelação Carnaval 2009 e Procuradora-Adjunta no Tribunal de Torres Vedras nas horas vagas.
A obra - Reconsiderações - tem a chancela do Público de 2009/02/20.
(1. A notícia; 2. Antecedentes: «E nem que a vaca tussa e venha o Carnaval é mesmo p'ra levar a mal - I», neste «blog» (hoje))
A obra - Reconsiderações - tem a chancela do Público de 2009/02/20.
(1. A notícia; 2. Antecedentes: «E nem que a vaca tussa e venha o Carnaval é mesmo p'ra levar a mal - I», neste «blog» (hoje))
Saturday, March 01, 2014
Figuras, símbolos e Carnaval...
Zig e Zag falam do Carnaval de Loulé e do Presidente (cartoon):
(1. A notícia: «Em defesa de Cavaco, foi proibida publicidade ao Carnaval no multibanco» - Público de hoje; 2. Carnaval neste «blog»)
(1. A notícia: «Em defesa de Cavaco, foi proibida publicidade ao Carnaval no multibanco» - Público de hoje; 2. Carnaval neste «blog»)
Wednesday, February 22, 2012
Rescaldo do Carnaval 2012
Zig e Zag falam do Carnaval (cartoon):
(1. A propósito: «A conversa informal do menino Gaspar...»; 2. Carnaval neste «blog»)
(1. A propósito: «A conversa informal do menino Gaspar...»; 2. Carnaval neste «blog»)
Friday, February 20, 2009
E nem que a vaca tussa e venha o Carnaval é mesmo p'ra levar a mal - I
«Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras - Autarquia recebeu fax ao início da tarde», titula o Público de ontem. – Sabe-se agora que a censura não se deveu tanto a preconceitos de ordem moral mas mais ao facto de no autocolante que fazia as vezes do écran do portátil Magalhães e onde era visível uma pesquisa google com a palavra-chave “mulheres” constar também o Ministério Público (Procuradoria-Geral da República), mais concretamente o relatório para o mês de Fevereiro do seu Index Librorum Prohibitorum com o sugestivo link «brincar com o “Magalhães” é brincar com coisas sérias». E nem que a vaca tussa e venha o Carnaval é mesmo p'ra levar a mal.

Está tudo dito: se uns acabam a bom tempo com certas práticas, outros acham-lhes graça e reeditam-nas!
(1. A notícia; 2. Desenvolvimentos seguintes - Reconsiderações de uma Procuradora (neste «blog» e nesta data); 3. A propósito: «Index librorum prohibitorum» - Wikipedia)

Está tudo dito: se uns acabam a bom tempo com certas práticas, outros acham-lhes graça e reeditam-nas!
(1. A notícia; 2. Desenvolvimentos seguintes - Reconsiderações de uma Procuradora (neste «blog» e nesta data); 3. A propósito: «Index librorum prohibitorum» - Wikipedia)
Monday, February 11, 2013
Wednesday, February 13, 2013
Saturday, June 30, 2007
Uma espécie em ascensão: os «VIP»
Legenda do Correio da Manhã de hoje da local «Terra em risco - Extinção ameaça um terço»:
Estima-se que a nível mundial, existam cinco a oito milhões de insectos, 60 mil animais vertebrados, 10 mil aves e 5 mil mamíferos. Em Portugal, algumas espécies como a baleia cachalote, o pombo-trocaz, o lince, o lobo ibérico e a águia real estão em vias de extinção.

Esqueceram-se de acrescentar que há uma espécie que tem tido um franco crescimento de há uns anos a esta parte: a «vipalhada» que, a pretexto de festas e inaugurações para onde o povo nunca é convidado, fazem o deslumbre das nossas revistas cor de rosa! É por causa desta gente que muitas das nossas criancinhas pelo Carnaval se vestem de rainhas e de cinderelas e de reis como se alguma vez o viessem a ser. E depois, quando grandes, é o que se sabe: a grande ladroeira! A grande falcatrua!
(1. A notícia; 2. VIP e "Vipes", os VIP, respectivamente, na Wikipedia e Ciberdúvidas da Língua Portuguesa; 3. Cinderela «in» www.contandohistoria.com retrata bem este tipo de histórias...; 4. Cinderela - Wikipedia)
Estima-se que a nível mundial, existam cinco a oito milhões de insectos, 60 mil animais vertebrados, 10 mil aves e 5 mil mamíferos. Em Portugal, algumas espécies como a baleia cachalote, o pombo-trocaz, o lince, o lobo ibérico e a águia real estão em vias de extinção.

