Sunday, April 12, 2020

10 estratégias de combate ao Coronavírus e uma para descontrair

1. Bater à porta com o pé. Adquirindo, assim, novas habilidades.

2. Fechar as portas agarrando-as pelo sítio mais alto. Não dá para tarrecos.

3. Ligar os interruptores da luz com os cotovelos à boa maneira de um Bruce Lee.

4. Fugir de tipos mascarados. Provavelmente estão doentes e também não usam a máscara certa.

5. Cumprimentar as pessoas com emojis mantendo o distanciamento social.

6. Evitar os passeios estreitos onde há gente. Caminhar pelo meio da rua. Os carros, poucos, que se afastem.

7. Lavar frequentemente as mãos com sabão, o tempo suficiente de cantar o Coro dos Escravos Hebreus na ópera Nabbuco, de Verdi.



8. Para os destros, utilizar a mão esquerda. Para os outros o inverso. Imaginar que somos uma espécie nova sem boca, nariz e olhos. 

9. Dar uma boa bordoada nos tipos que escarram no chão pois os que fazem isto fazem muito pior. Utilizar pau de longa distância para a bordoada. 

10. Olhar com ar recriminatório à passagem dos nossos inimigos. Esta é uma boa forma de os condenar ao ostracismo.


(1. Para descontrair: «Va, pensiero» (Coro dos Escravos Hebreus) na ópera «Nabucco» (1842), de Giuseppe Verdi, que "relembra a história dos exilados judeus na Babilónia, após a perda do Primeiro Templo em Jerusalém". "A ação da ópera conta a história do rei Nabucodonosor da Babilónia" e suscitou, na época, o sentimento nacionalista italiano - Wikipedia; 2. «Coronavírus» neste «blog».)

Saturday, April 11, 2020

Coronavírus - A regra do distanciamento social de Harpagão

Estamos no ano da graça de 1668 e dá para rir. Harpagão é um velho agiota, agiota até dizer chega. Dizem até que processou o gato do vizinho por ter comido o resto de um pernil de carneiro. Imaginem se fosse borrego da Páscoa!

A história é-nos contada por Molière: na cena da igreja, o nosso Harpagão (Louis de Funès) furta-se a dar a esmola tal como diabo a fugir da cruz.

A peste negra já levava uns três séculos e pico e da Covid-19 ninguém sonhava. Mas se fosse hoje todos diriam que Harpagão simplesmente cumpriu - e bem - a regra do distanciamento social. Ora vejam:




(1. «O avarento e Acerca do autor» (Molière) - Google Books; 2.  Para os mais curiosos: «Louis de Funès» - Wikipedia; 3. A propósito: «Peste negra» (1343 a 1353) - Wikipedia; 4. «Coronavírus» neste «blog».)

Friday, April 10, 2020

Coronavírus em época de Páscoa

Chegou a Páscoa e com ela o Ben-Hur (1959), O Rei dos Reis (1927) - um clássico do cinema mudo -, O Monte Sagrado (1953), O Evangelho Segundo São Mateus (1964), e, dos mais recentes, A Última Tentação de Cristo (1988) e A Paixão de Cristo (2004). A escolha é variada.

Mas há o resto. De modo que não nos podemos esquecer do folar, das amêndoas, do pão-de-ló e do borrego. A missa segue pela Internet e a confissão já há muito devia ter sido feita. Quanto ao compasso - que este ano não vai ser possível - ponham verdes no soalho da casa e toquem sininhos na casa de banho onde dá bom som. Pode ser que um senhor padre chegue, um padre lá de casa, disfarçado, com o Menino nas mãos. Nós sabemos que o senhor padre, o verdadeiro, anda todo acagaçado e, verdade seja dita, tem razão. Para os mais novos, gente rebelde, sugerimos pizzas ao som de "Prey" dos "Parkway Drive". Querem melhor?




















