Zig e Zag falam do novo ano 2015 (cartoon):
(Dicionário: a) Indução: Generalização a que se chega após a observação de casos particulares que se repetem: O “nosso galo” todas as manhãs acordava e cantava; da observação repetida dia-a-dia imaginou-se a morrer de velhice, sem nunca ir à faca. Nada mais errado!; b) Têmpera (aqui em sentido figurado): modo, estilo, gosto; Têmpera (entre outros sentidos): o banho em que se tempera o aço ou os metais.)
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Friday, January 02, 2015
Thursday, June 13, 2013
É preciso ter galo!
Zig e Zag falam do pénis do galo (cartoon):
(1. «Como os galos perderam o pénis» - Público de 2013/06/08; 2. Dicionário - «É preciso ter galo!»: expressão usada para significar “azar”)
(1. «Como os galos perderam o pénis» - Público de 2013/06/08; 2. Dicionário - «É preciso ter galo!»: expressão usada para significar “azar”)
Tuesday, April 09, 2013
Monday, December 31, 2012
Refrão com pintos
Penedo, Macedo de Cavaleiros
José Rodrigues, 75 anos, vendedor de pintos (anunciando): É o pito da Tia Maria, não dá nem fia!
Elas (espavoridas): Cá-ca-rá-cá! Vamos à faca!
O vendedor (incansável): Ó mulher! Vamos lá ao pito… Então vá, vou vender uma franguinha à senhora. É novinha, novinha em folha.
Cá-ca-rá-cá! Olha quem vai ser rifada! A Maria João!
E ele a dar-lhe: Isto é barato, 7 euros...
Os pintos, cor de gema, desafiantes: Piu, piu! Piu, piu! Não vamos à faca nem de maca. Nós é p'ra criação, é só ver p’ra mudar de mão!
Uma senhora achega-se: então não tens careco?
Có-có-ró-có! Estou feito e desfeito!
O homem: Este é um careco, do que ela gosta.
Ela: É para fazer arroz e assar, o que calhar...
O que calhar?
É o pito da tia Maria, tem garantia…
Sou minhota! - Diz uma. E a outra ao lado:
Minhota de Lisboa? Homessa!
Os carecos: Metemo-nos numa alhada!
Có-có-ró-có!
A minhota e a lisboeta a fadistar: Ó minha mãe, minha amada!
O refrão do pito da Maria não dá descanso
E um careco já vai preso pelas asas, pescoço dobrado, bico para baixo… É cabidela na certa: Ora dez euros… Por você ser boa rapariga só paga nove.
(O pito da Maria alegra toda a gente, basta só o nome.)
Tenho que vender um galo hoje.
Rebuliço nos galinheiros (Có-có! Ró-có-có!): Acorram que vai o albatroz! E agora o que vai ser de nós?
Uma das futuras viúvas: Bicho mais macho não há! Só à conta dele tem dez!
Um careco: Cum caneco!
E o refrão que enquanto vende não tem fim:
É o pito da Tia Maria, não dá nem fia e tem garantia!
(1. «"Pito da Maria" percorre aldeias do norte para vender aves» - SIC Notícias, 2012/12/16; 2. Dicionário: a) Có-có-ró-có!: voz imitativa do canto do galo; b) Cocó (linguagem infantil e de chulo): excremento; c) Rococó: designativo de ornamentação em voga no séc. XVIII, sobretudo no tempo de Luís XV, caracterizada pelo abuso de curvas caprichosas, conchas, troféus, nós, palmas, etc.; d) Homessa! (interjeição): Ora essa! Essa agora!; e) Fadistar: aparentar, ter modos de fadista.)
José Rodrigues, 75 anos, vendedor de pintos (anunciando): É o pito da Tia Maria, não dá nem fia!
Elas (espavoridas): Cá-ca-rá-cá! Vamos à faca!
O vendedor (incansável): Ó mulher! Vamos lá ao pito… Então vá, vou vender uma franguinha à senhora. É novinha, novinha em folha.
Cá-ca-rá-cá! Olha quem vai ser rifada! A Maria João!
E ele a dar-lhe: Isto é barato, 7 euros...
Os pintos, cor de gema, desafiantes: Piu, piu! Piu, piu! Não vamos à faca nem de maca. Nós é p'ra criação, é só ver p’ra mudar de mão!
Uma senhora achega-se: então não tens careco?
Có-có-ró-có! Estou feito e desfeito!
O homem: Este é um careco, do que ela gosta.
Ela: É para fazer arroz e assar, o que calhar...
O que calhar?
É o pito da tia Maria, tem garantia…
Sou minhota! - Diz uma. E a outra ao lado:
Minhota de Lisboa? Homessa!
Os carecos: Metemo-nos numa alhada!
Có-có-ró-có!
A minhota e a lisboeta a fadistar: Ó minha mãe, minha amada!
O refrão do pito da Maria não dá descanso
E um careco já vai preso pelas asas, pescoço dobrado, bico para baixo… É cabidela na certa: Ora dez euros… Por você ser boa rapariga só paga nove.
(O pito da Maria alegra toda a gente, basta só o nome.)
Tenho que vender um galo hoje.
Rebuliço nos galinheiros (Có-có! Ró-có-có!): Acorram que vai o albatroz! E agora o que vai ser de nós?
Uma das futuras viúvas: Bicho mais macho não há! Só à conta dele tem dez!
Um careco: Cum caneco!
E o refrão que enquanto vende não tem fim:
É o pito da Tia Maria, não dá nem fia e tem garantia!
(1. «"Pito da Maria" percorre aldeias do norte para vender aves» - SIC Notícias, 2012/12/16; 2. Dicionário: a) Có-có-ró-có!: voz imitativa do canto do galo; b) Cocó (linguagem infantil e de chulo): excremento; c) Rococó: designativo de ornamentação em voga no séc. XVIII, sobretudo no tempo de Luís XV, caracterizada pelo abuso de curvas caprichosas, conchas, troféus, nós, palmas, etc.; d) Homessa! (interjeição): Ora essa! Essa agora!; e) Fadistar: aparentar, ter modos de fadista.)
Thursday, May 03, 2012
Doctor in honoris causa...
A medalha do "pimpão" ao detalhe:
Hum... Estranho! Não diz o galinheiro...
(1. E perguntam vocês, curiosos que são da vida, o que é isso de «Honoris causa» - a resposta na Wikipedia; 2. Composição a partir de imagens existentes na Web)
Tuesday, February 28, 2012
O Pica-no-Chão
Depois de um belo dia de praia - abrasador, diga-se de passagem - Pica-no-Chão descuidou-se. Acontece a muito boa gente que não tem cuidado com o Sol (e também acontece com galo): queimou, torrou, e o "perdigão" perdeu parte das penas. Ao verem-no assim,
bocas gulosas já o sonhavam no espeto, a dar uns retoques, a aloirar mais um pouco, a apimentar. Mas Pica-no-Chão, pernas para que te quero! Se pensavam que iam fazer dele barbaridade no prato estavam muito enganados! Foi-se a bom correr. O que até faz bem à saúde.
Galo que é galo não acaba no prato, procria, morre de velho. E também não serve para ponto-de-cruz. Isso é coisa de maricas, de frango de aviário!
(1. A propósito: «Galo» - Wikipedia; 2. E o poema:
«Perdigão perdeu a pena
Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.
Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.
Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.»
«Luís de Camões» (c. 1524-1580) - Wikipedia; 3. Composição, em cima, a partir de imagens disponíveis na Web)
bocas gulosas já o sonhavam no espeto, a dar uns retoques, a aloirar mais um pouco, a apimentar. Mas Pica-no-Chão, pernas para que te quero! Se pensavam que iam fazer dele barbaridade no prato estavam muito enganados! Foi-se a bom correr. O que até faz bem à saúde.
Galo que é galo não acaba no prato, procria, morre de velho. E também não serve para ponto-de-cruz. Isso é coisa de maricas, de frango de aviário!
(1. A propósito: «Galo» - Wikipedia; 2. E o poema:
«Perdigão perdeu a pena
Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.
Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.
Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.»
«Luís de Camões» (c. 1524-1580) - Wikipedia; 3. Composição, em cima, a partir de imagens disponíveis na Web)
Monday, September 05, 2011
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