Esqueceram-se de acrescentar que há uma espécie que tem tido um franco crescimento de há uns anos a esta parte: a «vipalhada» que, a pretexto de festas e inaugurações para onde o povo nunca é convidado, fazem o deslumbre das nossas revistas cor de rosa! É por causa desta gente que muitas das nossas criancinhas pelo Carnaval se vestem de rainhas e de cinderelas e de reis como se alguma vez o viessem a ser. E depois, quando grandes, é o que se sabe: a grande ladroeira! A grande falcatrua!
(1. A notícia; 2. VIP e "Vipes", os VIP, respectivamente, na Wikipedia e Ciberdúvidas da Língua Portuguesa; 3. Cinderela «in» www.contandohistoria.com retrata bem este tipo de histórias...; 4. Cinderela - Wikipedia)
Tuesday, May 01, 2007
Um safari com conhaques e bate chapas!
Tarde de sábado.
Alugou um carro e foi com os filhos e a mulher para um safari.
À entrada do parque a advertência era explícita: «aproximando-se, mantenha os vidros do carro fechados», «não dê comida aos animais».
Chegados à zona dos elefantes os putos não resistiram e vai daí, à socapa, toca a dar de comer aos paquidermes. Vocês já sabem, elefante é mesmo assim: mete sempre a tromba onde não é chamado! Os miúdos fecham o vidro precipitadamente mas o animal, que não gostou de se sentir trilhado – e nisso é como as pessoas! –, toca a dar com a tromba no tejadilho a modos de como quem diz: «isto é um simples aviso!»

Legenda: elefante naquela de «vou-te dar uma marretada!»
Na recepção do parque o homem, vivamente excitado, queixava-se da agressividade dos animais e para o acalmarem oferecem-lhe um conhaque. Um, não! Dois. Dois? No mínimo uns três! Bem, os necessários para que o homem se acalmasse, e mais mil desculpas pelo sucedido, que não era tanto assim, que não era tanto assado, que, bem vistas as coisas, até teve sorte em não ter ficado «assadinho» como João Ratão no caldeirão, etc., ou seja, a visão do melhor lado da vida, um mundo cor de rosa, com anjinhos, confetti de Carnaval e, claro está!, sempre mais conhaques!

Legenda: o nosso homem quase quase a cair na armadilha!
Por fim, convencido, lá seguiu caminho, risonho como um bebé, estrada fora, para fora do parque. E tão contente ia e livre e confiante se sentia ao volante que, eis, bate de chapas no carro mesmo à sua frente!
Lá foi chamada a polícia – que é o normal quando não há entendimentos – e feita a avaliação dos estragos. Coisa de pouca monta: um farolim, uma jante empenada e algumas «escoriações» próprias de carro (que nestas coisas as máquinas também têm as suas maleitas!), preenche para lá, preenche para cá, o bê-á-bá do costume, tudo na calma…
O pior estava para vir.

Legenda: aqui é que foi o busílis!
- E isto aqui no tejadilho? – Quis saber o polícia.
- Ah! Isso aí foi do elefante.
- Ai foi? – Retorquiu o polícia – Pois… Importa-se de bufar ao balão?
Como num relâmpago passa em revista as imagens do dia: um sábado soalheiro (talvez demasiado), um elefante com a mania que era escadote e armado de marreta, um funcionário todo solícito a servir-lhe conhaques de uma garrafeira semiclandestina, uns atrás dos outros, e um pensamento final, triste e negro como a noite:

Legenda: mente ainda sob o efeito do álcool!
«Meu Deus! Perdi-me! Como foi possível? Logo a mim, eu que toda a vida sempre fui um gajo muito direitinho!»
Alugou um carro e foi com os filhos e a mulher para um safari.
À entrada do parque a advertência era explícita: «aproximando-se, mantenha os vidros do carro fechados», «não dê comida aos animais».
Chegados à zona dos elefantes os putos não resistiram e vai daí, à socapa, toca a dar de comer aos paquidermes. Vocês já sabem, elefante é mesmo assim: mete sempre a tromba onde não é chamado! Os miúdos fecham o vidro precipitadamente mas o animal, que não gostou de se sentir trilhado – e nisso é como as pessoas! –, toca a dar com a tromba no tejadilho a modos de como quem diz: «isto é um simples aviso!»

