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Tuesday, March 10, 2026

Aí está a despedida de Marcelo do Palácio de Belém.Seguro condecora Marcelo

O Marcelo que andou como um pardal pelos telhados de Beja em 1975, fugido à extrema-esquerda, que atravessou o Tejo a nado com uns calções à Maria Cachucha só para provar que o rio não estava poluído, que chamou lelé da cuca ao Balsemão e mais tarde, em 2025, activo russo ao Trump, que, em directo, na televisão, ofereceu um leitão da Bairrada ao Júlio Magalhães, o Marcelo jornalista, fazedor de opiniões e professor universitário, que em campanha para Presidente se transformou em cabeleireiro de loiras e, finalmente, Presidente de todos nós, o mais próximo que temos de um rei que quereria ser se Portugal fosse uma monarquia, alguém disse, homem das "selfies", dos beijinhos e abraços e optimista (só superado nisto pelo António Costa), o distribuidor de afectos e amante de geringonças (e quem diz destas diz também de caranguejolas), que por causa de um desejo antigo de unir toda a direita numa frente comum e dos seus improvisos fez uma grandessíssima cacaborrada, o presidente chamuscado por um filho no caso de umas gémeas e há que cortar relações com o “insolente”, que fique no Brasil e esqueça a herança, o presidente dos salgadinhos, de uma bola de berlim, um queijinho da serra, uma ginjinha, uma poncha, uma carninha tenrinha ou um "pexinho" assado na brasa, tanto faz, “hum-hum!”, “divinal!”, “de comer e morrer por mais…”, o presidente contador de histórias do beco dos Távoras ao início da noite com um batalhão de jornalistas atrás e uma militar ao lado, passeios nocturnos depois da ginjinha, com mensagens sub-reptícias, alegorias, ferroadas, nunca revelando, verdadeiramente, o que lhe vai na alma, gerindo os silêncios, porque agora é o tempo da justiça, porque agora é o tempo dos partidos, porque agora é o tempo do rescaldo das eleições, ou os jogos de palavras como na greve dos motoristas de 2019, “os fins são legítimos mas os meios prejudicam os fins e os sacrifícios prejudicam a comunidade”, com as suas observações à Pantagruel, como em 2025, quando disse que os portugueses têm de escolher entre um hipotético sucessor de “gastronomia forte” ou “gastronomia mais suave” e, ao contrário do que se previa, sai um da gastronomia mais suave, o Seguro, a quem acusou em 2012 de ter promovido uma golpaça (4.b)) com a revisão dos Estatutos do PS, e de querer vitimizar-se, coisa que se desculpa pelo tempo que já lá vai e porque era na altura comentador de domingo na TVI, sim, o Marcelo, o presidente, o homem que os portugueses adoram pela sua afectividade, que chegou a pé e saiu a pé da Presidência, foi ontem à sua vida e deixa uma marca difícil de igualar.

Mas achamos que foi uma saída inglória!

Por isso, fabricámos esta:


Se ia tirar brilho à cerimónia de posse do seu sucessor? Claro. Brilho e lustro!


(1. Retrospeciva: «Chegou ao fim a era Marcelo: imagens de um presidente que mudou Belém» (com “algumas das imagens dos dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, dez anos depois de se ter tornado no "presidente dos afetos".”) – Jornal de Notícias de 2026/03/08;



4. Notas: a) Composição com Nano Banana (Gemini) e recurso a imagem disponível na Web; e b) Dicionário: «Golpaça vs. golpada» (“O que fez Marcelo Rebelo de Sousa? Pegou no substantivo golpada, retirou-lhe o sufixo -ada e substituiu-o pelo sufixo aumentativo -aça, conferindo uma conotação mais pejorativa a uma palavra que já a tem.”) – Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.)

Tuesday, May 14, 2019

Temos de novo o nosso Presidente Marcelo!

