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Thursday, May 21, 2026

Campanha de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA em 1975

Em Março e Abril de 1975 uma Brigada militar das Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do Movimento das Forças Armadas visita uma aldeia recôndita de São Pedro do Sul com o objectivo de efectuar o levantamento das condições de vida dos seus habitantes.

Falta de estradas de acesso e, por causa disso, “as pessoas tinham de ser transportadas numa padiola cerro acima para poder receber assistência e o médico nem vinha”; “a comida que faltava, tudo o que faltava”; “a guarda-fiscal só aparecia para fazer asneira, chegava, e se apanhasse um carro de bois no meio da rua perguntava logo pela licença sabendo que não havia posses para a pagar”; terra sem luz, sem televisão, onde “o analfabetismo imperava e o nível de conhecimentos rondava o zero.”

Era assim em muitas aldeias do país.

Além das campanhas do MFA há a realçar o contributo dos estudantes com o Serviço Cívico Estudantil.



(1. A propósito: a) «Covas do Rio, retrato de uma aldeia» (“Em Março de 1975 a RTP acompanhou elementos das forças armadas num campanha de dinamização cultural a Covas do Rio (São Pedro do Sul). O objetivo era mostrar ao país como viviam as pessoas de uma aldeia portuguesa que nem estrada de acesso tinha.” // “Em 1975 o Movimento das Forças Armadas (MFA) colocou no terreno brigadas de Dinamização Cultural e Ação Cívica que percorreram o país – especialmente as zonas mais desfavorecidas (...)”) – RTP Ensina de 1975-04-01;

e b) «Covas do Rio, uma estrada a caminho» (2.ª visita: “Em abril de 1975 uma equipa do MFA e da RTP visitou pela segunda vez Covas do Rio. O objetivo foi mostrar uma reportagem realizada dias antes e, ao mesmo tempo, conhecer as reações ao anúncio da construção de uma muito esperada estrada para a aldeia.”) – RTP Ensina de 1975-04-13;

2. Outras campanhas do MFA: a) «Ação Cívica do MFA em Viseu» (“Campanha de dinamização cultural e acção cívica promovida pelo Movimento das Forças Armadas, com destaque para atuação da banda da Armada, pinturas no edifício da Caixa Geral de Depósitos e atuação de palhaços das ruas de Viseu.”) – RTP Arquivos de 1975/04/07;

b) «Dinamização Cultural e Ação Cívica do MFA» (“Programa sobre a visita do grupo de teatro amador de Loures às freguesias de Salsas e de Aveleda, no distrito de Bragança, no âmbito da campanha "Maio-Nordeste" integrada nas Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do Movimento das Forças Armadas (MFA).”) – RTP Arquivos de 1975/06/30;

c) «ALGUMAS CAMPANHAS REALIZADAS» (“De acordo com a antropóloga Sónia Vespeira de Almeida, as Campanhas de Dinamização Cultural conheceram duas fases distintas: de 25 de outubro de 1974 a 14 de julho de 1975 e de 15 de julho a 26 de novembro de 1975. // No primeiro período, as Campanhas basearam-se no «Programa de Dinamização Cultural», tendo por base o Programa do MFA. // No segundo período, o documento orientador passou a ser o texto «Ação Cívica: Passar das Palavras aos Atos» (...) // Na primeira fase, a atuação foi de caráter itinerante e ter-se-á verificado uma maior ênfase no processo de descentralização cultural. No segundo momento, a atuação revestiu-se de um carácter mais permanente e a politização das populações tornou-se prioritária (ao que não será alheio os acontecimentos do 11 de Março) // Nesta segunda fase, é possível identificar ainda um período em que a estrutura organizativa das Campanhas se complexifica, numa tentativa de dar respostas efetivas às carências das populações e de se constituir enquanto elemento de ligação entre o povo e burocracia estatal. (...)) – «in» 50Anos25Abril;

e d) «Dinamização cultural pelo MFA» «in» “Movimento das Forças Armadas” – Wikipedia;

3. a) Serviço Cívico Estudantil (SCE) e alfabetização: «Campanhas de alfabetização no Verão Quente de 1975» (“No início da década de 1970, já Marcelo Caetano substituíra Salazar no governo da ditadura, Portugal era um país muito marcado pela ruralidade e 25,7% da população portuguesa não sabia ler nem escrever. Entre as mulheres, a percentagem era ainda maior: 31% (…), muito poucos portugueses frequentavam o ensino secundário (2,8%) e ainda menos acediam ao ensino superior (1,6%).” // “Ainda assim, havia, no outono de 1974, 28 mil candidatos ao ingresso no ensino superior, um contingente de jovens com um vazio de um ano pela frente. Neste contexto de espera, surgiu o Serviço Cívico Estudantil, um conjunto de ações junto de populações ou instituições consideradas problemáticas ou carenciadas, que cobriam principalmente as áreas da alfabetização, saúde, segurança social, ações culturais, desporto, apoio às atividades escolares e realização de inquéritos. Foi desempenhado por estudantes candidatos à Universidade, recrutados para desempenhar a missão num ano "letivo" criado para o efeito, entre o fim do Ensino secundário e o princípio do Ensino superior.”) – Bertrand Livreiros, Marta Martins Silva em 2025-07-25;

e b) «Os estudantes e a Revolução: 1974-1975 – Campanha de alfabetização e educação sanitária» (CARTAZES (ABEL MANTA), PANFLETOS, FOTOGRAFIAS) – «in» 50 Anos 25 Abril;


5. Nota: Composição com Nano Banana (Gemini).)

Sunday, May 17, 2026

Revolução de Abril. 18-4-1975: Ocupação de uma Escola Católica Privada.