Legenda: elefante naquela de «vou-te dar uma marretada!»
Na recepção do parque o homem, vivamente excitado, queixava-se da agressividade dos animais e para o acalmarem oferecem-lhe um conhaque. Um, não! Dois. Dois? No mínimo uns três! Bem, os necessários para que o homem se acalmasse, e mais mil desculpas pelo sucedido, que não era tanto assim, que não era tanto assado, que, bem vistas as coisas, até teve sorte em não ter ficado «assadinho» como João Ratão no caldeirão, etc., ou seja, a visão do melhor lado da vida, um mundo cor de rosa, com anjinhos, confetti de Carnaval e, claro está!, sempre mais conhaques!

Legenda: o nosso homem quase quase a cair na armadilha!
Por fim, convencido, lá seguiu caminho, risonho como um bebé, estrada fora, para fora do parque. E tão contente ia e livre e confiante se sentia ao volante que, eis, bate de chapas no carro mesmo à sua frente!
Lá foi chamada a polícia – que é o normal quando não há entendimentos – e feita a avaliação dos estragos. Coisa de pouca monta: um farolim, uma jante empenada e algumas «escoriações» próprias de carro (que nestas coisas as máquinas também têm as suas maleitas!), preenche para lá, preenche para cá, o bê-á-bá do costume, tudo na calma…
O pior estava para vir.

Legenda: aqui é que foi o busílis!
- E isto aqui no tejadilho? – Quis saber o polícia.
- Ah! Isso aí foi do elefante.
- Ai foi? – Retorquiu o polícia – Pois… Importa-se de bufar ao balão?
Como num relâmpago passa em revista as imagens do dia: um sábado soalheiro (talvez demasiado), um elefante com a mania que era escadote e armado de marreta, um funcionário todo solícito a servir-lhe conhaques de uma garrafeira semiclandestina, uns atrás dos outros, e um pensamento final, triste e negro como a noite:

Legenda: mente ainda sob o efeito do álcool!
«Meu Deus! Perdi-me! Como foi possível? Logo a mim, eu que toda a vida sempre fui um gajo muito direitinho!»
Sunday, July 06, 2008
Vai haver arraial na Madeira!
«Líder madeirense pondera antecipar fim do mandato», titula o Diário de Notícias de hoje. - Vai haver arraial na Madeira! Em breve serão anunciados os preços de promoção para umas excelentes férias. Vinho a rodos está garantido, bem como máscaras de Carnaval! Será distribuída uma preciosa colectânea de anedotas sobre os continentais (principalmente aos «cubanos» sugere-se que mantenham o espírito de humor!)
(A notícia)
(A notícia)
Saturday, January 11, 2025
Trump, Gronelândia e Canadá. Anexar Portugal?
O Trump ainda não tomou posse e já ameaça tomar o Canadá, a Gronelândia e o Canal do Panamá. Por este andar lá vai a ilha Terceira e a plataforma continental portuguesa.
Mas o que nos vale é o espírito castrense do Gouveia e Melo e do ex-polícia militar Nuno Melo. Para os quais “medo” é palavra que não existe no dicionário.
Sabemos que não hesitarão em ir para a frente de batalha, um armado de palmatória e o outro de espingarda de carnaval, dar o corpo às balas, até à última gota de sangue e a vitória final! Não importando os muitos que caiam como tordos.
Portanto, não há que temer o “Trampa” (assim lhe chamam os ucranianos e os russos) quando temos guerreiros tão valerosos, como estes, e dóceis quando têm de o ser.
(1. As notícias: a) «Trump, Gronelândia e Canadá. "Vale a pena esperar para ver", considera Marcelo» – RTP Notícias de 2025/01/10; b) «A Gronelândia pode pertencer aos Estados Unidos? Donald Trump acha que sim» – Correio da Manhã de 2025/01/09; c) «O que leva Trump a querer anexar territórios? A resposta sobre a Gronelândia pode estar numa rota chinesa no Ártico» – Expresso de 2025/01/09; d) «Trump quer anexar a Gronelândia e o Canal do Panamá. Porquê?» – Rádio Renascença de 2025/01/08; e) «Entenda por que Trump quer tanto anexar a Groenlândia» – CNN Brasil de 2025/01/08; e f) «"Não estamos à venda": Trump obriga Panamá, Canadá e Gronelândia a defender soberania» – SIC Notícias de 2025/01/08;
2. E o que é “Plataforma Continental” e “Zona Económica Exclusiva (ZEE): «FAQ - Perguntas Frequentes» – «in» Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental;
3. Nota: composição a partir de imagens disponíveis na Web.)
Wednesday, April 23, 2008
Um esqueleto andante com a cabeça do Silva foi visto em Santarém
«Espalhou pânico com uma caveira», titula o Jornal de Notícias de hoje. – Coisa de somenos. Até se vê muito pelo Carnaval. Macabro mesmo era ver um esqueleto andante com a cabeça do Silva (perdoem os Silvas, tinha que haver um exemplo) a passear-se pelas ruas de Santarém que, como sabem, fica para além!...
(A notícia)
(A notícia)
Saturday, October 18, 2025
Parlamento aprova proibição de burca. Um Estado distópico.
Mal vai um País quando o governo e três partidos (PSD, IL e CDS-PP), e um quarto (CHEGA), não resolvem os problemas da habitação e da saúde e se entretêm com não-questões, como a da proibição do uso da burka (em novilíngua: “nãorosto”*), e caminham a passos largos para um Estado totalitário, distópico**, vigilante, de pensamento único.
Pode um Parlamento legislar sobre a consciência de cada um?
Pode proibir um tipo de comer doninhas ao pequeno-almoço? Dar beijos à noite à beira de um Farol? Usar cornos na via pública? Andar mascarado de Zorro?
Pode esse Parlamento que sustenta o governo proibir as mulheres de andar de burka, com o argumento de que de baixo das vestes se podem esconder revólveres e pistolas, armas antigas de pederneira, bacamartes, escopetes de zagalote e espingardas de caça, facas e facalhões, punhais, limas, formões, gadanhas, machadas e armadilhas e sabe-se lá que mais... quando nem há casos relatados nos jornais e televisões e os que se conhecem geralmente é com homens, sem burka (só com meia de vidro), como os do Corno de Boi, que usava pistolas e “coldre”, Du Orelhudo, que financiava secretamente a carreira de alguns políticos que andam ainda por aí e andava no ópio e na heroína, Lobo Branco, estudante e viciado em salas de jogo, Patife, Arruaceiro, Dragão de Quatro Olhos e Pato Enxuto, que foram até admitidos nas academias militares, policiais e de inteligência, o Gangue do arco-íris, muito poético e dado à Natureza, o Gangue das perucas, que por acaso eram de contrafacção, o Gangue do Nody do Ruca e do Bob, muito dado ao desenho animado, o Gangue das picaretas, ligado à especulação imobiliária, o Gangue do multibanco, ligado à alta finança e à política, e népia de relato de mulheres, só uma, a Belle Starr, uma mulher de charme que dava balas e se usasse burka era um estorvo, etc., etc., pergunta-se de novo se faz sentido e é aceitável o governo proibir as mulheres de andar de burka?
E se não for a burka clássica e for uma outra, rendada, semi-transparente, como é? E se na praia pegar a moda “metade burka metade biquini”? Ou na via pública burka e mini-saia? Onde ficam escondidos os facalhões e as bombas?
