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Saturday, February 22, 2020

Até amanhã, meus senhores, se Eu quiser.

O Lacerda tinha uma teoria curiosa: um homem devia ter um tempo de vida estipulado e enquanto vivesse gozar de boa saúde. Findo o prazo morria e não havia cá aquela coisa de ir p'ra outra vida.

O Lacerda morreu de morte súbita aos 78 anos. Um dia regressou. Logo os amigos quiseram saber como era a tal outra vida. Que era uma festa permanente, respondeu. Mais curiosos ainda, perguntaram-lhe como era Deus. Um tipo porreiro, da borga, mas só soube que era Ele quando um dia, depois de uma grande jantarada, Ele se levantou e disse: Até amanhã, meus senhores, se Eu quiser.

O Lacerda andava chateado como um peru. Primeiro, porque nunca desejara ter uma outra vida; segundo, porque conhecendo a que tivera do lado de cá era um desperdício de tempo andar a repetir tudo de novo. Um dia atravessou-se à frente de um autocarro e morreu segunda vez. Os amigos têm uma leve suspeita de que terá ido parar ao Inferno, onde quem preside é o Diabo.

O riso do Diabo, 1975?, desenho a caneta de tinta da china.














A verdade é que o Lacerda até hoje não regressou e já faz bastante tempo. De modo que os amigos estão sem saber como são por lá os salamaleques e se aquilo é assim tão mau como dizem.


(1. A propósito: o «Diabo» neste «blog»; 2. Dicionário: salamaleque: a) do árabe, salam'alaik, a paz esteja convosco (saudação entre os muçulmanos); b) equivalente a rapapé: cumprimento afectado ou exagerado; grande reverência ou mesura.)

Wednesday, April 06, 2016

Tuesday, April 05, 2016

Lúcifer, o manhoso!

Aqui uma das muitas manhas de Lúcifer, disfarçado de sombra de flor. Quem diria?!

Dona Maria rodou o vaso até ter uma sombra mais cristã e ficou a cabeça de um pica-pau.

A fraternidade existe mas não pode ser esbanjada com gente da pior espécie.


















Lúcifer já tinha
preparado a
cama na terra
a Adão e sua
mulher, depois
foi preparar a
cama aos filhos
de Adão no
inferno, daí que
lhe chamem também
Lúcifer O
Camareiro; e visto
ele próprio ser
criado do fogo fê-lo
de mantos,
igualmente de
fogo.
Conta-se, mas
isto são
confidências de
Lúcifer e portanto
mais que suspeitas,
que um
que ocupava
o último quarto
pediu que
fechassem a porta
pois se fazia
sentir uma aragem
desagradavelmente
refrescante.
Lúcifer gosta muito
deste tipo de
anedotas,
custa saber isto
mas que outra
coisa
se poderia
esperar?,
disse a avó
ao neto.

Filipe, não acredites
nos disparates da
avó,
já te
disse várias
vezes que a
tua mãe é
extraterrestre.

Pai,
Jonas foi
engolido
por um peixe ou por uma
baleia?


«Post» seguinte: «Como dona Maria fez de Lúcifer um pica-pau»


(1. A propósito: «Diabo» e «Lucifer (série de televisão)» - Wikipedia; 2. E porque, por contra-ponto, se fala de «Pica-pau», aqui fica ele (Idem); 3. E, já agora, coisas do diabo neste «blog»; 4. Nota: fotografia (original) a partir de câmera digital de tablet (0.3 megapíxeis))

Saturday, August 22, 2015

Cesteiro que faz um cesto faz um cento

Ouvidos peludos
Orelhas de lince
Sorriso nas ventas
Mamas de velha
Tomates de cão
Cauda em bifurcação
Umbigo de fora
Coisa em pistola
Ombros encolhidos
A dizer não:
Não fui eu que roubei os enchidos
Dessa estou inocente
E cesteiro que faz um cesto faz um cento
Está visto que foi o Vicente

























Venho de dar à volta à Terra
De me divertir
E passei e nem vi o reco ir à faca
Népia de salpicão ou toucinho
Ou papas de sarrabulho
Por favor não me metam nesse barulho!
Estou inocente
Foi o Vicente


(1. Em cima: O Diabo num dos seus passeios, "a cavalo" de lixo espacial, podendo-se ver que é um "tipo" de grande beleza; 2. «Então, perguntou Deus a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu: De rodear a terra e passear por ela» - O «Livro de Jó», Antigo Testamento (1:7); 3. Mais coisas sobre o «Diabo» neste «blog»)

Friday, August 16, 2013

Deus tem a última palavra, o Diabo a penúltima e…

Jacques Vergès teve a antepenúltima.