O Marcelo que andou como um pardal pelos telhados de Beja em 1975, fugido à extrema-esquerda, que atravessou o Tejo a nado com uns calções à Maria Cachucha só para provar que o rio não estava poluído, que, em directo, na televisão, ofereceu um leitão da Bairrada ao Júlio Magalhães, o Marcelo jornalista, fazedor de opiniões e quiromante e professor universitário, que em campanha para Presidente se transformou em cabeleireiro de loiras e, finalmente, Presidente de todos nós, homem das "selfies" e optimista (só superado nisto pelo António Costa), o distribuidor de afectos e amante de geringonças, o homem que adoramos, calou-se. Perdeu o pio.

Expliquemos. Veio uma crise e o governo ameaçou bater com a porta. No fim a coisa compôs-se mas com mazelas. Rio e Cristas e Jerónimo e Catarina (assim mesmo, aos pares) saíram chamuscados enquanto o António, o do governo, brilhou. Jogada de mestre, dizem. Seja como for só um fintou os pingos da chuva. Esse mesmo, o nosso Presidente Marcelo!

Reposta a geringonça, eis que o nosso desaparecido Presidente reaparece de vela na mão no dia 13 de Maio, em Fátima, agradecendo à Virgem a salvação da Pátria.

Com uns pós de perlimpimpim que cá temos estamos agora em condições de revelar o que na reportagem transmitida pela RTP da procissão das velas não transparece mas aqui se torna nítida: a nova faceta do nosso Presidente Marcelo, o Marcelo Angelical!

Procissão das Velas
Marcelo agradecendo à Virgem o fim da crise















Ainda bem que tudo acaba bem! O nosso Presidente está vivo, voltou a ser igual ao que era (talvez até melhor!), expressando redobradas saudades de todos nós e também dos jornalistas, a transbordar de afectos, pronto para mais e mais "selfies" até ao fim dos seus dias.

Temos de novo o nosso Presidente!

Viva o Presidente!

Viva o Marcelo!


(1. «Marcelo entre peregrinos na procissão das velas em Fátima» - RTP Notícias de 2019/05/13 (A Procissão das Velas decorreu Domingo, dia 12/05/2019); 2. Marcelo em pleno: «Marcelo justifica o silêncio: “Tudo o que dissesse limitava a decisão” do Presidente em caso de crise política» - Observador de 2019/05/13; 3. Já agora: Marcelo Rebelo de Sousa neste «blog»; 4. Composição a partir da reportagem referida no texto.)

Thursday, November 23, 2023

O escorpião Marcelo Rebelo de Sousa e a rã Francisco Pinto Balsemão


O escorpião pediu boleia à rã para atravessar o rio. Se a picasse (argumentou o escorpião), afundar-se-iam os dois na travessia do rio. Como não era plausível que isso acontecesse e levada pelo seu altruísmo (e porque, pensando bem, ambos morreriam), a rã aceitou levá-lo às costas. Mas o instinto – a natureza que lhe está na massa do sangue – falou mais alto e o escorpião espetou o ferrão na rã. – Esta é, em termos simplistas, a fábula do escorpião e da rã.

Em 2023, um escorpião deu de caras com uma rã e logo imaginou para almoço uns saborosos panados de rã com alface.

Ao longo dos tempos várias têm sido as versões da história do escorpião e da rã (ou do sapo). Uma, que se conta, é sobre Marcelo Rebelo de Sousa e vem nas “Memórias” de Francisco Pinto Balsemão (escritas em 2021 e republicadas em 2023 aquando dos 50 anos do jornal Expresso). Nelas, Marcelo Rebelo de Sousa é o escorpião e Francisco Pinto Balsemão a rã; seja como for, a verdade é que os dois ainda por cá andam. Alvíssaras! Verdade, mentira, fábula, ou outra coisa qualquer, aqui vai:

«A rubrica Gente, no segundo caderno, que, num tom mais humorístico e ligeiro, competia com as bisbilhotices de VERA LAGOA no “Diário Popular”, mas tinha, além disso, um claro cunho político. Também aqui, embora Gente não fosse assinada, MARCELO REBELO DE SOUSA marcou a sua presença, com a vantagem de poder negar ser ele o autor, quando as coisas não lhe corriam de feição (e era eu, como diretor, que tinha de enfrentar e aturar os protestos dos visados). Claro que MARCELO, fazendo jus aos que defendem que ele, como o escorpião da lenda, não resiste a matar a rã, acabou por exagerar, até cometer a imbecilidade de enxertar, numa das soltas de Gente, uma referência, totalmente a despropósito, a mim, escrevendo que eu era “lelé da cuca”! Isso foi um primeiro sintoma grave de que eu não podia confiar nele. Segundo um dos seus biógrafos, VÍTOR MATOS: “A frase perseguirá MARCELO toda a vida, como exemplo de loucura irresponsável.”» – 2023, Expresso, vol. 1, p. 75.


(1. O “lelé da cuca” e como tudo começou: «Balsemão arrasa "escorpião" Marcelo em livro de memórias» – TVI Player de 2021/09/02; 2. “A rã (Francisco Pinto Balsemão) não perdoa que o escorpião (Marcelo Rebelo de Sousa) a tenha picado”: «O escorpião picou o ponto na homenagem à rã. Marcelo esteve com Balsemão, mas a lenda não volta a ser conto de Natal» – Observador de 2021/09/02; 3. “A gafe dos abusos sexuais”: «Marcelo e a fábula do escorpião e da rã» – SOL de 2022/10/22; 4. Sinopse do livro «Memórias» (Porto Editora, 2021) – Bertrand Livreiros.)

Saturday, August 30, 2025

Marcelo diz que Donald Trump é um ativo russo. A selfie.

Marcelo Rebelo de Sousa está nos píncaros do mundo. Quando o mundo era mais pequeno que o que é hoje, só mesmo o Vasco da Gama conseguiria igualá-lo. E não era rei.

Aconteceu Quarta-feira na universidade de Verão do PSD quando o pai babado Marcelo não se inibiu de avaliar o carácter de um dos filhos, o Trump. Momento captado em inúmeras “selfies”.

Os saloios de cá falam em incidente diplomático. E o Rangel, como quem não quer a coisa, simulou puxar dos galões.

Sabe-se que os filhos não contactaram até agora a protecção de menores e que o resto do mundo (que é muito mundo) anda entretido a falar de outras coisas, como o apuramento para o mundial de futebol.

Aqui fica o momento:



(1. As notícias: a) «Marcelo classifica Trump como 'ativo russo' e Governo lembra os limites da Presidência» (“Ao mesmo tempo que o Presidente avaliava a utilidade de Trump para o regime russo, Luís Montenegro respondia no Parlamento sobre a gestão dos incêndios. Talvez por causa da sobreposição de eventos, só agora estas palavras começaram a ter eco. // O ministro dos Negócios Estrangeiros não critica diretamente o Presidente, mas recorda-lhe qual o seu lugar institucional. // As palavras de Marcelo chegaram à imprensa internacional, incluindo à americana. Mas, para já, as reações fazem-se apenas dentro de portas, com os partidos a dividirem-se.”) – SIC Notícias, 2025/08/29;


2. Nota: composição com recurso a imagens disponíveis na Web.)

Saturday, October 10, 2015

Viva o professor Marcelo!

Zig e Zag falam da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República (cartoon):

















(1. As notícias: «Marcelo na terra da avó Joaquina» e «Marcelo: "Cumprirei o dever moral de pagar a Portugal o que Portugal me deu"» - Expresso e Público de 2015/10/09; 2. «O dia em que Marcelo mergulhou vestido à Maria Cachucha» - Jornal Expresso; 3. Marcelo Rebelo de Sousa neste «blog» - duas leituras: a) «Professor Marcelo? Ou Professor Pardal?»; b) «Um leitão de bom calibre é coisa que nunca se esquece!»)

Sunday, September 28, 2025

Marcelo admite desgaste da ministra da Saúde. Palavras moralizadoras. Cinto

Festa do Livro em Belém, 26 de Setembro de 2025. Onde há livros está o Presidente. E onde está o Presidente estão os jornalistas. O que os une? As notícias.