E se o João Parolo lançar uma colecção moda/Inverno com burka aos folhos e brincos, será que pode passar na “passerelle”, ser exposta nas montras e depois vendida e usada? Vai ser proibida a publicidade ao João Parolo em horário nobre nas nossas televisões e o “Passadeira Vermelha” da SIC proibido de comentar a nova moda (em novilíngua: “nãomoda”*)?
Aqui chegados a esta miséria (Mizé), que outro nome não tem, não se espantem se depois sair nas notícias, em letras garrafais, que Xerazade*** foi multada por dolo em 4 000 euros, pagou em petrodólares e deu uma boa gorjeta, gorda, para o lanche dos polícias e venha a próxima multa. Mas não deve ser negócio fácil, pois Xerazades por aí contam-se pelos dedos de uma mão... A não ser no Carnaval!
________
Em tempo: a entrevista a Djelma Fati, jornalista, e que usa o hijab: «Proibição da burca em espaços públicos é "discriminação" e pode refletir-se "na vida dos muçulmanos" em Portugal» (COM O VÍDEO) – SIC Notícias de 2025/10/17
(“Para Djelma, o hijab "não representa nenhuma opressão e subjugação da mulher muçulmana". É, sim, um "comportamento ou uma forma das mulheres muçulmanas mostrarem modéstia e a castidade".” “"É isso que representa o hijab, embora cada um agora interprete da sua forma. O uso de hijab não tem nenhuma outra discriminação", explica.”)
________
(1. O projecto de proibição da burka: «Projeto de Lei 47/XVII/1.ª – Proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos salvo determinadas exceções» – Assembleia da República, Actividades Parlamentares
Pareceres
a) Parecer – Ordem dos Advogados
(“O Grupo Parlamentar do Chega veio apresentar o Projeto de Lei ora em apreciação, no qual propõe, em síntese, a proibição “da utilização, em espaços públicos de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto” e, bem assim, a proibição de “forçar alguém a ocultar o rosto por motivos de género ou religião.
Merecendo, por isso, Parecer desfavorável da Ordem dos Advogados, atendendo às fundadas dúvidas acerca da constitucionalidade deste Projeto de Lei.
Lisboa, 14 de julho de 2025.
Filipe Pimenta
Vice Presidente do Conselho Geral da Ordem dos Advogados");
b) Parecer - Conselho Superior do Ministério Público
(“Considerando os propósitos da proposta normativa que se mostram elencados na respetiva exposição de motivos, e consubstanciados nas alterações propostas, entende-se que tanto os objetivos gizados, como as normas propostas, patenteiam questões jurídicas que comprometem a sua conformidade e respeito pelos preceitos constitucionais e legais.
Lisboa, 15 de julho de 2025”);
2. As notícias: a) «Parlamento aprova proibição da utilização de burca em espaços públicos em Portugal» – Diário de Notícias de 2025/10/17
(“O imã da Mesquita Central de Lisboa acusou entretanto os políticos de “taparem os olhos aos portugueses” com a nova legislação contra o uso da burca e um discurso islamófobo e anti-imigrantes, em vez de resolverem os problemas do país.
Quem usa burca (o corpo completamente coberto) “são meia-dúzia de muçulmanas” em Portugal e quem usa ‘nikab’ (uma máscara sobre o resto) são “uma dúzia e pouco”, afirmou o xeque português, recordando que a maioria utiliza véus sobre os cabelos.
“O uso da burca não é obrigatório no Islão, o ‘nikab’ também não. Uma muçulmana pode ter um rosto destapado” e “pode vestir as roupas que quiser de livre vontade”, pelo que não se coloca a questão dos direitos das mulheres nesta matéria, considerou.”);
b) «Parlamento proíbe uso de burca em espaços públicos» – Jornal de Notícias de 2025/10/17
(“Andreia Galvão, do BE, disse que este projeto "viola o princípio constitucional da liberdade, consciência e religião" e argumentou que "a lei já protege o direito de cada mulher, na verdade de cada pessoa, de se vestir como quer, sem coações" e autoriza as forças de segurança a pedir a identificação em certas circunstâncias.
A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, considerou que o tema em debate não constitui "nenhum problema emergente" na sociedade e que o Chega quer "disseminar o ódio", tendo como alvo as mulheres muçulmanas, "como se elas não tivessem a capacidade de pensar e o direito a decidir".”);
e c) «Proibição de burcas em espaço público. O tipo de véu, as multas e as exceções no projeto de lei do Chega que o Parlamento aprovou» – Diário de Notícias de 2025/10/17;
** «Distopia» e «1984 (livro)» – Wikipedia;
*** «Xerazade» (“persas e árabes são dois povos distintos com origens, línguas e culturas diferentes, embora ambos sejam majoritariamente muçulmanos e tenham influenciado-se mutuamente ao longo da história.”) – Wikipedia;
“Hijab”: lenços que cobrem o cabelo e pescoço;
“Chador”: normalmente negro, é tipo uma capa larga que cobre todo o corpo;
“Nikab”: cobre toda a cara, à excepção dos olhos;
“Burka”: cobre desde a cabeça até aos pés;
4. Sétimo parágrafo construído a partir de textos anteriores neste «blog»: «Antigo poema da criminologia» e busca pela palavra-chave «gangue»;
5. Notas: a) desenho a lápis do autor e colorido digitalmente: um lusitano (português), numa das histórias de Asterix e Obelix, fala com um centurião romano.); e b) mulheres: recorte do desenho do autor em «Andam sereias na praia».)
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