E as minorias? Todos aqueles que não celebram a Páscoa? Dos agnósticos e ateus sabemos que não se importam de pôr os pés de baixo da mesa só para saborear o borrego. São os que dizem: "Que se lixe a religião, também não sou dos mais convictos, vou fazer de conta, o que interessa é a comidinha!" Pois é! Mas há outros, e doutras religiões, que não participam e ficam a ver navios. Ora se não participam no repasto, na comunhão, por que não a gente dar-lhes o prazer de uns filmes ligeiramente diferentes? Títulos como estes: 

Maomé, O Último Profeta (não sabemos se existe); 
Os Versículos Satânicos (existe pelo menos o livro); 
Je vous salue, Marie (existe o filme, sim senhor.) 

Acham que é boa ideia?


(1. «Páscoa, ou a paixão de Cristo em dez filmes»;

2. Dicionário: a)  «Páscoa»: ressureição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário; b) Folar: o pão da Páscoa; c) Compasso: visita casa a casa de uma paróquia para os que queiram receber o Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa;

3. «Parkway Drive - "Prey"» - YouTube;

4. A propósito: a) «Maomé» - Wikipedia (líder religioso, político e militar árabe; segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão); b) «Os Versículos Satânicos» - Infopedia (romance de Salman Rushdie, de 1988); c) «Je vous salue, Marie» - Wikipedia (filme de 1985, dirigido por Jean-Luc Godard);

5. «Coronavírus» neste «blog».)

Wednesday, April 08, 2020

Coronavírus - Um dia alguns dirão que as ruas do Porto ficaram verdes




















Ao fundo, o café Âncora D'Ouro, mais conhecido por Piolho. À esquerda, o edifício da Reitoria da Universidade do Porto. Locais da movida do Porto e onde estudantes praxam e confraternizam. 

As pedras sujas e gastas de que fala Rui Veloso ficaram livres dos pés humanos e, em pouco tempo, a erva medra entre elas dando uma tonalidade esverdeada às ruas. 

Um dia alguns dirão que as ruas do Porto ficaram verdes.




(1. «Café Âncora d'Ouro» - Wikipedia; 2. «Reitoria da Universidade do Porto» - Idem; 3. «Porto sentido (Rui Veloso)»; 4. «Coronavírus» neste «blog»; 5. Nota: fotografia do autor.)

Monday, April 06, 2020

Coronavírus - Uma questão de fezes

Zig e Zag falam do gato do Zag e da contaminação pela Covid-19 (cartoon):






















(«Coronavírus» neste «blog»)

Coronavírus - Isolamento gatil

Zig e Zag falam da transmissão da Covid-19 aos gatos e cães (cartoon):


Imagem do jornal da tarde de 2020/04/06, na SIC.


(1. A notícia: «Tigre de um zoo de Nova Iorque testa positivo ao novo coronavírus» - TSF de 2020/04/06; 2. «Coronavírus» neste «blog»)

Hoa-zim

Hoa-zim, também conhecida por Cigana ou Ave Fedorenta, é um dinossauro actual que se alimenta de folhas.

Ciganas no rio Napo, Amazónia - National Geographic





















Qualquer pessoa acharia que Hoa-zim daria um bom churrasco mas o problema é o seu cheiro pestilento a estrume de vaca. De modo que dizemos a Hoa-zim: Voa-sim!


(1. «Cigana» - WikiAves»; 2. «5 Animais com Defesas Malcheirosas» (Cigana) - National Geographic)

Uma questão de memória

Nome: Léon Fremont. Dos restos encontrados foi possível identificar parte da mauser e uma bota francesa ainda com os ossos e a meia dentro. O crânio apresentava a marca típica da metralha e não restavam dúvidas que essa fora a causa da morte. 


Posso ficar com os restos?, pode mas tem que assinar estes papéis, e é só assinar?, sim, é só assinar, admira-me o seu interesse por estas coisas, é o interesse histórico, sabe?, o meu bisavô esteve um século de baixo dos escombros e quero tirá-lo do anonimato e depois fazer-lhe uma festa, então você é Fremont, sim, sou, e acha que a partir do crânio conseguem reproduzir-lhe o rosto em 3D?, sim, se me disser a cor dos olhos, eram azuis acho eu, e quanto aos fragmentos aqui à volta também os vai querer?, se não forem significativos acho que podem ficar onde estão, estes aqui talvez tenham algum interesse, são do casco de um navio francês, sinceramente não sei como vieram cá parar, mas se são significativos levo-os, bocados de um navio dão outro valor à história do meu bisavô. 