Num dum muitos intervalos do passeio do Presidente, por entre “selfies”, beijocas, “tiradas” bem dispostas e salamaleques, reparámos que a dada altura o Presidente segurava o cinto com cara de sofrimento.(*)


Ora como sabemos que a política com o passar dos anos vai causando mossa e não faz nada bem à saúde (e por isso, à noite, o Presidente e a ministra da Saúde encontraram-se no fado para desanuviar: Marcelo: “– Mas a televisão faz-nos um mal…”; Ministra: “– Faz-nos mal…”; Presidente: “– Engorda, envelhece”; (blá-blá-blá); Presidente (apreciando-a): “– Gostei de a ver, jovem!”)(**), dizíamos, não faz nada bem à saúde, pensamos que a reação se deveu ao acumular de ansiedade (apreensão) com os “pequenos casos”, ou “pequenos grandes casos” na Saúde (mortes, inclusive.), da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Confirmação que obtivemos quando ouvimos o Presidente dizer que o governo está muito bom, bem servido, de sal q.b., com excepção da ministra da Saúde que lhe está a causar uma sensação de pedra nos rins.

O que vale é que o “barco vai de saída”, “adeus ó palácio de Belém”(***), e aí acabam-se as dores.

“– Ah... Já passaram!”


(1. As notícias: (*) minuto 01:30 a 01:34 (VÍDEO): «Marcelo considera que a ministra da Saúde está desgastada» – RTP Notícias de 2025/09/27; (**) minuto 01:20 a 01:56 (VÍDEO): «Marcelo deixa palavras moralizadoras a ministra com "desgaste"» – RTP Notícias de 2025/09/27;


2. A propósito: (***) Canção de Fausto, de 1982, “O barco vai de saída”, do álbum “Por Este Rio Acima”: a) «Fausto Bordalo Dias» – Wikipedia; b) o álbum «Por Este Rio Acima» (“O barco vai de saída”) – Idem; e c) «Fausto – O Barco vai de saída» – YouTube;


4. E um conselho de amigo ao Presidente: Sr. Presidente, nestes casos mais graves, que envolvem ministros ou ministras, experimente aliviar o cinto: Afrouxar o cinto pode dar um alívio imediato;

5. “Print screen” do vídeo da RTP (em cima).)

Friday, December 15, 2023

A fase robot de Marcelo Rebelo de Sousa

Zig e Zag falam do Incrível Hulk, perdão!, do surpreendente Marcelo Rebelo de Sousa (cartoon):


Newsletter Expresso Diário, Paula Santos, de 2023/12/14 (parte):

“No dia em que o Presidente da República disse que António Costa tem condições para liderar o Conselho Europeu, o primeiro-ministro já tinha feito saber que “não está na luta pelo cargo”.

“Disse mais, Marcelo Rebelo de Sousa. Elogiou o “prestígio excecional de Costa” e reconhece que seria “um bom candidato” para lhe suceder na presidência, desde que prescinda do projeto europeu.

“Surpreendentemente, acrescenta, que Costa seria também o seu “preferido” se tivesse decidido ser candidato novamente à liderança do PS. O chefe do Estado quebrou assim o silêncio dos últimos dias e não faltaram temas na conversa com os jornalistas.”

E António Costa está "em pulgas" para ouvir as declarações...


Monday, March 18, 2013

Friday, June 07, 2024

Eleições Europeias 2024. Os Resultados Eleitorais ou o Dia Seguinte.


Isto é para digerir no próximo Domingo à noite ou nos dias seguintes. Mas publica-se já, antecipadamente.

“É o tempo da justiça”, “é o tempo pré-eleitoral”, “é o tempo eleitoral”, é o tempo do caraças... e foge o diabo da cruz quando lhe dá jeito. (a)


(a) Pois é! Descobrimos o tempo de Marcelo Rebelo de Sousa. Tem 3 dias: 


minuto 2:14: 

“Recordo a visita que vos fiz há praticamente 10 anos, e, na altura, eu ousei como que prever, não profetizar, que quando não houvesse a unidade na direita, se ela porventura ocorresse, a divisão da direita o Observador uniria; que quando houvesse problemas no diálogo entre uma parte significativa da esquerda e uma parte significativa da direita haveria o Observador para fazer esse diálogo; quando houvesse necessidade de aproximação do sistema político em relação à sociedade, à sociedade civil, o Observador também lá estaria para cumprir essa missão. Numa palavra: a comunicação social portuguesa necessita de mais projectos assim. Este é, de facto, excepcional.”