O padre Felinus era o Director do Colégio Santa Bárbara Quando Troveja, um colégio católico, privado e elitista. Dizia-se dele, à surdina, que era informador da PIDE/DGS e membro do Opus Dei (5).

Por estes dias, Abril de 1975 (um ano depois da revolução de Abril), andava o padre Felinus a ensinar aos conspiradores reaccionários manhas e artimanhas sobre como descapitalizar empresas e transferir fortunas para o estrangeiro quando o colégio é ocupado com o apoio dos estudantes e pais da escola pública e do próprio colégio (crianças da Primária incluídas). A partir daí foi aberto a todos, “ricos e pobres, latifundiários e trabalhadores”, com o objectivo de “dar tudo a todos, acabar com ricos e pobres.” (1, 2 e 3)

Felinus é conduzido por militares para sua protecção, saneado sob a acusação de ligação ao regime anterior e mais tarde colocado pelo Episcopado à frente de uma Caixa de Crédito Agrícola (6), área em que pela sua experiência de muitos anos estava mais que doutorado.



1. A propósito do cartoon:

a) Ocupação da escola católica privada de Alcácer do Sal (18 de abril de 1975?):

«A vida deve ser festa, não sacrifício» (“É quase impossível deixar em palavras o que, há 52 anos, o tempo histórico fez. (…)” // “A professora Filomena Oliveira recorda a ocupação da escola católica privada de Alcácer do Sal, com o apoio dos estudantes e pais da escola pública e da própria escola, que foi aberta a todo o povo de Alcácer. O currículo devia ser integral e igual para todos, ricos e pobres, latifundiários e trabalhadores: dar tudo a todos, acabar com ricos e pobres. Ainda hoje esse edifício da antiga escola católica privada alberga a Escola Secundária de Alcácer do Sal, que o atual ministro quer destruir com o currículo flexível, o fim da carreira docente pública e a IA a substituir professores.” // “Ainda hoje o Centro de Saúde do Seixal resulta da ocupação de um prédio por médicos e utentes para construir uma unidade de saúde.”) – editorial do Jornal Maio, Raquel Varela, de 2026/04/22;

b) O ensino antes do 25 de Abril de 1974:

«Nados e Criados Desiguais» (“Programa apresentado por Eládio Clímaco, sobre a discrepância entre o ensino escolar acessível a crianças provenientes de espaços rurais e de espaços urbanos (...)”) – RTP Arquivos de 1974-11-27;                                                                                                                                  
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2. Serviço Cívico Estudantil (SCE) e alfabetização:


(“No início da década de 1970, já Marcelo Caetano substituíra Salazar no governo da ditadura, (…) Portugal era um país muito marcado pela ruralidade e 25,7% da população portuguesa não sabia ler nem escrever. Entre as mulheres, a percentagem era ainda maior: 31% (…), muito poucos portugueses frequentavam o ensino secundário (2,8%) e ainda menos acediam ao ensino superior (1,6%).” // “Ainda assim, havia, no outono de 1974, 28 mil candidatos ao ingresso no ensino superior, um contingente de jovens com um vazio de um ano pela frente. Neste contexto de espera, surgiu o Serviço Cívico Estudantil, um conjunto de ações junto de populações ou instituições consideradas problemáticas ou carenciadas, que cobriam principalmente as áreas da alfabetização, saúde, segurança social, ações culturais, desporto, apoio às atividades escolares e realização de inquéritos. Foi desempenhado por estudantes candidatos à Universidade, recrutados para desempenhar a missão num ano "letivo" criado para o efeito, entre o fim do Ensino secundário e o princípio do Ensino superior.”) – Bertrand Livreiros, Marta Martins Silva em 2025-07-25;


(““Os Putos do PREC — Os Estudantes no Verão Quente de 1975”, de Pedro Prostes da Fonseca, publicado pela Guerra e Paz, foca especificamente a ação dos alunos de liceu um ano após a Revolução dos Cravos (...)” // “Aos 14 e 15 anos, viviam para a política. Participavam em medidas de gestão nos liceus ou tornavam-nas impossíveis.” // “(...) os jovens acreditavam na mudança e num mundo melhor, participavam em atividades de alfabetização e de apoio a cooperativas e comunidades desfavorecidas” // “(…) foi uma geração que fez “tudo do melhor e do pior, mas é a geração que construiu a democracia”, que “abriu caminho” depois de a geração anterior ter feito o 25 de Abril.”) – 24 notícias de 2025/05/11;

c) «Os estudantes e a Revolução: 1974-1975 – Campanha de alfabetização e educação sanitária» (CARTAZES (ABEL MANTA), PANFLETOS, FOTOGRAFIAS) – Comissão Comemorativa 50 Anos 25 Abril;