Jacques Vergès, por ele próprio:

«Defender Saddam não é uma causa perdida. Defender o Presidente dos Estados Unidos (George W. Bush) é que é uma causa perdida.»

«O público é sempre rápido a dar o rótulo de 'monstro'. Mas os monstros não existem, tal como não existe o mal absoluto. Os meus clientes são seres humanos, pessoas com dois olhos, duas mãos, um género, e emoções. É isso que os torna tão sinistros.»

Zig e Zag falam da morte de Jacques Vergès, o advogado do Diabo (cartoon):

















(1. A notícia: «Morreu Jacques Vergès, o “advogado do Diabo”» - Público de hoje; 2. «Jacques Vergès» - Wikipedia; 3. «Coisas do diacho» e de «Deus» neste «blog»)

Saturday, June 01, 2013

Dia Mundial da Criança, Dia-não para o Diabo…

Zig e Zag têm um diálogo surrealista sobre o Dia Mundial da Criança (cartoon):

















(1. As notícias: «Como os miúdos portugueses vêem o mundo» - Público de hoje e «Dia Mundial da Criança» - Idem, Guia do Lazer (com sugestões de locais para passar o dia); 2. Ainda na Wikipedia: «Dia Mundial da Criança»)

Saturday, March 09, 2013

Caprichos do vento... A tentação do Diabo

(Fotos de um Papa. Desta vez com legendas.)















«Post» seguinte: «O segundo discurso»; «post» anterior: «O guardanapo»


(1. Com base na galeria de imagens em «Um Papa ao vento» (AFP e REUTERS - Vaticano REUTERS/TONY GENTILE, foto 10) - Público de 2013/02/27; 2. A propósito: «Papa Bento XVI» - Wikipedia)

Thursday, October 25, 2012

Thursday, September 06, 2012

Vai cá uma brasa!

Zig e Zag falam do calor que se tem feito sentir este mês de Setembro (cartoon):
















Pudera! Vestidos os dois à Inverno… Será que o autor dos bonecos não se enxerga?

Tuesday, June 19, 2012

Via-se logo pelas fuças!

Andava tençoeiro. Via-se logo pelas fuças. Com quem? Não se sabia. Por isso, nessas alturas, pelo sim, pelo não - não fosse o diabo tecê-las! -, toda a gente se afastava dele.


(1. Tençoeiro (desusado): que anda desavindo com alguém; que traz tenção ou mau propósito; 2. Fuças (linguagem popular e de chulo): focinho; ventas; queixos; cara.)

Monday, May 21, 2012

Atribulações do Diabo

A gurizada andava num rodopio tal que, pelo sim pelo não, o Diabo acoitou-se para longe.


(Gurizada (brasileirismo popular): pequenada)

Tuesday, January 03, 2012

«Dia de São Bartolomeu e do Anjo Satanás»

Zig e Zag falam do dia em que São Bartolomeu e Satanás andam de mãos dadas (24 de Agosto) e dos cuidados que há a ter por causa disso (cartoon):

















(1. «Satanás» ("Satanás", "Diabo" e "Lúcifer") - Wikipedia; 2. «São Bartolomeu» - idem e «Dia de São Bartolomeu, quando o Diabo anda solto pela Terra»: «(...) a crença popular, principalmente no Nordeste brasileiro, acredita que no seu dia, exatamente 24 de agosto, o Diabo anda solto pela Terra aprontando e fazendo malvadezes.»; «E um dos fatos históricos mais chocantes da intolerância religiosa foi o assassinato de milhares dos protestantes pelos católicos, em Paris, na França, na noite de 24 para 25 de agosto de 1572. O ato de violência ficou conhecido como o Massacre da Noite de São Bartolomeu.» - Lá está o Diabo, o Satanás, o Mafarrico, faz das dele e depois foge com o rabo à seringa, deixa a assinatura para os outros... - «in» vírgula.uol.com.br; 3. A propósito: «Estes casos passaram-se e foram testemunhados. Tiveram lugar no lado de lá da Terranostra, a muitas léguas do Reino, por ocasião da perda da última feitoria imperial e na manhã duma sexta-feira, dia de São Bartolomeu e do Anjo Satanás» - Do conto «Dinossauro Excelentíssimo» em «O Burro-em-Pé», de José Cardoso Pires; 4. Também é o dia dos mercadores de Florença, segundo a Wikipedia)

Monday, April 06, 2009

Para que serviam as lupas?