Onde já vimos coisas assim? 

BALSEMÃO, Francisco Pinto, «Memórias», 2023, Expresso, vol. 3, p. 181:

“É interessante, aliás, registar que muitas das pessoas que trabalharam comigo em lugares cimeiros da área criativa e até das áreas de gestão e comercial e às quais muito devo tentaram, mais cedo ou mais tarde, “vingar-se”, lançando os seus próprios projetos. Penso que o objetivo de todos terá sido – provavelmente também por outras razões, incluindo o aliciamento por sectores políticos e económicos que me eram adversos e que os financiavam – a necessidade de mostrar que seriam capazes de fazer melhor, saindo da minha sombra. Numa interpretação freudiana: matar o pai.

Infelizmente para eles, todos ou quase todos falharam:

MARCELO REBELO DE SOUSA foi um dos fundadores do “Semanário”, em 1983 (…) Depois de um longo estertor, financiado, durante anos, por RICARDO SALGADO, a publicação fechou em 2009, mas “faleceu” muito antes.”

BALSEMÃO, Francisco Pinto, «Memórias», 2023, Expresso, vol. 3, p. 215:

“Entretanto, pouco tempo depois, saiu o nº 1 do “Sol”, o grande semanário que JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA inventara para destruir o Expresso e onde um dos principais colaboradores era – adivinhem? – MARCELO REBELO DE SOUSA. Não foi muito longe.”


(1. A propósito das eleições: a) «Marta Temido apela ao voto das mulheres» – RTP Notícias (Europeias 2024), de 2024/06/07; b) «Marta Temido garante que abstenção ao voto “é uma preocupação”» – SIC Notícias, mesma data; 2. Nota: composição sobre fotografia do autor de 2022.)

Monday, April 09, 2012

Tuesday, June 25, 2024

Marcelo está disponível para uma frente comum. O sonho da direita.

A passos largos para o fim do mandato e à beira de perder alguns dos seus poderes presidenciais, ainda para mais chamuscado por um filho no caso de umas gémeas (que é uma cola que não descola), o presidente está praticamente no estado de "morte política". Porém, prestes do "fim" vêm sempre as melhoras da morte e, no caso, o desejo antigo de uma "frente comum" que congregue toda a direita. É disso que aqui se dá conta:




2. O sonho do presidente de uma frente comum da direita não é destes dias: «“Um projeto excecional.” A mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa no aniversário (10 anos) do Observador» – YouTube (Observador), em 2024/06/04, minuto 2:14: “Recordo a visita que vos fiz há praticamente 10 anos, e, na altura, eu ousei como que prever, não profetizar, que quando não houvesse a unidade na direita, se ela porventura ocorresse, a divisão da direita o Observador uniria (...)”;

3. Nota: composição a partir de imagens disponíveis na Web e Nosferatu significando a “morte política”.)

Wednesday, October 08, 2014

Professor Marcelo? Ou Professor Pardal?

Zig e Zag falam das desventuras do PPD/PSD numa célebre noite de 9 de Abril de 1975 em Beja e com elas a aventura do actual comentador político Professor Marcelo Rebelo de Sousa (cartoon):

















(1. A notícia: «A noite em que Marcelo Rebelo de Sousa andou feito pardal pelos telhados de Beja» - Público de hoje; 2. A propósito: «Professor Pardal» - Wikipedia; 2. E, já agora, «Marcelo Rebelo de Sousa» - Wikipedia)

Tuesday, January 06, 2026

Ataque dos EUA à Venezuela. No Air Force One.

O Júlio César dos tempos modernos está de olho no petróleo e terras raras do mundo e vai daí invade países estrangeiros, rapta os presidentes e faz ameaças...

Poucos ainda o sabem: também castiga os meninos maus que andaram a chamar-lhe “activo russo”.