(segundo o Livro de Estilo de Camilo José Cela «in» Madeira de Buxo (Madera de Boj, 1999). Baseado num documentário do canal História sobre a Grande Guerra (1.ª Guerra Mundial), de 2020/04/04.)


(1. A propósito: «Primeira Guerra Mundial» e «Mauser» (fabricante alemã de armas); 2. E, já agora, «Camilo José Cela»)

Coronavírus - Ainda não é possível ouvir o senhor deputado Telmo Correia

Isto É GOZAR com quem TRABALHA, programa de Ricardo Araújo Pereira de 2020/04/05, na SIC.






















(1. E perguntam vocês: quem é esse tal «Telmo Correia»? A resposta na Wikipedia e o partido a que pertence: «CDS – Partido Popular»2. «Coronavírus» neste «blog»; 3. Nos primórdios da televisão pública a preto-e-branco, em Portugal, era recorrente o "Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos.")

Coronavírus e um Estado tipo Bruce Lee

Isto É GOZAR com quem TRABALHA, programa de Ricardo Araújo Pereira de 2020/04/05, na SIC.






















(1. E perguntam vocês: quem é esse tal «João Cotrim de Figueiredo»? A resposta na Wikipedia e o partido de que é representante: «Iniciativa Liberal»; 2. A propósito: «Bruce Lee» - Idem; 3. «Coronavírus» neste «blog»)

Coronavírus - A Biblioteca de Marques Mendes - III

Desenganem-se os que pensam que a biblioteca de Marques Mendes não é mexida.

Análise de Marques Mendes no jornal da noite de 2020/04/05, na SIC.





















Nós estamos atentos e verificamos que há um livro amarelo que de tempos a tempos anda de cabeça para baixo (22 de Março). Ora isso é um bom sinal! 


«Post» seguinte: «Coronavírus - A Biblioteca de Marques Mendes - IV»«Post» anterior: «Coronavírus - A Biblioteca de Marques Mendes - II»


(«Coronavírus» neste «blog»)

As cobras estão a ficar cada vez mais inteligentes!

Bem pensou o camaleão da história anterior fugir de campo aberto e caçar na rota do escaravelho. O problema é que de um lado ao outro há um espaço a percorrer e, desta vez, o caçador passou a caçado. 

Normalmente a cobra deixa que o veneno faça o seu efeito para depois engolir a vítima.

Porém, contra todas as expectativas, desta vez a cobra decidiu, antes de deglutir o camaleão, transportá-lo - e era a refeição do dia - para lugar seguro. Donde se prova que as cobras estão a ficar cada vez mais inteligentes e que Darwin tinha razão quanto à sua teoria da evolução das espécies! 


«Post» anterior (ainda o camaleão era vivo): «E era uma vez um escaravelho!» 


(1. A propósito: «Cobra», «Camaleão» e «Escaravelho» - Wikipedia; 2. E porque se fala de «Charles Darwin» e da sua teoria «A Origem das Espécies» - Wikipedia; 3. Nota: imagem retirada de um documentário do NAT GEO WILD (versão espanhola))

E era uma vez um escaravelho!

Em campo aberto as pernas de um escaravelho são demasiado rápidas para a corrida de um camaleão. Ora se a montanha não vai a Maomé vai Maomé à montanha. É o que faz o nosso escaravelho: 


é só encontrar a rota do pretinho, esperar que passe e fisgá-lo. E era uma vez um escaravelho! 


«Post» seguinte sobre a má sorte do nosso escaravelho: «As cobras estão a ficar cada vez mais inteligentes!»


(1. A propósito: «Camaleão» e «Escaravelho» - Wikipedia; 2. O significado de «Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha» «in» Ciberdúvidas da Língua Portuguesa; 3. Nota: imagem retirada de um documentário do NAT GEO WILD (versão espanhola))