Mais que para ampliar, para transformar moscas em churrasco. Barbaridades infantis e motivo por que ainda hoje o Diabo não quer nada com as crianças.

Friday, March 20, 2009

A morte do Jorge e ele há coisas do diabo!

Do lado de lá do telemóvel a mulher do Jorge tamarelava as palavras, dizia que era a Cristina que falava…, que tinha morrido o avô do seu homem

(barulho das batatas a saltar para o óleo na sertã… e um cliente a dizer «quanto é, menina?»)

Do lado de cá o espanto, o "tinha morrido o avô do seu homem" transmudara-se para um "tinha morrido o seu homem".

(O que faz os soluços! Ou seria o sinal do satélite que estava fraco?)

- O teu homem!? Qual deles?

(a mulher do Jorge era casada em segundas núpcias e explicou: «O Jorge»)

Um grito no café:
- Ó mãe, o Jorge morreu!

- Quem, o nosso compadre!?

Foi de infecção súbita levado para o Santos Silva (hospital) e finou-se. E pouco mais se soube muito por causa dos soluços e abreviações e do maldito satélite que andava maleiro de sinal.

Daí a nada, o Jorge, um rapaz dos seus 47 anos, com muito ainda para dar, estava morto e bem morto, e pronto. Vá-se lá saber como!

("Não há remédio, calha a todos", diz o saber popular. O erudito também.)

E logo sucederam as conversas de circunstância, mais ou menos assim:

- Vai levar um funeral como poucos, ai vai! (elogio)

- E a casa dela, já estava paga?

- Sei lá!

- Não faz oito dias dei-lhe aquelas prateleiras, ali do armário, para os pássaros…

(O Jorge era amante de passarada engaiolada, entre outras coisas como o Fê-quê-pê - um clube de futebol da cidade, para quem não saiba.)

O ambiente enlutava-se, em crescendo. Só faltava mesmo trocar de roupa, desligar a televisão do café, baixar os estores e pensar na compra da coroa – e quanto maior melhor.

No meio deste pequeno vendaval (ou terramoto, tanto dá!) alguém se lembrou de fazer um simples telefonema para saber da capela, hora de saída do funeral, enfim, todos esses pormenores inevitáveis que a morte traz no imediato.

Qual espanto o Jorge afinal estava vivo, vivíssimo da silva. E deu-se o milagre: às lágrimas sucederam os risos, risos de alegria!

Antes o avô do Jorge que o Jorge» - isto foi dito seguramente umas três vezes, em razão daquele provérbio que diz "o diabo quer-se mudo, quedo e surdo" e também daquele outro do "não vá o diabo tecê-las".)

Alguns clientes do café sorriram – e ficaram-se por aqui "porque com estas coisas não se brinca". Alguns, mais velhos, incomodados com esta injusta dialéctica de às vezes os mais novos se finarem primeiro que os mais velhos, já tinham ido embora convencidíssimos da morte do Jorge, uma chatice!

Por fim lá apareceu o morto-vivo, motivo mais de festejos que de pêsames.

Um cliente vindo da rua, que todo era ouvidos, de cerveja vazia na mão com ares de quem morre por mais uma, ao vê-lo, cumprimentou-o assim:

- Nunca vi um morto levantar-se tão rápido do caixote! Mais uma mini...

Monday, March 02, 2009

Um diabo-marinho chamado Peixe-psicadélico

Alegrem-se diabos-terrestres, da Tasmânia e outros lugares! Vêm aí os diabos-marinhos (peixes tipo barraca de praia) para vos fazer frente, um tal de Peixe-psicadélico de nome científico Histiophryne psychedelica.

Já há quem lhe chame, para simplificar a coisa, o Peixe-discoteca!


Legenda: exemplar descoberto ao largo da ilha de Ambon, Indonésia (agora em aquário).


(1. «"PSYCHEDELIC" FISH PICTURE: New Species Bounces on Reef» (a imagem e o vídeo) «in» National Geographic de 2009/02/25; 2. Notícias que interessam ao diabo, neste «blog»; 3. A propósito: «Indonésia» - Wikipedia))