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Wednesday, April 29, 2020
Monday, April 27, 2020
Sunday, March 29, 2020
Friday, March 27, 2020
Coronavírus - Foi assim no início mas já poucos se lembram
Foi assim no início, antes de ser decretado o estado de emergência, mas já poucos se lembram.
O trapichense motoqueiro Aníbal entrou no café aos esses, pediu e foi servido e nem dois minutos passados espirrou em cima do balcão com força de elefante. Fugiu toda a gente. A desinfecção foi imediata e o motoqueiro corrido do estabelecimento com impropérios de porcalhão para cima.
E enquanto ia e não ia lá foi dizendo que a doença se combatia com máscaras, látex e galochas, que álcool era grupe, menos de 70 ou 80 graus não eram suficientes e que as máscaras da Rússia que antes eram a 40 cêntimos estavam agora a 3 euros e tal, uma exploração. Estava bêbedo que nem um cacho.
Na rua continuou com a lengalenga. Vocês acham que as máscaras ganham à doença?, e respondia, ganham se não tivermos croquetes na mão (e de facto tinha um), é o que vos digo. O Pitéu e o Gaibéu que até nem eram de provocar riam à descarada.
Foi uma sorte, ninguém adoeceu, de modo que é quase certo dizer que de vizinho ruim nem o vírus quis saber!
(1. «Coronavírus» neste «blog»; 2. Nota: "De vizinho ruim nem o diabo quis saber": provérbio português.)
O trapichense motoqueiro Aníbal entrou no café aos esses, pediu e foi servido e nem dois minutos passados espirrou em cima do balcão com força de elefante. Fugiu toda a gente. A desinfecção foi imediata e o motoqueiro corrido do estabelecimento com impropérios de porcalhão para cima.
E enquanto ia e não ia lá foi dizendo que a doença se combatia com máscaras, látex e galochas, que álcool era grupe, menos de 70 ou 80 graus não eram suficientes e que as máscaras da Rússia que antes eram a 40 cêntimos estavam agora a 3 euros e tal, uma exploração. Estava bêbedo que nem um cacho.
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| Representação possível de um coronavírus |
Na rua continuou com a lengalenga. Vocês acham que as máscaras ganham à doença?, e respondia, ganham se não tivermos croquetes na mão (e de facto tinha um), é o que vos digo. O Pitéu e o Gaibéu que até nem eram de provocar riam à descarada.
Foi uma sorte, ninguém adoeceu, de modo que é quase certo dizer que de vizinho ruim nem o vírus quis saber!
(1. «Coronavírus» neste «blog»; 2. Nota: "De vizinho ruim nem o diabo quis saber": provérbio português.)
Thursday, March 26, 2020
Coronavírus - Um lenço do Far West
Zig fala do lenço que o desenhador fez para o Zag a propósito do Coronavírus (cartoon):
(«Coronavírus» neste «blog»)
(«Coronavírus» neste «blog»)
Wednesday, March 25, 2020
Coronavírus - Passagem "a salto" da fronteira
Nos finais dos anos 40 do século passado, André, um preso político, fugido da prisão, conhece o contrabandista Lambaça que o passa, "a salto", na fronteira. São "cinco dias e cinco noites" em que dois homens com princípios e motivações completamente diferentes acabam por conquistar o respeito um do outro.
Ano 2020. Fecharam as fronteiras. Desta vez o espírito salta-pocinhas típico português, perante um desgraçado coronavírus, fá-lo voltar às velhas estratégias do passar "a salto" a fronteira. E aí não faltam rios e riachos com água pelos pés, caminhos e estradas velhas de meter dó, cancelas e tabiques de morrer a rir e calhaus e sombras onde dá vontade de merendar, de modo que passar a fronteira é uma brincadeira de criança.
Antes havia uma guarda-fiscal do lado de cá que não hesitava em disparar no couro do André e do Lambaça e uns "carabineros" do lado de lá, que eram complacentes. Mas hoje guardas de um lado e do outro perderam o traquejo, já não têm memória, e nem sabem disparar. De modo que o único conselho possível que podemos dar aos senhores salta-pocinhas que passem a fronteira à sorrelfa é o de lavarem bem as mãos à entrada, esfregarem-nas bem na relva ou num tronco de árvore que esteja à mão e manterem o distanciamento social. Até porque passar ao magote dá muito nas vistas!
(1. «De quarentena ou isolamento: e agora?» - SIC Notícias de 2020/03/16; 2. O filme e o livro: «"Cinco Dias, Cinco Noites" (excerto)» e na Infopédia; 3. «Coronavírus» neste «blog».)
Ano 2020. Fecharam as fronteiras. Desta vez o espírito salta-pocinhas típico português, perante um desgraçado coronavírus, fá-lo voltar às velhas estratégias do passar "a salto" a fronteira. E aí não faltam rios e riachos com água pelos pés, caminhos e estradas velhas de meter dó, cancelas e tabiques de morrer a rir e calhaus e sombras onde dá vontade de merendar, de modo que passar a fronteira é uma brincadeira de criança.
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| Imagem do Jornal da Tarde de 2020/03/25, na SIC, a que se acrescentou "14 Dias, 14 Noites". |
Antes havia uma guarda-fiscal do lado de cá que não hesitava em disparar no couro do André e do Lambaça e uns "carabineros" do lado de lá, que eram complacentes. Mas hoje guardas de um lado e do outro perderam o traquejo, já não têm memória, e nem sabem disparar. De modo que o único conselho possível que podemos dar aos senhores salta-pocinhas que passem a fronteira à sorrelfa é o de lavarem bem as mãos à entrada, esfregarem-nas bem na relva ou num tronco de árvore que esteja à mão e manterem o distanciamento social. Até porque passar ao magote dá muito nas vistas!
(1. «De quarentena ou isolamento: e agora?» - SIC Notícias de 2020/03/16; 2. O filme e o livro: «"Cinco Dias, Cinco Noites" (excerto)» e na Infopédia; 3. «Coronavírus» neste «blog».)
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