Por isso, bem pode tirar o cavalinho da chuva o professor Marcelo se ainda tenciona, já reformado e “homem livre”, ser professor na Califórnia e assistir aos Jogos Olímpicos de 2028, andar por lá a tirar “selfies” e fazer daquilo um pagode...



(1. As notícias: a) «Trump ameaça a Colômbia com uma operação militar e chama "doente" ao Presidente» (“A bordo do Air Force One”. “(...) acusou ainda Cuba de sobreviver à conta da Venezuela prevendo que a queda do regime cubano está para breve.”) – RTP Notícias de 2026/01/05; b) «"Somos os próximos?": Cuba está em choque após ataque dos EUA à Venezuela» – CNN Portugal de 2025/01/05; c) «Venezuela: Trump diz ser preciso “fazer alguma coisa” no México» – O Jornal Económico de 2026/01/03; e d) «Trump ameaça Colômbia, Cuba, México e Gronelândia» (“(...) a bordo do Air Force One”) – SIC Notícias de 2026/01/05;



4. Notas: composição com Nano Banana (Gemini); “Trump” é uma criação do autor com Nano Banana.)

Tuesday, June 10, 2025

Escolher um Presidente de gastronomia forte ou mais suave. Disfunção ocular


No seu estilo habitual de nunca revelar o que lhe vai na alma, o Presidente, falando do seu hipotético sucessor, acha que os “portugueses têm de escolher se querem gastronomia forte ou gastronomia mais suave”. Dito assim pelo presidente polivalente-topa-a-todas, que se encanta por um salgadinho, uma bola de berlim, um queijinho da serra, uma ginjinha, uma poncha, uma carninha tenrinha ou um "pexinho" assado na brasa, tanto faz, comendo e saboreando, “hum-hum!”, “divinal!”, “de comer e morrer por mais...”, e agradecendo aos deuses verdades simples como “barriga que lá o tem lá o governa”* e “barriga vazia não tem alegria”*, “sim, já estou jantado, falta palitar os dentes...”

Dilema ultrapassado, pois parece que ultimamente os portugueses preferem gastronomia forte. Que o diga a dorita que está “desterrada” em Londres e votou chega.

E de gastronomia a sério, não canibal, escolhendo à sorte, os do Norte têm a feijoada à Transmontana, os do Sul a açorda à Alentejana, os Madeirenses a sopa de trigo e os Açorianos o cozido das Furnas. 

Fanecas está fora de hipótese!



2. Notas: a) composição a partir da imagem da notícia do Observador (em 1.c)) e um lusitano (português), numa das histórias de Asterix e Obelix – desenho do autor; e b) *provérbios portugueses.)

Wednesday, March 13, 2024

Marcelo ouve partidos. Inês Sousa Real responsabiliza Presidente. O Bardo.

“Day After” (dia seguinte): Portugal, um país a afogar-se.

O capitão de Mar-e-Guerra, Marcelo Rebelo de Sousa
 
(que andou como um pardal pelos telhados de Beja em 1975, fugido à extrema-esquerda, que atravessou o Tejo a nado com uns calções à Maria Cachucha só para provar que o rio não estava poluído, que, em directo, na televisão, ofereceu um leitão da Bairrada ao Júlio Magalhães, o Marcelo jornalista, fazedor de opiniões e professor universitário, que em campanha para Presidente se transformou em cabeleireiro de loiras e, finalmente, o Presidente de todos nós, homem das "selfies" e optimista (só superado nisto pelo António Costa), o distribuidor de afectos e amante de geringonças (e quem diz destas diz também de caranguejolas), o contador de histórias do beco dos Távoras, depois de uma ginjinha, ou duas, ao jantar - que tenha uma longa vida! -, o gestor de silêncios e das ferroadas e que, com os seus improvisos, fez uma grandessíssima cacaborrada),
 
vê-se agora a braços com lobos-do-mar de má catadura... Ora prestes a afogar-se (junto com o país), como vai ele descalçar esta barbatana? Parece ser sina de alguns presidentes acabarem mal os seus mandatos.