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3. a) Gestão democrática nas escolas portuguesas entre 1974 e 1976:


(“Resumo: Em Portugal, após a Revolução de Abril de 1974, há a rutura da situação política até então vigente. Emergem as primeiras organizações de caráter sindical no seio da classe docente, constituindo um marco importante da mobilização na educação em Portugal. As escolas assumem o papel de centros de decisão, desenvolvendo processos de democracia direta e de autogestão. Os sindicatos passam a ser estruturas privilegiadas de intervenção e reivindicação do corpo docente. Na tentativa de normalizar este período vivido nas escolas, é publicado o «Decreto-Lei nº 769-A/76, de 23 de outubro», que regulamenta a gestão das escolas portuguesas. Progressivamente, o modelo de gestão democrática foi assumindo a feição (neo)corporativa, proporcionando aos/às professores/as a representação do interesse público na escola.”) – BOAVISTA, Clara (Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF), Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa (Lisboa/Portugal)); Educação, Sociedade & Culturas, n.º 43, 2014, 45-63. (download: PDF (Português));

e b) Conquistas

– «A caminho do cinquentenário do 25 de ABRIL, avivemos a memória!» (“Para que a memória não nos falhe, recordemos algumas medidas tomadas em 1974 e 1975, que tanto contribuíram para uma maior justiça social, como foram, entre outras: a criação do Salário Mínimo Nacional (Maio 1974); a fixação do valor mínimo da pensão de invalidez e velhice (1974); a criação da pensão social destinada a pessoas que não tinham descontado para a previdência (Maio 74); a atribuição do abono de família a desempregados (1974); a criação do subsídio de Natal para pensionistas, com valor igual ao da pensão (dezembro 74); o suplemento de grande invalidez (1975) e a criação do subsídio de desemprego (1975).” // “Foram estas importantes conquistas, consagradas na própria Constituição da República (abril 1976), como o direito a um Sistema Público de Segurança Social, assente nos princípios da universalidade e da solidariedade, que viriam a garantir importantes avanços civilizacionais, a todos os portugueses, ao nível da assistência em situações de desemprego, doença, maternidade-paternidade, encargos familiares com crianças e jovens, deficiência, invalidez, velhice e morte.” // “Hoje, deparamo-nos com grandes constrangimentos que têm posto em causa muitos dos direitos alcançados.”) – FENPROF de 2023/04/17;

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4. Retrocessos

a) «Os Professores vão deixar de ser funcionários públicos?» – Conferência na Escola Secundária Camões. 1 de março de 2026. Com António Garcia Pereira (aos 7’39”), Raquel Varela, Alice Faro Santos e Sandra Duarte, Jornal Maio de 2026/03/11;

e b) Protestos (16 de Maio de 2026)

– «Professores em protesto pela revisão do estatuto da carreira docente» (“Milhares de professores saíram este sábado à rua para uma manifestação convocada pela Fenprof contra a revisão dos estatutos da carreira, mas também contra a proposta do pacote laboral.”) – RTP Notícias de 2026/05/16;

– «Fenprof leva milhares de professores à rua e anuncia adesão à greve geral» (“Os professores protestam contra a revisão dos estatutos da carreira, mas também contra a proposta do pacote laboral.”) – Diário de Notícias de 2026/05/16;


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5. a) Polícia Política: Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE entre 1933 e 1945); Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE entre 1945 e 1969); Direção-Geral de Segurança (DGS entre 1969 e 1974);

e b) Opus Dei: Organização internacional de leigos, a que também pertencem sacerdotes seculares"; apoiou e participou em governos autoritários;

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6. Nacionalização das instituições de crédito:

– «Decreto-Lei n.º 132-A/75, de 14 de março»: Nacionaliza todas as instituições de crédito com sede no continente e ilhas adjacentes, com excepção do Crédit Franco-Portugais, dos departamentos portugueses do Bank of London & South America e do Banco do Brasil, das caixas económicas e das caixas de crédito agrícola mútuo;

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7. Nota: Composição com Nano Banana (Gemini).

Tuesday, March 10, 2026

Aí está a despedida de Marcelo do Palácio de Belém.Seguro condecora Marcelo

O Marcelo que andou como um pardal pelos telhados de Beja em 1975, fugido à extrema-esquerda, que atravessou o Tejo a nado com uns calções à Maria Cachucha só para provar que o rio não estava poluído, que chamou lelé da cuca ao Balsemão e mais tarde, em 2025, activo russo ao Trump, que, em directo, na televisão, ofereceu um leitão da Bairrada ao Júlio Magalhães, o Marcelo jornalista, fazedor de opiniões e professor universitário, que em campanha para Presidente se transformou em cabeleireiro de loiras e, finalmente, Presidente de todos nós, o mais próximo que temos de um rei que quereria ser se Portugal fosse uma monarquia, alguém disse, homem das "selfies", dos beijinhos e abraços e optimista (só superado nisto pelo António Costa), o distribuidor de afectos e amante de geringonças (e quem diz destas diz também de caranguejolas), que por causa de um desejo antigo de unir toda a direita numa frente comum e dos seus improvisos fez uma grandessíssima cacaborrada, o presidente chamuscado por um filho no caso de umas gémeas e há que cortar relações com o “insolente”, que fique no Brasil e esqueça a herança, o presidente dos salgadinhos, de uma bola de berlim, um queijinho da serra, uma ginjinha, uma poncha, uma carninha tenrinha ou um "pexinho" assado na brasa, tanto faz, “hum-hum!”, “divinal!”, “de comer e morrer por mais…”, o presidente contador de histórias do beco dos Távoras ao início da noite com um batalhão de jornalistas atrás e uma militar ao lado, passeios nocturnos depois da ginjinha, com mensagens sub-reptícias, alegorias, ferroadas, nunca revelando, verdadeiramente, o que lhe vai na alma, gerindo os silêncios, porque agora é o tempo da justiça, porque agora é o tempo dos partidos, porque agora é o tempo do rescaldo das eleições, ou os jogos de palavras como na greve dos motoristas de 2019, “os fins são legítimos mas os meios prejudicam os fins e os sacrifícios prejudicam a comunidade”, com as suas observações à Pantagruel, como em 2025, quando disse que os portugueses têm de escolher entre um hipotético sucessor de “gastronomia forte” ou “gastronomia mais suave” e, ao contrário do que se previa, sai um da gastronomia mais suave, o Seguro, a quem acusou em 2012 de ter promovido uma golpaça (4.b)) com a revisão dos Estatutos do PS, e de querer vitimizar-se, coisa que se desculpa pelo tempo que já lá vai e porque era na altura comentador de domingo na TVI, sim, o Marcelo, o presidente, o homem que os portugueses adoram pela sua afectividade, que chegou a pé e saiu a pé da Presidência, foi ontem à sua vida e deixa uma marca difícil de igualar.

Mas achamos que foi uma saída inglória!

Por isso, fabricámos esta:


Se ia tirar brilho à cerimónia de posse do seu sucessor? Claro. Brilho e lustro!


(1. Retrospeciva: «Chegou ao fim a era Marcelo: imagens de um presidente que mudou Belém» (com “algumas das imagens dos dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, dez anos depois de se ter tornado no "presidente dos afetos".”) – Jornal de Notícias de 2026/03/08;



4. Notas: a) Composição com Nano Banana (Gemini) e recurso a imagem disponível na Web; e b) Dicionário: «Golpaça vs. golpada» (“O que fez Marcelo Rebelo de Sousa? Pegou no substantivo golpada, retirou-lhe o sufixo -ada e substituiu-o pelo sufixo aumentativo -aça, conferindo uma conotação mais pejorativa a uma palavra que já a tem.”) – Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.)

Monday, January 12, 2026

São 11 candidatos na corrida a Belém e não 14

Não faça como o Nicolau Canário!



(1. «Presidenciais: os 11 candidatos na corrida a Belém» (“São 11 (e não 14) os candidatos à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa.”) – SIC Notícias de 2026/01/11; 2. Composição com Nano Banana (Gemini).)

Tuesday, January 06, 2026

Ataque dos EUA à Venezuela. No Air Force One.

O Júlio César dos tempos modernos está de olho no petróleo e terras raras do mundo e vai daí invade países estrangeiros, rapta os presidentes e faz ameaças...

Poucos ainda o sabem: também castiga os meninos maus que andaram a chamar-lhe “activo russo”.

Por isso, bem pode tirar o cavalinho da chuva o professor Marcelo se ainda tenciona, já reformado e “homem livre”, ser professor na Califórnia e assistir aos Jogos Olímpicos de 2028, andar por lá a tirar “selfies” e fazer daquilo um pagode...



(1. As notícias: a) «Trump ameaça a Colômbia com uma operação militar e chama "doente" ao Presidente» (“A bordo do Air Force One”. “(...) acusou ainda Cuba de sobreviver à conta da Venezuela prevendo que a queda do regime cubano está para breve.”) – RTP Notícias de 2026/01/05; b) «"Somos os próximos?": Cuba está em choque após ataque dos EUA à Venezuela» – CNN Portugal de 2025/01/05; c) «Venezuela: Trump diz ser preciso “fazer alguma coisa” no México» – O Jornal Económico de 2026/01/03; e d) «Trump ameaça Colômbia, Cuba, México e Gronelândia» (“(...) a bordo do Air Force One”) – SIC Notícias de 2026/01/05;



4. Notas: composição com Nano Banana (Gemini); “Trump” é uma criação do autor com Nano Banana.)

Friday, October 03, 2025

O momento em que barco de Mortágua é intercetado. Navio Adara.

Desenho a carvão e composição digital com imagens disponíveis na Web (Mariana Mortágua no navio Adara e Netanyahu como comandante do navio pirata que utiliza canhões de água).

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Diogo Chaves, Mariana Mortágua, Miguel Duarte e Sofia Aparício na noite de 5 para 6 de Outubro de 2025 no aeroporto de Lisboa:

a) «Mariana Mortágua descreve dificuldades na prisão em Israel» – Jornal de Negócios de 2025/10/06;


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2. Notícias relacionadas: «Israel mostra intenção de prolongar fome em Gaza, ao bloquear a flotilha» – Aministia Internacional Portugal de 2025/10/02;

3. «Flotilha Global Sumud» (Flotilha da Liberdade Global) – Wikipedia;

4. O que está em causa? «Genocídio na Faixa de Gaza» – Wikipedia;


6. Declarações lamentáveis e irresponsáveis de um governante que já nos habitou a declarações deprimentes como as de Olivença ser portuguesa (foi em 2024/09/13): «Ministro da Defesa encara ativistas da flotilha como apoiantes do Hamas» – RTP Notícias de 2025/10/02.)

Sunday, September 28, 2025

Marcelo admite desgaste da ministra da Saúde. Palavras moralizadoras. Cinto

Festa do Livro em Belém, 26 de Setembro de 2025. Onde há livros está o Presidente. E onde está o Presidente estão os jornalistas. O que os une? As notícias.

Num dum muitos intervalos do passeio do Presidente, por entre “selfies”, beijocas, “tiradas” bem dispostas e salamaleques, reparámos que a dada altura o Presidente segurava o cinto com cara de sofrimento.(*)


Ora como sabemos que a política com o passar dos anos vai causando mossa e não faz nada bem à saúde (e por isso, à noite, o Presidente e a ministra da Saúde encontraram-se no fado para desanuviar: Marcelo: “– Mas a televisão faz-nos um mal…”; Ministra: “– Faz-nos mal…”; Presidente: “– Engorda, envelhece”; (blá-blá-blá); Presidente (apreciando-a): “– Gostei de a ver, jovem!”)(**), dizíamos, não faz nada bem à saúde, pensamos que a reação se deveu ao acumular de ansiedade (apreensão) com os “pequenos casos”, ou “pequenos grandes casos” na Saúde (mortes, inclusive.), da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Confirmação que obtivemos quando ouvimos o Presidente dizer que o governo está muito bom, bem servido, de sal q.b., com excepção da ministra da Saúde que lhe está a causar uma sensação de pedra nos rins.

O que vale é que o “barco vai de saída”, “adeus ó palácio de Belém”(***), e aí acabam-se as dores.

“– Ah... Já passaram!”


(1. As notícias: (*) minuto 01:30 a 01:34 (VÍDEO): «Marcelo considera que a ministra da Saúde está desgastada» – RTP Notícias de 2025/09/27; (**) minuto 01:20 a 01:56 (VÍDEO): «Marcelo deixa palavras moralizadoras a ministra com "desgaste"» – RTP Notícias de 2025/09/27;


2. A propósito: (***) Canção de Fausto, de 1982, “O barco vai de saída”, do álbum “Por Este Rio Acima”: a) «Fausto Bordalo Dias» – Wikipedia; b) o álbum «Por Este Rio Acima» (“O barco vai de saída”) – Idem; e c) «Fausto – O Barco vai de saída» – YouTube;


4. E um conselho de amigo ao Presidente: Sr. Presidente, nestes casos mais graves, que envolvem ministros ou ministras, experimente aliviar o cinto: Afrouxar o cinto pode dar um alívio imediato;

5. “Print screen” do vídeo da RTP (em cima).)

Wednesday, September 17, 2025

Serei candidato às eleições presidenciais de 2026. O Chega tinha de ter voz




2. Nota 1: Em 3 de Dezembro de 2024, no “post” «Presidenciais 2026. Gouveia e Melo é o favorito.», falava-se d’“a influência dos pastores evangélicos nos votos” e de um “Cartaz de propaganda do bispo Zaqueu ao ADN” (pouco tempo depois retirado); isso justificou, na altura, a brincadeira de que o bispo Zaqueu era “a alternativa-surpresa de André Ventura para ganhar o eleitorado evangélico”. 

Antes, a 21 de Março, em «E quando o indigitado não for Luís Montenegro? Lá CHEGAremos.», dizia-se que não espantaria se um dia o CHEGA chegasse ao poder de mãos dadas com um partido evangélico (o ADN) e o Presidente já não fosse o rei Marcelo mas sim o bispo Zaqueu. Nesse “post”, em que o bispo Zaqueu encarnava Moisés, segurando numa mão uma “tábua” com o André Ventura e na outra um bordão com o Bruno Fialho (ADN), representava-se o momento em que o Bispo-Presidente Zaqueu indigitava André Ventura para formar um governo Chega/ADN;

Nota 2: composição a partir de imagens dispníveis na Web.)

Sunday, September 07, 2025

Elevador da Glória. Marcelo considera Moedas politicamente responsável.

Responsabilidade jurídica objectiva. Responsabilidade subjectiva. Responsabilidade política.



Em tempo: a) As mentiras de Carlos Moedas. Sistemas de redundância. Reposição da confiança dos cidadãos. Entrevista a Fernando Medina e Miguel Poiares Maduro:

«Fernando Medina à Renascença: "Moedas mente para fugir do Moedas oportunista de 2021"» (A ENTREVISTA COMPLETA: "O antigo autarca da Câmara de Lisboa acusa Carlos Moedas de mentir sobre o caso "Russiagate" e nas afirmações que fez sobre o ministro Jorge Coelho e a tragédia de Entre-os-Rios. Fernando Medina considera que o atual autarca não tem "idoneidade" para ocupar o cargo e que "Carlos Moedas de 2025 já está demitido por Moedas de 2021.") – Rádio Renascença de 2025/09/08;

b) «“Carlos Moedas de 2025 já está demitido por Carlos Moedas de 2021”, diz Fernando Medina» ("O ex-autarca adianta ainda que lhe causou “repugnância” Carlos Moedas ter afirmado no domingo, numa entrevista na SIC sobre o desastre no Elevador da Glória, que o antigo ministro Jorge Coelho tinha informações sobre a fragilidade da ponte de Entre-os-Rios antes da tragédia.") – O Jornal Económico de 2025/09/09;


d) «Carlos Moedas em entrevista na SIC sobre o acidente no Elevador da Glória» (A ENTREVISTA COMPLETA) – SIC Notícias de 2025/09/07;



(1. As notícias: a) «Elevador da Glória. Marcelo considera Moedas "politicamente responsável"» (COM O VÍDEO) – RTP Notícias de 2025/09/07; e b) «Acidente do Elevador da Glória» – Wikipedia; 2. Nota: fotografia da imagem televisiva da SIC Notícias.)

Saturday, August 30, 2025

Marcelo diz que Donald Trump é um ativo russo. A selfie.

Marcelo Rebelo de Sousa está nos píncaros do mundo. Quando o mundo era mais pequeno que o que é hoje, só mesmo o Vasco da Gama conseguiria igualá-lo. E não era rei.

Aconteceu Quarta-feira na universidade de Verão do PSD quando o pai babado Marcelo não se inibiu de avaliar o carácter de um dos filhos, o Trump. Momento captado em inúmeras “selfies”.

Os saloios de cá falam em incidente diplomático. E o Rangel, como quem não quer a coisa, simulou puxar dos galões.

Sabe-se que os filhos não contactaram até agora a protecção de menores e que o resto do mundo (que é muito mundo) anda entretido a falar de outras coisas, como o apuramento para o mundial de futebol.

Aqui fica o momento:



(1. As notícias: a) «Marcelo classifica Trump como 'ativo russo' e Governo lembra os limites da Presidência» (“Ao mesmo tempo que o Presidente avaliava a utilidade de Trump para o regime russo, Luís Montenegro respondia no Parlamento sobre a gestão dos incêndios. Talvez por causa da sobreposição de eventos, só agora estas palavras começaram a ter eco. // O ministro dos Negócios Estrangeiros não critica diretamente o Presidente, mas recorda-lhe qual o seu lugar institucional. // As palavras de Marcelo chegaram à imprensa internacional, incluindo à americana. Mas, para já, as reações fazem-se apenas dentro de portas, com os partidos a dividirem-se.”) – SIC Notícias, 2025/08/29;


2. Nota: composição com recurso a imagens disponíveis na Web.)

Saturday, August 09, 2025

Tribunal Constitucional chumba Lei de Estrangeiros. A casca de banana.

Sempre que a direita (com laivos de extrema-direita) chega ao poder dá-lhe para os tiros na Constituição.

Aconteceu no governo de Passos Coelho e Miguel Relvas (Orçamento de Estado para 2013) e volta a acontecer no actual governo de Montenegro, com o seu ajudante-de-campo André Ventura (alteração da Lei da Imigração).

André Ventura (ajudante-de-campo), no lugar do cocheiro, e, a cavalo, Luís Montenegro (Primeiro-ministro), brincam ao Far West. Dizem as más línguas, do primeiro, que as forças do CHEGA, com um tal Projecto de Lei n.º 61/XVII/1, apresentado pelo Grupo Parlamentar do Partido, ludibriaram as forças do Montenegro, estendendo-lhe uma casca de banana, que resultou numa grandessíssima cagada no Tribunal Constitucional. Dizem... Mas não há certezas!


Enfim, um espectáculo deprimente de Big Brother de Verão.

Ontem o Tribunal Constitucional pronunciou-se sobre as mudanças na lei da imigração e considerou inconstitucionais cinco normas. Vetada de imediato pelo Presidente da República, a lei vai novamente à Assembleia da República.

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Actualização (Portugal nas bocas do mundo):

a) «Imprensa internacional noticia travão do Constitucional à Lei de Estrangeiros» (COM “LINKS” PARA VÁRIAS PÁGINAS DO BRASIL, CABO VERDE, MOÇAMBIQUE, ÍNDIA E UCRÂNIA, E PARA A AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BRITÂNICA “REUTERS”) – ECO de 2025/08/09;

e b) UCRÂNIA: «Portugal tightens migration rules: what it means for Ukrainians» (“Portugal reforça regras de migração: o que isso significa para os ucranianos”) – Kyiv • UNN, 2025/08/08.

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(1. As notícias: a) «Tribunal Constitucional chumba alterações à Lei de Estrangeiros» (COM O VÍDEO DA LEITURA DO ACÓRDÃO) – RTP Notícias de 2025/08/08; b) «TC declara que mudanças na lei da imigração são inconstitucionais. Presidente vetou de seguida» – Diário de Notícias, mesma data; e c) «Tribunal Constitucional chumba lei de estrangeiros. Marcelo já vetou» – Público, mesma data;

2. O texto em que o Presidente da República pede a fiscalização abstracta preventiva da constitucionalidade do Decreto n.º 6/XVII da A.R.: «Presidente da República submete Lei de Estrangeiros ao Tribunal Constitucional» - «Site» da Presidência em 2025/07/24;

2.1. Logo no art.º 1.º diz o Presidente: “O Decreto em apreciação, consultados os elementos constantes do Diário da Assembleia da República, tem origem na Proposta de Lei n.º 3/XVII/1, da autoria do Governo, e no Projeto de Lei n.º 61/XVII/1, apresentado pelo Grupo Parlamentar do Partido CHEGA. No decurso do procedimento legislativo parlamentar, a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, aprovou um texto de substituição das duas iniciativas que foi ainda objeto de propostas de alteração aprovadas já em Plenário.”;

3. O decreto em causa: «DECRETO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA N.º 6/XVII» – pdf da Assembleia da República de 2025/07/16;

4. A Lei que altera: «Lei n.º 23/2007, de 4 de julho», que “Aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional” – Diário da República;

5.  No tempo de Passos Coelho e Miguel Relvas, em 2013/01/08: «Tiros na Constituição da República»;

5.1. Nota: pegou-se no desenho de 2013 e adaptou-se à circunstância actual: composição a partir de «Pistoleiros do Oeste (Rita Pavone -Terence Hill) Dublado» (vídeo já não disponível no YouTube).)

Tuesday, June 10, 2025

Escolher um Presidente de gastronomia forte ou mais suave. Disfunção ocular


No seu estilo habitual de nunca revelar o que lhe vai na alma, o Presidente, falando do seu hipotético sucessor, acha que os “portugueses têm de escolher se querem gastronomia forte ou gastronomia mais suave”. Dito assim pelo presidente polivalente-topa-a-todas, que se encanta por um salgadinho, uma bola de berlim, um queijinho da serra, uma ginjinha, uma poncha, uma carninha tenrinha ou um "pexinho" assado na brasa, tanto faz, comendo e saboreando, “hum-hum!”, “divinal!”, “de comer e morrer por mais...”, e agradecendo aos deuses verdades simples como “barriga que lá o tem lá o governa”* e “barriga vazia não tem alegria”*, “sim, já estou jantado, falta palitar os dentes...”

Dilema ultrapassado, pois parece que ultimamente os portugueses preferem gastronomia forte. Que o diga a dorita que está “desterrada” em Londres e votou chega.

E de gastronomia a sério, não canibal, escolhendo à sorte, os do Norte têm a feijoada à Transmontana, os do Sul a açorda à Alentejana, os Madeirenses a sopa de trigo e os Açorianos o cozido das Furnas. 

Fanecas está fora de hipótese!



2. Notas: a) composição a partir da imagem da notícia do Observador (em 1.c)) e um lusitano (português), numa das histórias de Asterix e Obelix – desenho do autor; e b) *provérbios portugueses.)

Saturday, January 11, 2025

Trump, Gronelândia e Canadá. Anexar Portugal?

O Trump ainda não tomou posse e já ameaça tomar o Canadá, a Gronelândia e o Canal do Panamá. Por este andar lá vai a ilha Terceira e a plataforma continental portuguesa.

Mas o que nos vale é o espírito castrense do Gouveia e Melo e do ex-polícia militar Nuno Melo. Para os quais “medo” é palavra que não existe no dicionário.

Sabemos que não hesitarão em ir para a frente de batalha, um armado de palmatória e o outro de espingarda de carnaval, dar o corpo às balas, até à última gota de sangue e a vitória final! Não importando os muitos que caiam como tordos.

Portanto, não há que temer o “Trampa” (assim lhe chamam os ucranianos e os russos) quando temos guerreiros tão valerosos, como estes, e dóceis quando têm de o ser.




2. E o que é “Plataforma Continental” e “Zona Económica Exclusiva (ZEE): «FAQ - Perguntas Frequentes» – «in» Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental;

3. Nota: composição a partir de imagens disponíveis na Web.)

Sunday, December 01, 2024

Protesto do Chega. O caso das tarjas. A verdadeira história.

Poucos sabem a verdadeira história dos cartazes do CHEGA no dia da votação final do Orçamento do Estado para 2025 (29/11/2024).

No dia anterior tinha-se reunido o “estado-maior” do partido. E já um funcionário havia tomado as medidas às janelas dos gabinetes do CHEGA na Assembleia da República.

Rápido, chegaram ao texto. André Ventura despachou: “Pode ser impresso”. Veio a prova tipográfica: “Nada contra”. Veio a prova final: “Que se imprima”. E acrescentou: “Cartazes a serem entregues na casa do gordo”.

No dia seguinte, pela manhã, corria tudo sobre rodas, os cartazes todos catitas já afixados nos parapeitos das janelas exteriores dos gabinetes do partido no edifício da Assembleia, a dar alarido para a rua – e até pareciam colchas em dia de visita papal! –, chegou o “xerife”, olhou aquilo e logo o sangue lhe subiu à cabeça: “Ai querem-me dar cabo da vidinha?! Deitar às feras a minha candidatura a Belém? Já vão ver!” E, sem dó, nem piedadade, despachou: “Firefighters!”

E foi assim.



Uma opinião esclarecida: «Os Salários dos Políticos» (YouTube) - Raquel Varela



2. Dicionários do Latim e do Inglês: “Imprimi potest: pode ser impresso; “Nihil obstat”: nada contra; “Imprimatur”: que se imprima; “Firefighters”: bombeiros(as);

3. Composição a partir de fotografia da emissão do jornal da noite da SIC.)

Tuesday, June 25, 2024

Marcelo está disponível para uma frente comum. O sonho da direita.

A passos largos para o fim do mandato e à beira de perder alguns dos seus poderes presidenciais, ainda para mais chamuscado por um filho no caso de umas gémeas (que é uma cola que não descola), o presidente está praticamente no estado de "morte política". Porém, prestes do "fim" vêm sempre as melhoras da morte e, no caso, o desejo antigo de uma "frente comum" que congregue toda a direita. É disso que aqui se dá conta:




2. O sonho do presidente de uma frente comum da direita não é destes dias: «“Um projeto excecional.” A mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa no aniversário (10 anos) do Observador» – YouTube (Observador), em 2024/06/04, minuto 2:14: “Recordo a visita que vos fiz há praticamente 10 anos, e, na altura, eu ousei como que prever, não profetizar, que quando não houvesse a unidade na direita, se ela porventura ocorresse, a divisão da direita o Observador uniria (...)”;

3. Nota: composição a partir de imagens disponíveis na Web e Nosferatu significando a “morte política”.)

Friday, June 07, 2024

Eleições Europeias 2024. Os Resultados Eleitorais ou o Dia Seguinte.


Isto é para digerir no próximo Domingo à noite ou nos dias seguintes. Mas publica-se já, antecipadamente.

“É o tempo da justiça”, “é o tempo pré-eleitoral”, “é o tempo eleitoral”, é o tempo do caraças... e foge o diabo da cruz quando lhe dá jeito. (a)


(a) Pois é! Descobrimos o tempo de Marcelo Rebelo de Sousa. Tem 3 dias: 


minuto 2:14: 

“Recordo a visita que vos fiz há praticamente 10 anos, e, na altura, eu ousei como que prever, não profetizar, que quando não houvesse a unidade na direita, se ela porventura ocorresse, a divisão da direita o Observador uniria; que quando houvesse problemas no diálogo entre uma parte significativa da esquerda e uma parte significativa da direita haveria o Observador para fazer esse diálogo; quando houvesse necessidade de aproximação do sistema político em relação à sociedade, à sociedade civil, o Observador também lá estaria para cumprir essa missão. Numa palavra: a comunicação social portuguesa necessita de mais projectos assim. Este é, de facto, excepcional.”

Onde já vimos coisas assim? 

BALSEMÃO, Francisco Pinto, «Memórias», 2023, Expresso, vol. 3, p. 181:

“É interessante, aliás, registar que muitas das pessoas que trabalharam comigo em lugares cimeiros da área criativa e até das áreas de gestão e comercial e às quais muito devo tentaram, mais cedo ou mais tarde, “vingar-se”, lançando os seus próprios projetos. Penso que o objetivo de todos terá sido – provavelmente também por outras razões, incluindo o aliciamento por sectores políticos e económicos que me eram adversos e que os financiavam – a necessidade de mostrar que seriam capazes de fazer melhor, saindo da minha sombra. Numa interpretação freudiana: matar o pai.

Infelizmente para eles, todos ou quase todos falharam:

MARCELO REBELO DE SOUSA foi um dos fundadores do “Semanário”, em 1983 (…) Depois de um longo estertor, financiado, durante anos, por RICARDO SALGADO, a publicação fechou em 2009, mas “faleceu” muito antes.”

BALSEMÃO, Francisco Pinto, «Memórias», 2023, Expresso, vol. 3, p. 215:

“Entretanto, pouco tempo depois, saiu o nº 1 do “Sol”, o grande semanário que JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA inventara para destruir o Expresso e onde um dos principais colaboradores era – adivinhem? – MARCELO REBELO DE SOUSA. Não foi muito longe.”


(1. A propósito das eleições: a) «Marta Temido apela ao voto das mulheres» – RTP Notícias (Europeias 2024), de 2024/06/07; b) «Marta Temido garante que abstenção ao voto “é uma preocupação”» – SIC Notícias, mesma data; 2. Nota: composição sobre fotografia do autor de 2022.)

Wednesday, April 17, 2024

Crise no Médio Oriente. Reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

O Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu ontem para efectuar um ponto de situação relativo ao Médio Oriente e à Ucrânia.

Como era de esperar, no final saiu uma lacónica nota informativa e as habituais fotografias de família. Numa, parece-nos bem-avisado dizer: o Nuno Melo que se cuide!