(1. As notícias: a) «Inês Sousa Real responsabiliza Presidente da República pela instabilidade política» - Correio da Manhã de 2024/03/11; b) «Presidente da República começa a ouvir partidos esta terça-feira» – SIC Notícias, mesma data; e c) Retiraram a mordaça ao bardo Cacofonix e depois dá nisto: «"Não vejo mal nenhum". Gonçalo da Câmara Pereira admite entendimento entre AD e Chega» (na entrevista exclusiva à Antena 1 o “bardo” faz declarações “embaraçosas para Luís Montenegro”) – RTP Notícias de 2024/03/12)

Monday, December 11, 2023

Os leitões de Marcelo e o dragão de Marques Mendes

Quando em 9 de Outubro de 2015 Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a sua candidatura à Presidência da República tinha tudo a seu favor: além de jornalista, fazedor de opiniões, professor universitário, fez de tudo um pouco: atravessou o Tejo a nado com uns calções à Maria Cachucha, andou fugido feito pardal pelos telhados de Beja nos tempos difíceis do PREC e em directo, na televisão, ofereceu um leitão da Bairrada ao Júlio Magalhães…

Ontem, no jornal da noite da SIC, e a pedido de gentes de Monção, Marques Mendes levou um dragão que entregou à jornalista Clara de Sousa.

Sabe-se, porque já vem do passado, que num espaço de grande audiência um leitão ou um dragão são chave mais que certa para o sucesso. Daí que não espante que Marques Mendes venha a ser o próximo Presidente da República.

"E assim São Jorge (Marques Mendes) derrotou o dragão!" (os possíveis concorrentes) – finalizou, agradecendo, a jornalista.



(1. Final do Jornal da Noite: Marques Mendes: "Estive há dias em Monção, num jantar de Natal (...) e então pediram-me muito para lhe entregar uma espécie de dragão. É o símbolo de Monção, das festas de Monção, que simboliza a luta entre o bem e o mal (...), mas fazem muita questão que você tenha em casa este símbolo (...)";

Clara de Sousa: "E assim São Jorge derrotou o dragão e assim fechamos também, por hoje, o comentário de Luís Marques Mendes. Muito obrigada.";

2. A festa de Monção ou festa da Coca: 

a) Durante as festas realiza-se um combate entre São Jorge e o dragão Coca. A Coca é um dragão todo verde, à excepção do topo da cabeça, do dorso e das goelas que são de cor vermelha; tem duas asas e a cauda é retorcida; a cabeça é móvel e a boca abre-se e fecha-se constantemente, o que por vezes assusta o cavalo e dificulta a vida ao cavaleiro; deita fumo pelas orelhas (e não pelas ventas); e só é derrotado quando a língua e as orelhas são atingidas com golpes certeiros (o cavaleiro deve espetar a sua lança na garganta do monstro e cortar-lhe a orelha). Se São Jorge (que representa o bem) derrotar no combate a Coca (que representa o mal) tal significa que serão boas as sementeiras e as colheitas, mas se a Coca assustar o cavalo o ano será mau e de fome; a Coca vive no rio Minho e é uma figura zoomórfica; além desta há outras Cocas em Espanha e uma em França: 

«O que significa a luta entre São Jorge e o dragão Coca» (COM O VÍDEO) - Diário de Notícias de 2013/05/15 e 


b) A Coca ou Cuca, o célebre bicho-papão, é um ser feminino (o masculino é Coco, nome do fruto de uma espécie de carvalho) usado para assustar as crianças; é representada por uma panela, abóbora ou cabaça furada em três ou quatro lugares, imitando uma cara (cabeça) e com uma luz dentro; posta durante a noite num local escuro servia para assustar quem passasse; vem daqui a expressão “a Coca fica à coca” (a Coca fica a ver, a espreitar) e o Coco toma a forma escura, de uma sombra, e fica de guarda – ambos são “parentes” do diabo; abóboras, cabaças, cabeças, caveiras, capuzes e gigantes todos andam de mãos-dadas:
 

3. Neste «blog» e a propósito: